O que fazer quando você se depara com um buraco?
Quando simplesmente não há paredes que o contenha, nem teto que o abrigue, não há porta que o proteja, não há chão que o sustente?
O que fazer quando fica tudo tão vazio e nada do que acontece ao redor é suficientemente grande para suprir a lacuna da vida?
Desconheço agora a satisfação e mesmo a satisfação comigo não tem mais interação. Há um vácuo sentimental, um eco dentro do coração, e me sobra fôlego por isso. Correr em campo aberto, sem tocar os pés no chão não me faz cansar, não me faz suar, não tonifica minha alma, não exercita meus sentimentos.
Não existe saudade, não existe desejo e nem falta de interesse. Não existe choro e nem sorriso, não existe atitude e nem inércia, nem felicidade e nem descontentamento. Não há nada, talvez costume, mas costume significa ausência de atitude... Minha ou da vida.
Quantas vezes vou pegar a trilha circular? Quantas vezes me deparar com a mesma paisagem? Quantas vezes me equilibrar em um fio de vento solto pelo ar?
Quero chão, casa, sossego, amor, apego, família, destino, realidade, quero enfim me cansar.
Preciso sentir os pés no chão, a arrogância de uma chuva de verão, o rigor de um frio no inverno, o sabor de cada fruta do outono e o cheio das flores se abrindo na primavera. Justamente agora, não quero mais pairar em projetos, não posso mais esperar que aconteça, eu quero ver acontecer. E só vou descansar quando viver a vida me fizer salivar de desejo por viver.
Ana Vífer
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
domingo, 11 de dezembro de 2011
Verdes cor-de-mar
Eu aprendi a viver os momentos da vida, curtir como se fosse a ultima viagem, o ultimo dia, a ultima risada, o ultimo verso e o ultimo amor.
Aprendi que dá pra chamar de amor quem não se ama, mas a quem se quer bem. Aprendi que nada é definitivo e que não precisamos ser perfeitos, até porque isso é impossível.
Aprendi dormir muito faz mal, que comer muito faz mal, que gritar muito faz mal e que amar muito só faz bem quando esse sentimento não tem pretenção de acabar. Tudo o que é demais faz mal, tudo que é de menos é insignificante e tudo que vem na medida certa faz diferença na vida.
Aprendi que não é possível gostar de dois alguéns ao mesmo tempo, e que em algum momento você vai deixar de querer algum pra ficar com o outro.
Agora eu sei reconhecer falhas no caráter de alguém e deixar essas pessoas fora do meu caminho, porque defeitos que estão do lado de dentro são muito mais feios do que os que vem com a genética do lado de fora.
Aprendi que cicatrízes são lembranças de uma sobrevivência e de superações. Também sei que sentimentos são construídos todos os dias e não é necessário estar junto pra se fazer presente.
E como eu evoluí!
Sei bem hoje, que quem me faz bem não precisa me bajular, nem jurar amor eterno, nem se sacrificar por mim e nem viver aos meus pés. Quem me faz bem precisa ser o que faltava dentro de mim, quem faz com poucas palavrinhas ou até mesmo com apenas um jeito de olhar minha auto estima flutuar. Quem me faz bem só precisa deixar que eu veja os olhinhos se fecharem quando beijo um ladinho só dos lábios, sem tanta malícia sabe aproveitar uma tarde quente com assuntos intermináveis sobre Deus, gente e HQ's, e uma noite de risadas ao luar.
Quem me faz bem recolhe meu coração sem fazer barulho, sem promessas que não sabe se vai conseguir cumprir, sem mentiras, com todo aquele passado que eu nem queria saber... Mas que veio com ele e se ele veio, que seja completo. Quem me faz bem, existe pra isso e se chegar ao fim, ainda vai fazer parte da história onde fui feliz por trás dos olhos verdes cor-de-mar.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Em terceira pessoa.
Ela simplesmente não sabe o que vai acontecer daqui pra frente, na verdade, não está muito interessada no amanhã.
