Deixe-me falar algo sobre amizade.
Eu, graças a Deus, tenho poucos amigos. Sim, porque eu sei que quantidade nesse caso é bobagem.
Sei também que amizade tem graus. Coleguismo, sintonia, simpatia, empatia, carinho, cumplicidade, amor.
A amizade, assim como o amor entre um casal, leva tempo, tem fases. A diferença é que ele pode parar em um estágio e tudo bem se não evoluir, é outro tipo de compromisso.
Amizade quando começa a ficar profunda, acredite, toma certo distanciamento, mas um distanciamento com amor, com ligação, com afeto. As ligações passam a não ser tão necessárias às vezes, a gente sabe que pode se atrasar pra responder uma mensagem ou ficar meses sem ver o amigo, porque já está na vida, entranhado em tudo.
Tem fotos do amigo, tem cheiro do amigo, tem roupa do amigo, tem presentes do amigo em todos os lugares. Tem memórias afetivas em restaurantes, parques e ruas, tem o amigo no sonho, na oração, nas piadas que a gente conta pra outras pessoas. A amizade quando pega um nível que você já não sabe mais o tamanho do amor, não cobra mais, porque entende, porque confia, porque sabe os limites.
A amizade é um compromisso dos mais estranhos traçados na humanidade. Veja, Jesus com Pedro, o repreendia com amor, o ensinou o "beabá" do evangelho, mas também lavou seus pés. É um compromisso sem aliança no dedo, sem envolvimento sexual, e mesmo quando isso aconteceu entre amigos, a amizade genuína consegue com facilidade sobrepôr o passado quando há interesse mútuo de que dê certo, mas acredite, isso é raridade, é preciso ter maturidade.
Criamos amizades desde pequenos, somos instruídos a nos enturmar, seja com uma ou mais pessoas. O ser humano normal nasce com essa necessidade de se relacionar. Mas é só com as coisas que acontecem na vida, só com aprendizados e limites, só com crescimento que conseguimos experimentar o sabor delicioso de uma amizade segura. Só amadurecendo que aprendemos que amizade vai muito além de um áudio comprido, ou de contar uma coisa do dia, ou de entender uma piada interna. Amizade é a cura de uma dor, é ensinar o outro e estar humildemente disposto a aprender. É se colocar pequeno perto do amigo, entender sobre as grandezas dele e sobre suas fragilidades também. É entender as prioridades do amigo, e não ter ciúme, porque o amor da amizade pode ser o mais perfeito se soubermos conduzi-lo e isso inclui não cobrar mais do que se pode receber. Saber que não existe "monogamia" na amizade, entender que todos tem mais de um círculo social, é se alegrar por nossos amigos conseguirem se inserir bem no grupo da empresa e se sentir satisfeito do amigo ser querido por todos.
A amizade é o amor mais forte, porque não depende de qualquer atitude ou ligação sexual, sanguínea, religiosa, social ou intelectual pra acontecer. Ele nasce de algo sem nome, de uma empatia, de uma identificação que nosso subconsciente encontra que talvez passemos a vida sem saber exatamente o que é.
Amizade é cuidar, mesmo sem perguntar nada. É entender nos olhos um diário inteiro escrito a mão, é fazer pelo outro sem esperar em troca. É ficar feliz com as conquistas, mesmo que isso signifique distância, mudança. É não invejar nunca, porque prevalece "se você está feliz, eu também estou".
Todos os dias eu noto que vou me modificando por causa das amizades que fiz, aquelas verdadeiras e poderosas. Todos os dias eu lembro de um amigo, nem sempre converso com ele, mas a memória da sua presença me faz sentir melhor. Todos os dias meu coração agradece a Deus porque eu tenho amigos, porque não estou só. Amigos que amam minha família, que entendem meu ministério, que compreendem meu temperamento, que riem das minhas inúmeras chatices. Eu sou grata por amigos que me levam a sério, que ouvem o que eu tenho a dizer, que ganham o dia com um elogio meu e não porque eu sou melhor do que os outros, mas porque sabe que eu não minto pra eles, porque não há como fingir.
A vida trás um montão de gente para o nosso caminho, mas no afunilar da nossa estrada, vão restando poucos e isso não é um fracasso, ao contrário, é a vitória de manter pertinho quem te ama com toda a bagagem que você carrega.
Faça amigos, amigos duradouros, amigos eternos. Cresça pra mantê-los, são raros. Não os deixe escapar, resolva as desavenças olhando nos olhos. Use sempre de sinceridade, tomando cuidado pra não ferir.
"Em todo tempo ama o amigo, porque na hora na angústia nasce o irmão" Provérbios 17:17
Ana Vífer
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Amigo
sábado, 23 de abril de 2016
Gente que a gente gosta
Existem pessoas que gostamos e pronto. Gostamos porque gostamos e a resposta sempre é "porque sim".
É porque a risada tem um som delicioso, que faz cócegas nos ouvidos.
É porque a voz cantada tem toque de pelúcia.
É porque os cabelos fazem cachos que são caracóis de Roberto na voz de Caetano.
É porque se comunica com os olhos.
É porque entende todas as caretas.
É porque tem um abraço que envolve toda a alma.
É porque é gentil em meio a crise.
É porque compartilha, porque vive junto, porque não dispensa nunca.
É por causa da firmeza quando fala, porque soa bem.
É por causa da diplomacia, da paz de espírito.
É porque os pés tem dedos redondos.
É porque tem o mesmo sangue, a mesma fé, o mesmo amor.
Existem pessoas que amamos, amamos muito. Amamos "porque sim".
Amamos porque mora longe, mas fez casa dentro do nosso coração.
Amamos porque é tão diferente, mas é tão igual.
Amamos porque não tem explicação a ligação que a vida fez.
Algumas pessoas amamos tanto que fazemos a mágica que não deixar o tempo afastar.
E tem aquela pessoa com quem vamos ao altar e dizemos "sim".
Tem gente que é porque tem problemas que a gente gosta de cuidar.
Fez casinha no topo da nossa árvore da vida.
Existem pessoas que carregamos num patamar de eternidade... sem qualquer explicação detalhada.
É porque a risada tem um som delicioso, que faz cócegas nos ouvidos.
É porque a voz cantada tem toque de pelúcia.
É porque os cabelos fazem cachos que são caracóis de Roberto na voz de Caetano.
É porque se comunica com os olhos.
É porque entende todas as caretas.
É porque tem um abraço que envolve toda a alma.
É porque é gentil em meio a crise.
