Ana Vífer

Ana Vífer

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Ele...

Que sentimento é esse que nos embaça a vista para todas as impossibilidades, que nos ensurdece para o tempo, que nos cala para as palavras agressivas? Ciúme, noite de sono perdida imaginando como vai ser o filho, como vai ser a rotina da casa, quais bichos serão adotados e como será acordar ao lado de quem e ama. De repente eu me vi numa outra atmosfera, onde todas as feridas eu eu mantinha abertas estavam fechadas, eu estou feliz. Dizem para não contarmos nossa felicidade aos outros, mas eu prefiro acreditar que estou exemplificando como ser feliz, quem me protege não dorme, não há com o que se preocupar. Como pode o coração ficar tomado com um sentimento tão nobre assim? Me pergunto se existe mais um espacinho dentro de mim para um pouco mais de amor que eu quero sentir por ele... Ele, brilho dos meus dias, homem da minha vida. Me dá o céu sem sair do chão, me elogia, também diz "não". Ele que sonha junto comigo e eu nem consigo escrever todos os adjetivos que o tornam tão meu, tão ideal, minha bênção de Deus que ninguém pode tomar, promessa cumprida na minha vida que vou levar pra sempre. Meu homem, dono da minha semente que perpetuará.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O amor

Talvez o amor esteja mais difícil de ser encontrado hoje em dia porque dá-se pouco valor a ele. Pessoas vivem a vida toda tentando conquistar coisas, mas não dão suporte as pessoas que se dispõe a amá-las. O amor é realmente algo divino, não é uma soma ou uma divisão, não há matéria e nem obra-prima no amor. Mulheres ricas casadas há tantos anos insatisfeitas com a escolha que fizeram que lhes favoreceu somente o bolso. Outras que são procuradas porque quem só tem um interesse nelas que é ter uma vida confortável. Homens idosos sendo cuidados por moças jovens que querem um futuro com estabilidade financeira. Mulheres lindas sendo tratadas como lixo porque só o que elas tem é o que interessa a quem se aproxima delas... Dentro de cada coração existe um vazio de um sentimento genuíno e incorruptível que não morre, talvez adormeça, mas não morre. Uma sede descontrolada por alguém que queira compartilhar o bom e o ruim, a necessidade e a fartura, o prazer e a dor. Sim, o amor não se baseia em beleza, não sabe escrever, não sabe ler, não sabe contar, porque diferente dos outros sentimentos ele não tem um motivo para começar. Não é como a raiva desencadeada por uma frustração, como a felicidade vinda de um ganho, como o ódio vindo de uma dor ou de uma paixão constituída a partir de um desejo físico. O amor ele é como um vento que não tem motivo para estar soprando, ele simplesmente sopra. Por isso é tão difícil de encontrar. Alguns vão tentando a sorte e se machucando até desistirem dele, outros ficam parados esperando que ele sopre e envelhecem suas esperanças. Outros, os sábios, observam onde pode haver uma brisa leve e ali depositam suas esperanças. Ah, o amor... cheio de questões a serem entendidas, mistérios a serem desvendados, no entanto, nada pode calcular ou medir sua extensão quando ele faz parte da vida de alguém. Dizem que o amor faz sofrer, mas não magoe esse sentimento comparando-o com a paixão que é traiçoeira e da mesma maneira que entra em rápida ebulição, esfria. O amor não tem nada a ver com dor, ele é a cura para tudo. O amor é um sentimento transformador e raro. Alguns demorarão anos e anos para encontrá-lo porque não estão prontos ainda a abrir mão de si mesmos. O preço do amor é abandonar-se, apenas preservar uma identidade para que possamos completar alguém, mas convém que deixemos planos singulares quase sempre, que dividamos afazeres e deveres, que suportemos tantas coisas que em nossa vida de solidão não suportaríamos. O amor é caro, alguns não querem pagar por ele, por isso se perdem em si mesmos. Eu prefiro o amor para que meus dias sejam arejados e minha vida tenha fardos leves e não coisas do qual eu não possa carregar como a solidão, a culpa e a falta de esperança.