Vive um dia após o outro, com a cabeça em Deus e nas coisas Dele, porque o mais certamente será acrescentado.
Ela ainda pensa nele como se nada tivesse mudado, mas dessa vez, ela quer entender onde falhou e porquê se deixou levar por alguém que se divide entre o perfeito e o que ela não quer.
Ela ainda ora, ainda pede a Deus respostas e a cabeça não corresponde as espectativas do coração. Se pergunta onde tudo isso vai parar, e se vai parar, quando será; ela soa frio nas mãos, mas respira fundo, faz aquele sorriso, abraça, beija e somos amigos assim.
Ela acorda pensando e tenta acíduamente fazer passar, coloca qualquer outra coisa boba na cabeça e quando acha que passou, novamente ele faz morada na memória. E pensa: "mas que droga!". Ela se chateia, se aborrece, mas deixa passar... Ela sabe ser grande.
Ela entendeu que grandes mulheres nascem desse tipo de coisa, desse tipo de acontecimento. Ela confia em Deus, confia muito, ela deposita todas as coisas na mão de Deus e assim segue sem ter tantas preocupações. Ela espera que ele não viva assim por muito tempo, não por ela, por ele mesmo.
Ela acima de tudo se preocupa com o que ele vai se tornar, se ainda vai mentir ou se vai se adaptar a ser real, fiel.
Ela só queria parar um pouco de sonhar, acordar aflita e procurando ele do lado. Mais do que isso, ela só queria escrever algumas canções, viajar, ir ao cinema, ensinar o que sabe, aprender o que é dele.
E como ela me dá trabalho querendo tudo isso e sendo assim.
Vive um dia após o outro, com a cabeça em Deus e nas coisas Dele, porque o mais certamente será acrescentado.
Ela ainda pensa nele como se nada tivesse mudado, mas dessa vez, ela quer entender onde falhou e porquê se deixou levar por alguém que se divide entre o perfeito e o que ela não quer.
Ela ainda ora, ainda pede a Deus respostas e a cabeça não corresponde as espectativas do coração. Se pergunta onde tudo isso vai parar, e se vai parar, quando será; ela soa frio nas mãos, mas respira fundo, faz aquele sorriso, abraça, beija e somos amigos assim.
Ela acorda pensando e tenta acíduamente fazer passar, coloca qualquer outra coisa boba na cabeça e quando acha que passou, novamente ele faz morada na memória. E pensa: "mas que droga!". Ela se chateia, se aborrece, mas deixa passar... Ela sabe ser grande.
Ela entendeu que grandes mulheres nascem desse tipo de coisa, desse tipo de acontecimento. Ela confia em Deus, confia muito, ela deposita todas as coisas na mão de Deus e assim segue sem ter tantas preocupações. Ela espera que ele não viva assim por muito tempo, não por ela, por ele mesmo.
Ela acima de tudo se preocupa com o que ele vai se tornar, se ainda vai mentir ou se vai se adaptar a ser real, fiel.
Ela só queria parar um pouco de sonhar, acordar aflita e procurando ele do lado. Mais do que isso, ela só queria escrever algumas canções, viajar, ir ao cinema, ensinar o que sabe, aprender o que é dele.
E como ela me dá trabalho querendo tudo isso e sendo assim.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Aos casais apaixonados...
Aos casais apaixonados, que se amem. Se amem como se cada dia fosse o aniversário da relação.
Dêem valor ao "bom dia", às conversas francas, ao ciuminho, às discuções e aos planejamentos.
Curtam o passeio de mãos dadas, as risadas, a família e os amigos em comum. Se olhem bastante e registrem cada traço do rosto e da personalidade do seu amor, cuidem-se, valorizem-se independende dos defeitos.
Cultivem o sentimento, digo isso a ambos, sem querer mostrar ao outro quem pode mais. Suportem-se quando de alguma maneira alguma situação estiver insustentável. Acreditem, ainda que no fundo haja um pouco de desconfiança e consertem isso para viverem em paz.