É porque compartilha, porque vive junto, porque não dispensa nunca.
É por causa da firmeza quando fala, porque soa bem.
É por causa da diplomacia, da paz de espírito.
É porque os pés tem dedos redondos.
É porque tem o mesmo sangue, a mesma fé, o mesmo amor.
Existem pessoas que amamos, amamos muito. Amamos "porque sim".
Amamos porque mora longe, mas fez casa dentro do nosso coração.
Amamos porque é tão diferente, mas é tão igual.
Amamos porque não tem explicação a ligação que a vida fez.
Algumas pessoas amamos tanto que fazemos a mágica que não deixar o tempo afastar.
E tem aquela pessoa com quem vamos ao altar e dizemos "sim".
Tem gente que é porque tem problemas que a gente gosta de cuidar.
Fez casinha no topo da nossa árvore da vida.
Existem pessoas que carregamos num patamar de eternidade... sem qualquer explicação detalhada.
Visceral
Eu não consigo conter, mais do que a superfície, eu vou até as vísceras.
É o bombear do sangue, glóbulos vermelhos e brancos numa dança flamenca.
É a pupila dilatada, a imagem captada em um zoom, é decifrada em segundos pelo cérebro que aciona tudo, liga tudo, encharca, entumece, faz eriçar.
É o estômago borboleteando, suco gástrico vulcânico.
É o paladar, as papilas gustativas enroscando-se em gosto de quê?
Deveras, amor, é químico. É arma biológica.
O que mais não consigo conter é que além de uma plataforma, eu vou até o cerne.
É o amor.
O amor que contorna os lábios num batom.
O amor continua intacto após tantos cactos que nascem no solo da relação.
O amor que desqualifica o temporário, dá lugar ao eterno sem contar cada dia que passa.
O amor que é novo, mesmo assim, faz 10 meses, 10 anos.
O amor é que é visceral, é ele que arde nas entranhas.
Paixão toma vida como uma planta, qualquer relva mata, qualquer inseto come, qualquer pisada esmaga.
O amor não é isso, o amor é o sol... compreende-se por si só, poderoso e imponente regente.
Por isso não consigo me conter, por isso não posso segurar.
O amor me deu a tão sonhada liberdade de me enclausurar.
O amor contém anticorpos, suporta a febre, reprime a dor, cura.
O amor é como o funcionamento dos rins, é como a sustentação que os ossos dão.
O amor pode parecer fraco com o passar do tempo, mas é realmente como o corpo: parece velho, mas isso é só o desgaste causado pelo tempo, é só experiência, só sabedoria.
O amor vai ainda mais fundo, ele é o fator não detectável, nada microscópico, ele é crença, é decisão, é a ALMA.
É o bombear do sangue, glóbulos vermelhos e brancos numa dança flamenca.
É a pupila dilatada, a imagem captada em um zoom, é decifrada em segundos pelo cérebro que aciona tudo, liga tudo, encharca, entumece, faz eriçar.
É o estômago borboleteando, suco gástrico vulcânico.
É o paladar, as papilas gustativas enroscando-se em gosto de quê?
Deveras, amor, é químico. É arma biológica.
O que mais não consigo conter é que além de uma plataforma, eu vou até o cerne.
É o amor.
O amor que contorna os lábios num batom.
O amor continua intacto após tantos cactos que nascem no solo da relação.
O amor que desqualifica o temporário, dá lugar ao eterno sem contar cada dia que passa.
O amor que é novo, mesmo assim, faz 10 meses, 10 anos.
O amor é que é visceral, é ele que arde nas entranhas.
Paixão toma vida como uma planta, qualquer relva mata, qualquer inseto come, qualquer pisada esmaga.
O amor não é isso, o amor é o sol... compreende-se por si só, poderoso e imponente regente.
Por isso não consigo me conter, por isso não posso segurar.
O amor me deu a tão sonhada liberdade de me enclausurar.
O amor contém anticorpos, suporta a febre, reprime a dor, cura.
O amor é como o funcionamento dos rins, é como a sustentação que os ossos dão.
O amor pode parecer fraco com o passar do tempo, mas é realmente como o corpo: parece velho, mas isso é só o desgaste causado pelo tempo, é só experiência, só sabedoria.
O amor vai ainda mais fundo, ele é o fator não detectável, nada microscópico, ele é crença, é decisão, é a ALMA.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Quêqué isso mulher?
Mulher tem um monte de coisas, de coisinhas, de coisonas. Tem a coisa de ser mulher por si só. Tem a coisa dos peitos que parecem não parar de crescer, tem a coisa dos peitos ficarem diminuindo, não é?
Tem a coisa da bunda "maledeta" que não dá mais pra saber se é sexy ou se serve só para as calças infelizes fabricadas para chinesas não caberem e o pedreiro dizer "ô lá em casa!". Tem a coisa da bunda ser engolida por um fenômeno incrível que dá aquela sensação de "bundinha de pombo". Tô errada?
Tem a coisa do quadril, do nariz, da boca, dos olhos, do cabelo e do cabelo eu quero parar pra falar. O cabelo que arma demais, que arma de menos. O cabelo que é liso demais, ou liso de menos. Tem o imbecil do frizz, das pontas duplas e gente, a descoloração poderia ser menos traumática. Acertei? Tem a coisa de que ele não cresce ou a síndrome do matagal que não para de crescer.
Tem a coisa da depilação, tem a coisa da... ah, você sabe. Parte desagradável, mas vai fazer o que sem a "bichinha"? A bichinha dá a luz, faz "as coisinha boa". Sem ela quase nada seria possível pra nós mulheres.
É menstruação, cólica, chatice dobrada. Das preocupações com a saúde, com a sexualidade.
Tem a coisa da estria, a invenção do mal que é a celulite. Tem a coisa da pancinha, a pancinha vocês sabem que é um acessório que muitas vezes ao dia você pensou em poder enfiar uma cânula sugadora nas banhas e ser feliz para sempre.
Tem a coisa de ser mulher, todas as coisas que nem sempre envolvem um homem, ou outra mulher que é cheia de coisas como você. Tem que ser padrão, padrão bonita.
Tem a vontade de enfiar uma lente de contato colorida e ser Giselli. Tem a vontade de esticar os ossos da perna e ser alta que nem Naomi, tem a vontade ser gostosona, panicat. Tem a vontade de ser mingnon e bonequinha. Tem a de ser magrela... magrela mesmo. Tem a vontade de ser atraente e a vontade de se esconder porque é tímida que nem um avestruz.
Tem coisas, querida, que eu mesma gostaria de fazer, mas não podemos nascer de novo com um corpo diferente. Acho que todas as mulheres tem uma coisa ou milhares que a faz se sentir com baixa estima.
Mas sabe do que mais? Arruma o que dá. Eu tento todos os dias fechar a boca e nem sempre consigo, ganhei 10kg (e não minto) comendo sei lá o que, não sei onde, não lembro quando e muito menos com quem. Bate aquela saudade de andar a não sentir a bunda saltitar dentro da calça. De usar shorts jeans. Você tá ligada do que eu tô falando. Dá culpa de olhar pro brigadeiro na padaria, mas ai você vai lá e come porque já que tá na merda...
Ou aquela imagem raquítica te causa horror, não tem nada pra pegar, nada pra encher a roupa, cara chupada... É suplemento, chocolate, sorvete e a única coisa que cresce é o rombo na carteira comprando guloseimas.
Depois dos filhos então, ai a coisa fica séria. Ai o bicho pega... Ah, minha filha, é guerra com o espelho, não passa nem perto da balança da farmácia pra não ter que ver a numeração. O marido não consegue chegar nem perto porque "tudo caiu". Fica naquela de "ah, tá me pegando porque não tem outra coisa", "tá me pegando porque é homem e tem necessidades".
Eu citei um monte de equívocos que você comete consigo mesma, coisas que te deprimem. E não é bobagem porque nós mulheres temos o desejo fortíssimo de sermos lindas. Postar foto no instagram causando, ver aquele ciuminho no olhar do companheiro ou a atenção dos boys magia.
Ver aquela cambada de invejosa pagando um pau pro seu "look de hoje". Todas nós, até as que odeiam elogios, que ficam vermelhas, todas nós, sem exceção queremos ser lindas.
Mas eu te pergunto: O que é lindo? O lindo é abstrato, não é necessariamente uma regra.
Apesar de querer muito emagrecer, eu tive que começar a lidar com o fato de ter engordado. Tive que me adaptar. Não foi fácil mesmo pra quem sempre teve um corpo bonito se ver com mais elevações que a China e suas montanhas de tantas celulites. Se faltou em um lugar, eu reponho na maquiagem, no cabelo, nas roupas que é mais fácil. Aprendi técnicas, tendências. Tá ruim de um lado? Melhora de outro. Toma coragem, põe um aparelho nos dentes! Não seja bregolina, use coisas que te favorecem. Vá atrás de dicas de moda, ande no seu estilo, mas capriche!
Odeia os óculos? Tenta outro modelo! Tenta lentes de contato... mas tente!
Tá cansada da chapinha, enrola! Pare de ter preconceito contra você mesma. Oxi, nega... solta a juba! (tamo junto!). Cansou de ser leoa? Alisa essa "bixiga"! Você não precisa dar satisfação para as ativistas do movimento crespo.
Odeia os óculos? Tenta outro modelo! Tenta lentes de contato... mas tente!
Tá cansada da chapinha, enrola! Pare de ter preconceito contra você mesma. Oxi, nega... solta a juba! (tamo junto!). Cansou de ser leoa? Alisa essa "bixiga"! Você não precisa dar satisfação para as ativistas do movimento crespo.
Sai dessa vida de fazer o que todo mundo faz. Quer ser bonita? Valorize o que é único em você.
Sabe o que homem gosta? De mulher que ri. De mulher que tem papo legal, interessante. Homem gosta de mulher engraçada, bem humorada, que ri de si mesma.
Sabe do que outra mulher gosta? De sinceridade, de amiga de verdade, que não inveja, não fala mal pelas costas, que não cria intriga. Que sorri com o sorriso dela, que chora com a tristeza dela. Amiga de verdade, solidária, gente boa, que aceita, aconselha e que pode confiar.
Chega de falar de doença, da hemorroida de fulano, na "dor nos quarto". Chega de fofocar da vida da vizinha que tá grávida de novo da oitava criança de outro pai, do Datena, do Balanço Geral (kkk até eu ri). Leia! Revista, livro, rótulo de shampoo, bula de remédio mas leia! Ler enriquece. Se atualize e eu não estou falando da alta do dólar ou de Clarice Lispector. Tô falando daquele som legal dos anos 80 que você gosta, daquela história bacana que você aprendeu, do que o rótulo do shampoo de você leu naquela hora natural sobre o que é parabeno. Mude seus hábitos, tenha coragem de ser inteligente! Não estou falando de faculdade e papo de nerd, estou falando de cultura. De sair do mundinho do que todo mundo ouve, todo mundo assiste. Descontamine-se da doença da "maria vai com as outras". Porte-se bem, tenha um pouquinho de etiqueta e se tiver etiqueta demais, seja um pouquinho mais livre, todos precisam ser um pouco favela pra ser feliz (é... favela sim, não há nenhum mal nisso).
Sabe do que outra mulher gosta? De sinceridade, de amiga de verdade, que não inveja, não fala mal pelas costas, que não cria intriga. Que sorri com o sorriso dela, que chora com a tristeza dela. Amiga de verdade, solidária, gente boa, que aceita, aconselha e que pode confiar.
Chega de falar de doença, da hemorroida de fulano, na "dor nos quarto". Chega de fofocar da vida da vizinha que tá grávida de novo da oitava criança de outro pai, do Datena, do Balanço Geral (kkk até eu ri). Leia! Revista, livro, rótulo de shampoo, bula de remédio mas leia! Ler enriquece. Se atualize e eu não estou falando da alta do dólar ou de Clarice Lispector. Tô falando daquele som legal dos anos 80 que você gosta, daquela história bacana que você aprendeu, do que o rótulo do shampoo de você leu naquela hora natural sobre o que é parabeno. Mude seus hábitos, tenha coragem de ser inteligente! Não estou falando de faculdade e papo de nerd, estou falando de cultura. De sair do mundinho do que todo mundo ouve, todo mundo assiste. Descontamine-se da doença da "maria vai com as outras". Porte-se bem, tenha um pouquinho de etiqueta e se tiver etiqueta demais, seja um pouquinho mais livre, todos precisam ser um pouco favela pra ser feliz (é... favela sim, não há nenhum mal nisso).
Se liberte do modismo, das coisas que "as minina da rua" faz, a vizinha da prima da tia do irmão da fulana disse que era bom, tenha seus próprios conceitos. Nada é mais bonito numa mulher do que externar o que é bonito por dentro. Deixa de ser venenosa, "mizéra"! Largue a mão de ser ruim, bicha ruim! Não estou focando meu texto em uma pessoa, estou focando nas mulheres que somos e principalmente nas que podemos ser.