Não vulgarizem o sentimento, embelezem-no com a doçura das palavras e dos gestos. Não passem por cima da palavra do outro, não troquem e não dividam, não digam aquilo que machuca pelo simples e sordido prazer de jogar na face do outro uma verdade que talvez só seja sua. Se preocupem e sofram pelo outro, doem-se. Esperem a chegada, que seja pesaroza a partida e bem vivida a dádiva de estarem juntos.
Que seu sentimento seja paciente, que seja bom para o outro tanto quanto é pra você. Se enfeite, se arrume, se perfume, agrade seja você ele ou ela.
Olhem dentro dos olhos, elogiem, orgulhem-se, favoreçam sua metade. Não tentem colocar dentro do seu amor características que não são dele, não queira para si uma relação como a do outro, curta a sua que é somente sua.
Não gastem seu precioso tempo com asperezas e conversas que só machucam e trituram o amor que o outro sente por você. Não se baseie na opinião de terceiros, sinta, faça, converse e resolva entre você e seu amor.
Porque enquanto você tem a esse outro, que às vezes parece tão longe do que você queria, outros, assim como eu, tem tantas coisas boas para colocar em prática com alguém e não pode, porque não tem.
O amor é um sentimento tão nobre e tão completo. Ele é tão divino e inspirador, gostaria eu de poder amar tanto quanto sei, mas quero que você saiba amar tanto quanto pode.
Não desperdice seu amor.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
A verdade...
É verdade que não sou fissurada por chocolate, que não grito estericamente em filmes de terror. Aliás, nem os assisto, porque não preciso desse artifício para me fazer delicada.
É verdade que assisto jogos de futebol e xingo o idiota do juiz ladrão que finge que não vê que "foi mão". É verdade que jogo vídeo game mesmo sendo ruim pra caramba nesses jogos de corrida, principalmente Gran Turismo ou GTA. É verdade que prefiro mesmo é usar all star e um homem tem que ter muito mais do que um rostinho delicado para me impressionar físicamente... Ele tem que ser homem, oras! Barbado, tem que falar grosso.
É verdade que não sou ciumenta a ponto de perder a razão, que na verdade não vejo o verdadeiro amor expresso em uma crise de ciume. Acredito que amor está em outras coisas mais bonitas do que isso.
É verdade que me preocupo muito com a minha aparência, e gosto mesmo de me cuidar, novamente afirmo que não para impressionar, por me amar primeiro.
É verdade que exprimo cada gota do que eu tenho de bom e faço questão de valorizar isso. É verdade que quando eu quero dar uma indireta, ela fica praticamente direta, e mais tarde eu não aguento, acabo falando diretamente.
É verdade que eu sei que incomodo um pouco e faço questão de continuar sendo assim. Porque é verdade que na verdade, eu sou bem feliz assim.
É verdade que assisto jogos de futebol e xingo o idiota do juiz ladrão que finge que não vê que "foi mão". É verdade que jogo vídeo game mesmo sendo ruim pra caramba nesses jogos de corrida, principalmente Gran Turismo ou GTA. É verdade que prefiro mesmo é usar all star e um homem tem que ter muito mais do que um rostinho delicado para me impressionar físicamente... Ele tem que ser homem, oras! Barbado, tem que falar grosso.
É verdade que não sou ciumenta a ponto de perder a razão, que na verdade não vejo o verdadeiro amor expresso em uma crise de ciume. Acredito que amor está em outras coisas mais bonitas do que isso.
É verdade que me preocupo muito com a minha aparência, e gosto mesmo de me cuidar, novamente afirmo que não para impressionar, por me amar primeiro.
É verdade que exprimo cada gota do que eu tenho de bom e faço questão de valorizar isso. É verdade que quando eu quero dar uma indireta, ela fica praticamente direta, e mais tarde eu não aguento, acabo falando diretamente.
É verdade que eu sei que incomodo um pouco e faço questão de continuar sendo assim. Porque é verdade que na verdade, eu sou bem feliz assim.
domingo, 16 de outubro de 2011
Esta Ana
Esta pessoa não tem absolutamente nada de perfeito. É temperamental, excêntrica, às vezes maldosa, um pouco teimosa e insegura.
Esta mulher, menina, seja lá o que for... Não sabe tanto quanto gostaria de saber, não faz tudo o que quer fazer, é meio mimada e por isso erra muito, erra quase sempre.
Esta pessoa não quer toda a atenção do mundo para si, não é grudenta, não é quase nada ciumenta, fala o que sente vontade de falar e sim, é livre.
Esta Ana trabalha como quer e acha que nem sempre tudo o que falam é para o bem, às vezes é intromissão mesmo e isso irrita. Ela tem lá seus complexos, e as coisas que gosta demais nela mesma e nas quais muitas vezes deposita sua segurança. Esta pessoa é evangélica não como título, não como status, ela serve a Deus com suas fraquezas e erros, pecados e quedas. Mas vive em sinceridade com Deus, em voluntariedade com Ele e quer mais o céu do que qualquer coisa.
Essa pessoa nunca foi sinceramente amada, buscaram dela a superfície e viram que existe um coração abaixo do peito. Ela conhece todas as próprias qualidades e sente que na verdade há algo muito bom esperando por ela.
Esta Ana não está só, esta Ana é muito mais do que descrevem as redes sociais, essa Ana tem coração e profundidade. Esta Ana sabe amar de verdade.
Esta mulher, menina, seja lá o que for... Não sabe tanto quanto gostaria de saber, não faz tudo o que quer fazer, é meio mimada e por isso erra muito, erra quase sempre.
Esta pessoa não quer toda a atenção do mundo para si, não é grudenta, não é quase nada ciumenta, fala o que sente vontade de falar e sim, é livre.
Esta Ana trabalha como quer e acha que nem sempre tudo o que falam é para o bem, às vezes é intromissão mesmo e isso irrita. Ela tem lá seus complexos, e as coisas que gosta demais nela mesma e nas quais muitas vezes deposita sua segurança. Esta pessoa é evangélica não como título, não como status, ela serve a Deus com suas fraquezas e erros, pecados e quedas. Mas vive em sinceridade com Deus, em voluntariedade com Ele e quer mais o céu do que qualquer coisa.
Essa pessoa nunca foi sinceramente amada, buscaram dela a superfície e viram que existe um coração abaixo do peito. Ela conhece todas as próprias qualidades e sente que na verdade há algo muito bom esperando por ela.
Esta Ana não está só, esta Ana é muito mais do que descrevem as redes sociais, essa Ana tem coração e profundidade. Esta Ana sabe amar de verdade.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Este não é um romance.
O peito parece que vai explodir de tanta coisa que existe saltando e sambando aqui dentro do coração. A boca seca, os olhos fecham e por pouco não lacrimejam de tanto sentimento grudado nas paredes do coração.
Sem receber em troca, o sangue entra em ponto de ebulição e só pode ser amor, deve ser amor, eu acredito que é amor.
O sorriso é constante e até o mais leigo entende que se trata de um sentimento grande, espaçoso, paciênte, lindo, limpo e descente.
Basta só um quarto de tempo, um instante de vida que seja realmente intenso pra que reviva aquilo que me pulsa as veias da garganta e abrilhanta um raio de olhar.
Seria lindo um desfecho com um "e viveram felizes para sempre" neste momento, mas não quero e não quero mesmo nada convencional no fim dessa história. Eu prefiro começar com "isso não é uma história romântica" porque assim eu posso rir, chorar, gritar, ser amiga, a bandida e a mocinha em um enredo só que eu quero que termine com "e eles souberam que era amor".
Ah, é tanto querer, é tanto querer, é muito querer, exalo querer, transpiro querer, eu quero você e passe o tempo que passar, eu quero e quero demais. Quero tudo e em detalhes porque você me combina, você me encaixa, completa e me basta.
Seu besta!
Então, meu idiota e perfeito amor, vou deixar que o tempo escreva de fato o que lhe falta pra sabermos então, ajudados por Deus que na verdade se trata de amor.
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