Não seja a narizinho em pé, esnobe, que maltrata caixa de supermercado e acha que a faxineira é paga pra limpar sua falta de educação, racista sem noção, antissocial, chega de megalomania! Para de fazer do que você tem seu troféu de futilidade do ano, respire, dê risada do que é engraçado de verdade, pare de se preocupar com a imagem de forma que pareça que só isso é bom em você... Você já tem tudo, absorva aquilo que enriquece a alma e não seu número de curtidas no face acessado com seu Iphone 6 big blaster mega super legal e rico com Ye K (ryko).
E se você sonha em ser o que não é e ter o que não tem, tenho uma notícia: a vida é agora! Pegue o que tem e reforme, joga o lixo fora, recicle! Olhe nos olhos, perdoe, cresça! Não seja ingrata, agradeça a quem você acredita (Deus, buda, Maomé, força cósmica do universo...).
Você nasceu mulher e isso, querida, é privilégio!
Não envelheça antes da hora, aliás, pra quê envelhecer? Se o corpo quiser, que vá sozinho... eu o acompanharei só por fora, mas lá dentro ainda quero ser uma mulher de 25 anos que fez do tempo seu grande aliado em sabedoria.
PS.: Não se ofenda... um grande sinal de crescimento é reconhecer seus defeitos e ter coragem pra começar a mudar.
PS2.: Ele te pega porque se relaciona com quem você é, não com o seu corpo somente. Melhore sim! Melhore por você e melhore pra agradar também, mas não diminua o que ele sente por você. É injusto.
PS3.: É um vídeo game.
Seja mulher de si mesma, case-se com você e seja atraente pro mundo, pra tudo, pra sempre...
PS3.: É um vídeo game.
Seja mulher de si mesma, case-se com você e seja atraente pro mundo, pra tudo, pra sempre...
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Deixa...
Deixa que eu invada sua mente, sua memória, que meu cheiro invada suas narinas e que impregne sua roupa. Deixa que eu me meta nos seus papéis, que eu mexa nos seus discos, que fuce nos seus livros. Deixa que eu molhe seus olhos, seus lábios, que reluza seu sorriso na luz do meu olhar, que só brilha porque te avista chegar.
Deixa que eu cutuque sua mente, catuque seu samba, futuque seu coração e ache no fim das batidas o início do resto da minha vida. Deixa que eu volte sem ter que ir, deixa que eu afague seu peito no leito em horizontal, amor da minha eternidade. Deixa que eu seja seu quintal, a caixinha de fósforo que swinga cada canção, o sabor de melancia no beijo de limão.
Deixa que eu sujeite meus dias aos seus, deixe que eu entre e invada todos os cômodos sem reserva. Deixa que eu mude o canal e a cor do céu, anoiteça ao meu lado, eu amanhecerei dentro do seu coração. Deixa que eu dê seus medos aos ventos e que enraíze minhas vontades dentro de você.
Deixa eu mexer com seu juízo e que eu dê prejuízo no seu maxilar de tanto rir, rir de se acabar. Deixa eu comer na tua mão, tirar seus pés do chão, deixa eu te mostrar como é fofinha uma nuvem de algodão.
Me permita, só hoje, que eu seja sua marmita de arroz e feijão. Me permita pra sempre ser a semente que dá no seu chão, que cresce regada à olhadas despretensiosas e palavras desejosas, deixa que eu seja seu bem estar, sua sala-de-estar, seu hall, seu avião.
Porque amor, eu gosto de ser tudo o que for seu, desde o Apolo até Prometeu, mitologia sacra dos seus dias, eu gosto de ser alguém se eu for personagem da sua realidade. Deixa eu virar do avesso seus avessos, revelar seus retratos e botar cada um na parede da minha história. Deixa eu esconder nossos diálogos num frasco, deixa eu morder a maçã da sua face, adormecer nos seus braços.
Eu quero ser tudo o que for de você, ter tudo o que for seu, deixa?
Eu... Eu sou sua imaginação pura e primitiva, sua lembrança intuitiva, seu cansaço, seu amasso, seu trabalho e não tenho dó. Sou sua voz emitida, sua risada sentida, seu choro rasgado, seu cartão estourado, seu terno remendado, seu sapato folgado, seu dia ensolarado, seu desejo encarnado. Sou sua loucura, sua noite sem dormir pensando em mim, o choque da fissura, refém e frisson.
Então deixa que eu seja, que eu seja a paz, que eu seja o caos, importa que eu seja sua desde o que se chamou ontem até o que se chamará "para sempre".
Deixa que eu cutuque sua mente, catuque seu samba, futuque seu coração e ache no fim das batidas o início do resto da minha vida. Deixa que eu volte sem ter que ir, deixa que eu afague seu peito no leito em horizontal, amor da minha eternidade. Deixa que eu seja seu quintal, a caixinha de fósforo que swinga cada canção, o sabor de melancia no beijo de limão.
Deixa que eu sujeite meus dias aos seus, deixe que eu entre e invada todos os cômodos sem reserva. Deixa que eu mude o canal e a cor do céu, anoiteça ao meu lado, eu amanhecerei dentro do seu coração. Deixa que eu dê seus medos aos ventos e que enraíze minhas vontades dentro de você.
Deixa eu mexer com seu juízo e que eu dê prejuízo no seu maxilar de tanto rir, rir de se acabar. Deixa eu comer na tua mão, tirar seus pés do chão, deixa eu te mostrar como é fofinha uma nuvem de algodão.
Me permita, só hoje, que eu seja sua marmita de arroz e feijão. Me permita pra sempre ser a semente que dá no seu chão, que cresce regada à olhadas despretensiosas e palavras desejosas, deixa que eu seja seu bem estar, sua sala-de-estar, seu hall, seu avião.
Porque amor, eu gosto de ser tudo o que for seu, desde o Apolo até Prometeu, mitologia sacra dos seus dias, eu gosto de ser alguém se eu for personagem da sua realidade. Deixa eu virar do avesso seus avessos, revelar seus retratos e botar cada um na parede da minha história. Deixa eu esconder nossos diálogos num frasco, deixa eu morder a maçã da sua face, adormecer nos seus braços.
Eu quero ser tudo o que for de você, ter tudo o que for seu, deixa?
Eu... Eu sou sua imaginação pura e primitiva, sua lembrança intuitiva, seu cansaço, seu amasso, seu trabalho e não tenho dó. Sou sua voz emitida, sua risada sentida, seu choro rasgado, seu cartão estourado, seu terno remendado, seu sapato folgado, seu dia ensolarado, seu desejo encarnado. Sou sua loucura, sua noite sem dormir pensando em mim, o choque da fissura, refém e frisson.
Então deixa que eu seja, que eu seja a paz, que eu seja o caos, importa que eu seja sua desde o que se chamou ontem até o que se chamará "para sempre".
quinta-feira, 26 de junho de 2014
A verdade sobre o perdão.
É preciso fazer a coisa acontecer de verdade... o tal do perdão.
É uma palavra bonita, proveniente de Deus, curadora, e em tese é fácil, mas não é não. Na hora do vamos ver não é, não é mesmo.
Eu inventei muitos "perdões", mil perdões, eu inventei mesmo. Mas não senti realmente.
Eu fingi que apaguei da memória e em alguns dias eu realmente não senti que havia qualquer vestígio de amargura e rancor, mas quando confrontada com o meu eu, eu vi que eu ainda cultivava por puro orgulho as deliciosas sementes da autopiedade e da autoproteção como se eu fosse um ser que não merecesse suportar e perdoar as falhas dos outros, afinal de contas, eu sou ou não sou perfeita? Eu sou... só que não, definitivamente não.
A mágoa tira folga com a vida que levamos, ela tira folga nos momentos de alegria e de preocupação. Em meio a correria ela desaparece, mas basta bater de frente com quem te deixou magoado que tudo vem à tona. Às vezes sutilmente, sorrateiramente em meio a uma brincadeirinha com fundo de verdade, em meio a um passeio pelo facebook, na timeline aquela pessoa te causa aversão ou raiva, sentimento de traição ou uma indiferença mortal.
Para perdoar é necessário primeiro entender que somos todos errantes e que todos um dia magoamos alguém e que não somos seres intocáveis fechados em uma redoma de dózinha... "ai coitadinha de mim, tão boazinha, tão amiga e levei uma facada...". Balela, se ainda não ferimos alguém, talvez, com "mais pra sim do que pra não" faremos alguém ficar triste.
Para perdoar é necessário entender que aquela pessoa talvez jamais se arrependa e como nós ela pode estar se sentindo com razão e atingida.
Para perdoar é necessário deixar de ser implicante, de ver pelo em ovo, de maldar, de xingar, de praguejar, de repelir e principalmente de cultivar aquele ódiozinho gostoso, que faz cócegas no ego deixando aquela frase pairando no ar: "eu tenho direito".
Sim, perdoar é mais do que tudo querer bem a si mesmo, ter coragem de querer bem ao outro de novo mesmo ele não merecendo e mesmo ele podendo fazer a mesma coisa ruim novamente. Será que é possível perdoar?
Não digo que vá pegar na mão e enfiar dentro de casa como se nada tivesse acontecido, isso é amnésia, não é interessante para ninguém se esquecer, mas é interessante para todos decidir por deixar que essa memória cicatrize por inteiro. Como um dedo cortado de fora a fora que teve que ser costurado e enfaixado, que trouxe dor, mas que agora é só mais uma cicatriz que doeu, mas não dói mais.
Eu mesma tenho uma cicatriz no dedão por cortar o leite com uma faca afiada demais para essa tarefa e por não saber manusear a faca... Eu mesma tenho uma cicatriz no coração por ter tido pessoas em minha vida que eu achava que conhecia que eu não soube introduzir na minha história e que me machucaram. Hoje essas pessoas estão suturadas e cicatrizadas, sem trauma, sem dor... só lembranças de um dia que passou e não tem que ficar voltando para despertar em mim sentimentos, comportamentos e conceitos que eu mesma reprovo, que eu não gosto.
Sei, e como sei que ainda há lixo tóxico e entulho para ser retirado da minha vida, há quem perdoar e existem pessoas que eu terei que perdoar todos os dias, da mesma maneira que pode-se amar diferente todos os dias, terei que perdoar com intensidades diferentes todos os dias.
Difícil, né? Também acho... Acho até que seria mais fácil virar um ser duro, frio, de ferro, pronto para revidar cada soco e cada pontapé, mas eu acho que ser assim é ainda mais desprezível do que ter que sofrer um pouco para enfim, aprender a lidar com os meus próprios ferimentos, sará-los e tocar minha vida.
Concluo que o perdão só pode acrescentar em mim, me deixar livre. O perdão é lindo porque ele é conquistado por você, como uma maratona em que se chega por último, mas por fim se chega... às vezes não tem medalha, mas tem honra por conseguir correr até o fim.
É uma palavra bonita, proveniente de Deus, curadora, e em tese é fácil, mas não é não. Na hora do vamos ver não é, não é mesmo.
Eu inventei muitos "perdões", mil perdões, eu inventei mesmo. Mas não senti realmente.
Eu fingi que apaguei da memória e em alguns dias eu realmente não senti que havia qualquer vestígio de amargura e rancor, mas quando confrontada com o meu eu, eu vi que eu ainda cultivava por puro orgulho as deliciosas sementes da autopiedade e da autoproteção como se eu fosse um ser que não merecesse suportar e perdoar as falhas dos outros, afinal de contas, eu sou ou não sou perfeita? Eu sou... só que não, definitivamente não.
A mágoa tira folga com a vida que levamos, ela tira folga nos momentos de alegria e de preocupação. Em meio a correria ela desaparece, mas basta bater de frente com quem te deixou magoado que tudo vem à tona. Às vezes sutilmente, sorrateiramente em meio a uma brincadeirinha com fundo de verdade, em meio a um passeio pelo facebook, na timeline aquela pessoa te causa aversão ou raiva, sentimento de traição ou uma indiferença mortal.
Para perdoar é necessário primeiro entender que somos todos errantes e que todos um dia magoamos alguém e que não somos seres intocáveis fechados em uma redoma de dózinha... "ai coitadinha de mim, tão boazinha, tão amiga e levei uma facada...". Balela, se ainda não ferimos alguém, talvez, com "mais pra sim do que pra não" faremos alguém ficar triste.
Para perdoar é necessário entender que aquela pessoa talvez jamais se arrependa e como nós ela pode estar se sentindo com razão e atingida.
Para perdoar é necessário deixar de ser implicante, de ver pelo em ovo, de maldar, de xingar, de praguejar, de repelir e principalmente de cultivar aquele ódiozinho gostoso, que faz cócegas no ego deixando aquela frase pairando no ar: "eu tenho direito".
Sim, perdoar é mais do que tudo querer bem a si mesmo, ter coragem de querer bem ao outro de novo mesmo ele não merecendo e mesmo ele podendo fazer a mesma coisa ruim novamente. Será que é possível perdoar?
Não digo que vá pegar na mão e enfiar dentro de casa como se nada tivesse acontecido, isso é amnésia, não é interessante para ninguém se esquecer, mas é interessante para todos decidir por deixar que essa memória cicatrize por inteiro. Como um dedo cortado de fora a fora que teve que ser costurado e enfaixado, que trouxe dor, mas que agora é só mais uma cicatriz que doeu, mas não dói mais.
Eu mesma tenho uma cicatriz no dedão por cortar o leite com uma faca afiada demais para essa tarefa e por não saber manusear a faca... Eu mesma tenho uma cicatriz no coração por ter tido pessoas em minha vida que eu achava que conhecia que eu não soube introduzir na minha história e que me machucaram. Hoje essas pessoas estão suturadas e cicatrizadas, sem trauma, sem dor... só lembranças de um dia que passou e não tem que ficar voltando para despertar em mim sentimentos, comportamentos e conceitos que eu mesma reprovo, que eu não gosto.
Sei, e como sei que ainda há lixo tóxico e entulho para ser retirado da minha vida, há quem perdoar e existem pessoas que eu terei que perdoar todos os dias, da mesma maneira que pode-se amar diferente todos os dias, terei que perdoar com intensidades diferentes todos os dias.
Difícil, né? Também acho... Acho até que seria mais fácil virar um ser duro, frio, de ferro, pronto para revidar cada soco e cada pontapé, mas eu acho que ser assim é ainda mais desprezível do que ter que sofrer um pouco para enfim, aprender a lidar com os meus próprios ferimentos, sará-los e tocar minha vida.
Concluo que o perdão só pode acrescentar em mim, me deixar livre. O perdão é lindo porque ele é conquistado por você, como uma maratona em que se chega por último, mas por fim se chega... às vezes não tem medalha, mas tem honra por conseguir correr até o fim.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
A mãe que um dia eu quero ser.
Eu ainda não sei como é sentir o amor de mãe e de pai. Dizem e eu imagino que ele seja incondicional e forte, semelhante ao amor de Deus por Jesus Cristo.
Quando Deus enviou seu filho a terra, eu imagino a dor que Ele sentiu, mas Ele preferiu que Jesus cumprisse seu propósito. Eu imagino o sofrimento do Deus Todo-Poderoso quando seu filho foi humilhado, espancado, cuspido, ferido em seus sentimentos e em sua moral, mas mesmo assim Ele deixou que fosse cumprido o dever. Jesus não estava sozinho, por diversas vezes Ele recorreu ao Pai para perguntar coisas e para pedir coisas porque é isso que um filho sempre vai fazer, recorrer ao Pai nos momentos difíceis.
Deus continua sendo modelo perfeito de paternidade quando nos trata com justiça e nos dá segundo as nossas obras.
Deus não passa a mão em nossas cabeças, mas também não nos deixa só. Ele sempre está nos tentando fazer amadurecer, crescer, evoluir segundo o que Ele oferece de melhor e modelo de vida através das Escrituras.
Eu fico observando o Senhor Deus e fico imaginando o dia em que eu tiver o meu filho. A primeira vez que ele comer a bolacha que cair no chão. A primeira vez que ele for pra escolinha, a primeira vez que ele se meter em uma briga, a primeira vez que ele se apaixonar. Em quando ele der o primeiro beijo, em quando ele conhecer as coisas do mundo, em quando ele for pra faculdade, em quando conhecer a primeira namorada séria para casar. Em quando ele for pai e responsável pela casa dele, em quando ele tiver que cuidar da educação dos filhos dele e que mãe melhor eu poderia ser se não aquela que ensina como andar ou invés de quebrar as pernas do meu filho?
Infelizmente existem muitas mães e pais que aprisionam seus filhos, tomam posse das asas dos filhos, dos desejos dos filhos e não ensinam a fazer sozinho, ensinam a depender deles.
Tem mãe que sufoca seu filho. "Meu filho não come isso", "meu filho não vai ter um amigo assim", "meu filho não dorme com esse cobertor", "meu filho pensa assim", "eu quero que meu filho estude isso", "eu quero que meu filho case com fulana ou que não se case com ninguém"... É uma série de "eus" que cortam as asas das pessoas, forma pessoas inúteis, inseguras, incapazes, infelizes e cheia de "ins" durante a sua vida.
"Ela casou com o meu filho, mas ele é meu"... Nisso não há a inteligência de perceber que o que uma mãe dá a um filho nenhuma outra pessoa poderá dar igual ou melhor, e o que a esposa dá ao marido é outro tipo de amor, outro tipo de afeto que ele precisa pra viver bem. Os dois são precisos, cada um ao seu tempo e da maneira certa.
"Ele não é bom o suficiente para a minha filha"... Se você criar sua filha para aprender a escolher um homem bom, você não vai precisar dizer isso. Pais tem criado filhas limitadas emocionalmente, que não sabem discernir o homem bom do ruim. São pais ruins que não dão referências boas e querem que suas filhas escolham o que aos olhos deles é ideal. Como filha e amiga de filhas espalhadas por ai eu digo que se você não é um bom exemplo de esposo, sua filha vai sempre arranjar um homem que seja diferente de você. Isso pode ser bom... mas às vezes pode ser muito ruim.
Os filhos se casam e os pais continuam tratando seus filhos como incompetentes debiloides que não sabem pagar contas, fazer a compra, limpar a casa, educar os filhos, lavar as roupas, cuidar da casa, se divertir a dois... Se não foi ensinado isso antes de casado, não adianta querer ensinar depois, porque depois do casamento temos que saber arcar com todas as responsabilidades que vem no pacote.
Ela vai ser sempre sua menininha, mas você tem que cria-la pra ser uma mulher responsável, que cozinha, que trabalha fora (ou não... isso é escolha dela), que tem opinião, que sabe se comportar, que sabe conversar, que tem ideais e sonhos, que tem metas e que sabe ser esposa e mãe, profissional e amiga. É responsabilidade dos pais formar aquela mulher sábia que edifica a sua casa.
Ele vai ser sempre seu menininho, mas você tem que ensinar ele a ser o homem da casa, estudioso, competente, fiel, educado, vaidoso, carinhoso e romântico, equilibrado e paciente. É da competência dos pais formar um Jacó para uma Raquel... e a Raquel é ele que escolhe e não você.
É importante que os pais ensinem seus filhos a ter casamentos abençoados e desejar que eles se casem porque isso é bom e lindo aos olhos do Senhor, que tenham filhos e que saibam sozinhos a criar esses filhos.
É triste que os pais tenham tanto medo de ver o filho crescer! Crescer é bom! Talvez não tão bom para os pais por ver seu filho partir para a independência, mas é bom pro filho ter independência.
Não... não quero dizer que os filhos devem se esquecer dos pais, serem como o filho pródigo que exigiu sua herança antes da hora e partiu, depois se arrependeu e voltou, mas é importante que sejamos semelhantes ao Deus Pai sabedor de todas as coisas, que mesmo sendo Pai do Salvador da humanidade soube solta-Lo no momento certo e recolhe-Lo no momento certo. Soube protegê-Lo no momento certo e soube deixar que fizesse o que devia sozinho no momento certo.
Eu quero ser uma mãe que respeita a intimidade do meu filho e que lhe dá confiança o suficiente para que ele me conte o que ele precisar contar sem nunca ter medo da minha reação.
Eu quero ser a mãe que incentiva meu filho a crescer sem depender de mim mesmo podendo me requisitar se for necessário.
Eu quero ser a mãe que deixa às vezes meu filho ver para crer, que não mente, não esconde e que não inventa cegonha toda vez que me for feita uma pergunta embaraçosa. Eu quero ser a mãe que sabe como responder baseada na sabedoria do Espírito Santo.
Não quero ser a mãe que se intromete na comida da nora, que fiscaliza a vida do filho casado, que critica a hora que minha nora deixa meus netos acordarem e que fica observando o que minha nora faz. Eu quero criar um filho que saiba escolher a esposa certa e que saiba conduzir seu casamento com sabedoria.
Eu não quero ser a mãe que se enfia todo final de semana na casa do filho e exige um momento com o filho sempre. Eu quero que meu filho sinta falta de mim porque gosta da minha presença e não porque eu a imponho para ele.
Talvez eu esteja tendo um sonho utópico, mas eu sonho em ser uma mãe como a minha. Eu sonho em ser mais leal do que ameaçadora, mais amada do que temida, mais respeitada do que ignorada, mais querida do que imposta. Há quem diga que minha mãe me deu muita liberdade, mas acredite, eu não dei errado.
Há quem diga que minha mãe me protege demais, mas acredite, ela me deixou cair muitas vezes para que depois eu mesma percebesse o que não deveria ser repetido.
Há quem diga que minha mãe é brava, mas ela é uma das pessoas que mais me faz rir. Eu confio nela porque eu sei que posso dizer qualquer coisa que eu esteja passando ou sentindo.
Há quem diga que minha mãe não liga muito para onde eu vou, mas acredite, os joelhos dela estiveram continuamente dobrados por mim e por influência dela, meus joelhos também tem o costume de se dobrar diante de Deus.
Sim, eu como de tudo! Sim, eu sei dizer não! Sim, eu tenho minhas próprias convicções! Não... eu nunca larguei Jesus e tudo isso porque minha mãe nunca buscou ter o maior lugar na minha vida, ela fez sem força alguma que eu a desejasse em minha vida. Ela tem me ensinado a ser esposa, a ser mãe, a ser mulher e tem se deixado aprender pelo que vivi também.
Admiro muito a minha mãe, porque ela não precisou nunca ser autoritária, mas sempre teve autoridade. Ela nunca precisou me prender em casa, eu aprendi onde não ir sozinha e não fui. Ela não precisou me proibir de assistir ou ouvir nada, porque eu aprendi. Ela nunca desejou que eu nunca me casasse pra fazer companhia a ela, ela sempre sonhou com a minha felicidade e sempre deixou claro que ela saberia viver longe de mim depois que eu me casasse. Ela nunca quis escolher com quem eu iria me casar, mas me ensinou como é que um homem bom seria.
Eu sei, ainda não sou mãe... eu ainda não sei como é, o que se sente. Mas se minha mãe foi capaz de tamanho equilíbrio, eu quero essa mesma sabedoria.
Você pode e deve ajudar seu filho, seu filho pode e deve te dar todo o amor e carinho do mundo, mas que haja sabedoria em tudo, de um para o outro e vice-versa.
Porque acredite ou não... o primeiro a falar mal dos pais, é o próprio filho, mas o primeiro que deve exaltar e honrar o pai é o filho também.
Quando Deus enviou seu filho a terra, eu imagino a dor que Ele sentiu, mas Ele preferiu que Jesus cumprisse seu propósito. Eu imagino o sofrimento do Deus Todo-Poderoso quando seu filho foi humilhado, espancado, cuspido, ferido em seus sentimentos e em sua moral, mas mesmo assim Ele deixou que fosse cumprido o dever. Jesus não estava sozinho, por diversas vezes Ele recorreu ao Pai para perguntar coisas e para pedir coisas porque é isso que um filho sempre vai fazer, recorrer ao Pai nos momentos difíceis.
Deus continua sendo modelo perfeito de paternidade quando nos trata com justiça e nos dá segundo as nossas obras.
Deus não passa a mão em nossas cabeças, mas também não nos deixa só. Ele sempre está nos tentando fazer amadurecer, crescer, evoluir segundo o que Ele oferece de melhor e modelo de vida através das Escrituras.
Eu fico observando o Senhor Deus e fico imaginando o dia em que eu tiver o meu filho. A primeira vez que ele comer a bolacha que cair no chão. A primeira vez que ele for pra escolinha, a primeira vez que ele se meter em uma briga, a primeira vez que ele se apaixonar. Em quando ele der o primeiro beijo, em quando ele conhecer as coisas do mundo, em quando ele for pra faculdade, em quando conhecer a primeira namorada séria para casar. Em quando ele for pai e responsável pela casa dele, em quando ele tiver que cuidar da educação dos filhos dele e que mãe melhor eu poderia ser se não aquela que ensina como andar ou invés de quebrar as pernas do meu filho?
Infelizmente existem muitas mães e pais que aprisionam seus filhos, tomam posse das asas dos filhos, dos desejos dos filhos e não ensinam a fazer sozinho, ensinam a depender deles.
Tem mãe que sufoca seu filho. "Meu filho não come isso", "meu filho não vai ter um amigo assim", "meu filho não dorme com esse cobertor", "meu filho pensa assim", "eu quero que meu filho estude isso", "eu quero que meu filho case com fulana ou que não se case com ninguém"... É uma série de "eus" que cortam as asas das pessoas, forma pessoas inúteis, inseguras, incapazes, infelizes e cheia de "ins" durante a sua vida.
"Ela casou com o meu filho, mas ele é meu"... Nisso não há a inteligência de perceber que o que uma mãe dá a um filho nenhuma outra pessoa poderá dar igual ou melhor, e o que a esposa dá ao marido é outro tipo de amor, outro tipo de afeto que ele precisa pra viver bem. Os dois são precisos, cada um ao seu tempo e da maneira certa.
"Ele não é bom o suficiente para a minha filha"... Se você criar sua filha para aprender a escolher um homem bom, você não vai precisar dizer isso. Pais tem criado filhas limitadas emocionalmente, que não sabem discernir o homem bom do ruim. São pais ruins que não dão referências boas e querem que suas filhas escolham o que aos olhos deles é ideal. Como filha e amiga de filhas espalhadas por ai eu digo que se você não é um bom exemplo de esposo, sua filha vai sempre arranjar um homem que seja diferente de você. Isso pode ser bom... mas às vezes pode ser muito ruim.
Os filhos se casam e os pais continuam tratando seus filhos como incompetentes debiloides que não sabem pagar contas, fazer a compra, limpar a casa, educar os filhos, lavar as roupas, cuidar da casa, se divertir a dois... Se não foi ensinado isso antes de casado, não adianta querer ensinar depois, porque depois do casamento temos que saber arcar com todas as responsabilidades que vem no pacote.
Ela vai ser sempre sua menininha, mas você tem que cria-la pra ser uma mulher responsável, que cozinha, que trabalha fora (ou não... isso é escolha dela), que tem opinião, que sabe se comportar, que sabe conversar, que tem ideais e sonhos, que tem metas e que sabe ser esposa e mãe, profissional e amiga. É responsabilidade dos pais formar aquela mulher sábia que edifica a sua casa.
Ele vai ser sempre seu menininho, mas você tem que ensinar ele a ser o homem da casa, estudioso, competente, fiel, educado, vaidoso, carinhoso e romântico, equilibrado e paciente. É da competência dos pais formar um Jacó para uma Raquel... e a Raquel é ele que escolhe e não você.
É importante que os pais ensinem seus filhos a ter casamentos abençoados e desejar que eles se casem porque isso é bom e lindo aos olhos do Senhor, que tenham filhos e que saibam sozinhos a criar esses filhos.
É triste que os pais tenham tanto medo de ver o filho crescer! Crescer é bom! Talvez não tão bom para os pais por ver seu filho partir para a independência, mas é bom pro filho ter independência.
Não... não quero dizer que os filhos devem se esquecer dos pais, serem como o filho pródigo que exigiu sua herança antes da hora e partiu, depois se arrependeu e voltou, mas é importante que sejamos semelhantes ao Deus Pai sabedor de todas as coisas, que mesmo sendo Pai do Salvador da humanidade soube solta-Lo no momento certo e recolhe-Lo no momento certo. Soube protegê-Lo no momento certo e soube deixar que fizesse o que devia sozinho no momento certo.
Eu quero ser uma mãe que respeita a intimidade do meu filho e que lhe dá confiança o suficiente para que ele me conte o que ele precisar contar sem nunca ter medo da minha reação.
Eu quero ser a mãe que incentiva meu filho a crescer sem depender de mim mesmo podendo me requisitar se for necessário.
Eu quero ser a mãe que deixa às vezes meu filho ver para crer, que não mente, não esconde e que não inventa cegonha toda vez que me for feita uma pergunta embaraçosa. Eu quero ser a mãe que sabe como responder baseada na sabedoria do Espírito Santo.
Não quero ser a mãe que se intromete na comida da nora, que fiscaliza a vida do filho casado, que critica a hora que minha nora deixa meus netos acordarem e que fica observando o que minha nora faz. Eu quero criar um filho que saiba escolher a esposa certa e que saiba conduzir seu casamento com sabedoria.
Eu não quero ser a mãe que se enfia todo final de semana na casa do filho e exige um momento com o filho sempre. Eu quero que meu filho sinta falta de mim porque gosta da minha presença e não porque eu a imponho para ele.
Talvez eu esteja tendo um sonho utópico, mas eu sonho em ser uma mãe como a minha. Eu sonho em ser mais leal do que ameaçadora, mais amada do que temida, mais respeitada do que ignorada, mais querida do que imposta. Há quem diga que minha mãe me deu muita liberdade, mas acredite, eu não dei errado.
Há quem diga que minha mãe me protege demais, mas acredite, ela me deixou cair muitas vezes para que depois eu mesma percebesse o que não deveria ser repetido.
Há quem diga que minha mãe é brava, mas ela é uma das pessoas que mais me faz rir. Eu confio nela porque eu sei que posso dizer qualquer coisa que eu esteja passando ou sentindo.
Há quem diga que minha mãe não liga muito para onde eu vou, mas acredite, os joelhos dela estiveram continuamente dobrados por mim e por influência dela, meus joelhos também tem o costume de se dobrar diante de Deus.
Sim, eu como de tudo! Sim, eu sei dizer não! Sim, eu tenho minhas próprias convicções! Não... eu nunca larguei Jesus e tudo isso porque minha mãe nunca buscou ter o maior lugar na minha vida, ela fez sem força alguma que eu a desejasse em minha vida. Ela tem me ensinado a ser esposa, a ser mãe, a ser mulher e tem se deixado aprender pelo que vivi também.
Admiro muito a minha mãe, porque ela não precisou nunca ser autoritária, mas sempre teve autoridade. Ela nunca precisou me prender em casa, eu aprendi onde não ir sozinha e não fui. Ela não precisou me proibir de assistir ou ouvir nada, porque eu aprendi. Ela nunca desejou que eu nunca me casasse pra fazer companhia a ela, ela sempre sonhou com a minha felicidade e sempre deixou claro que ela saberia viver longe de mim depois que eu me casasse. Ela nunca quis escolher com quem eu iria me casar, mas me ensinou como é que um homem bom seria.
Eu sei, ainda não sou mãe... eu ainda não sei como é, o que se sente. Mas se minha mãe foi capaz de tamanho equilíbrio, eu quero essa mesma sabedoria.
Você pode e deve ajudar seu filho, seu filho pode e deve te dar todo o amor e carinho do mundo, mas que haja sabedoria em tudo, de um para o outro e vice-versa.
Porque acredite ou não... o primeiro a falar mal dos pais, é o próprio filho, mas o primeiro que deve exaltar e honrar o pai é o filho também.
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