Hoje eu só queria a liberdade.
Ser livre da sociedade que malda, dos contratempos que aprisionam, da superioridade de quem me sustenta, das más condições financeiras, do tempo que determina, das horas que não passam, da raiva que corrói, do medo da solidão, do sentimento de mãos atadas, da minha própria impaciência, da minha ineficiência. Hoje eu só queria poder escolher mais, ser menos dependente. Hoje eu só queria poder chorar até desidratar, não escutar de ninguém que é bobagem e que meu motivo é pequeno. Hoje eu só queria a melhor companhia que eu tenho na minha vida bem pertinho de mim. Eu sou um ser dramático e dependente das vontades do meu coração e não me importo em sofrer por saudade, eu me sinto humanizada por me desesperar ao querer. Enquanto tanta gente descaracteriza o amor, eu continuo preferindo o inocente, puro, sofredor, incansável e genuíno amor.
Hoje eu queria ter asas e não dizer o destino do meu voo, nem o ninho onde eu quero ficar. Hoje eu queria ficar invisível para o mundo e visível somente pro meu amor.
Sei que amar é luta diária e constante e que às vezes o dia simplesmente te nega o prazer de estar perto, mas só quem sente o buraco no peito e a falta de ar, a vontade de se encolher e de se calar sabe como é querer.
Hoje eu queria poder ordenar "que haja possibilidades", ou simplesmente me despreocupar de vez. Mas a segunda opção é simplesmente inviável quando meus olhos procuram em volta e não conseguem encontrar aquele que tem o poder de alegrar meu dia.
Hoje eu queria não ter que esperar pelo dia de amanhã, mais do que ouvir a voz dele, estar com ele.
Hoje eu queria a minha própria vontade, só o meu desejo. Hoje eu queria um beijo.
Hoje eu queria estar rindo, mas só estarei feliz amanhã... Por um curto espaço de tempo, porque o tempo nunca me perdoou e nem me favoreceu.
Hoje eu só queria estar nos braços daquele que também me espera, como é injusta a espera... Hoje eu queria muitas coisas, mas a única que me sobrou foi eu.
Ana Vífer
sábado, 27 de julho de 2013
Cantar.
Do fundo do meu peito, com os pulmões cheios de ar. Da minha cabeça cheia de intenções e tantas outras interações. Das minhas fossas nasais, que se transformam em poços de límpidos. Das minhas costelas, que se abrem e fecham como asas. Da minha garganta, das cordas que toco com os ares como mares correm vibrando e vibrando, ecoando pelas bochechas, acariciando o céu da boca. Minha voz.
Quando eu canto, exijo de mim, exijo do meu corpo seu trabalho mais esforçado. Técnicas, talvez se confundam tantas vezes com meu extinto de viver pra cantar. Cada nota que meus lábios de ajudam a amplificar, somada as palavras me trazem a dimensão exata do prazer que é cantar.
Cantar e ver o ventre estufando, as mãos ajudando a lembrar os acordes, os pés dançando, e a mente contando o tempo. Meu corpo canta, elabora o grave em meio a minha face, distrai-me com os agudos vindos do meu diafragma. Cantar é espiritual, o canto toma dimensões inexatas às nossas percepções humanas.
Pra mim cantar é o que me salva todos os dias, é a certeza de que eu sou boa em alguma coisa. Solo ou em grupo, eu sei que ainda há muito a percorrer. Desbravar a simplicidade, explorar o mais complicado, criar meu estilo, usar meu timbre que é minha digital.
Eu nunca vou me cansar de aprender a minha voz e aperfeiçoá-la, simplesmente por ela não me pertencer, mas ser dádiva do Mestre para Ele mesmo.
Quando eu canto, exijo de mim, exijo do meu corpo seu trabalho mais esforçado. Técnicas, talvez se confundam tantas vezes com meu extinto de viver pra cantar. Cada nota que meus lábios de ajudam a amplificar, somada as palavras me trazem a dimensão exata do prazer que é cantar.
Cantar e ver o ventre estufando, as mãos ajudando a lembrar os acordes, os pés dançando, e a mente contando o tempo. Meu corpo canta, elabora o grave em meio a minha face, distrai-me com os agudos vindos do meu diafragma. Cantar é espiritual, o canto toma dimensões inexatas às nossas percepções humanas.
Pra mim cantar é o que me salva todos os dias, é a certeza de que eu sou boa em alguma coisa. Solo ou em grupo, eu sei que ainda há muito a percorrer. Desbravar a simplicidade, explorar o mais complicado, criar meu estilo, usar meu timbre que é minha digital.
Eu nunca vou me cansar de aprender a minha voz e aperfeiçoá-la, simplesmente por ela não me pertencer, mas ser dádiva do Mestre para Ele mesmo.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Menos ácido!
Vivemos contando passos alheios, recrutando métodos de conduta. Vivemos calculando atos de sobriedade e bom caráter.
Vivemos cobrando transparência, cobrando menos hipocrisia, menos falação, menos julgamento. Vivemos lutando para que todas as pessoas sejam exatamente como nós somos. Queremos viver rodeados de pensamentos iguais ao nossos, mesmas causas, mesmas lutas, mesmos assuntos, mesmos dilemas, mesmo sonhos e consequentemente, menos identidade.
Nós sempre queremos uma sociedade perfeita, mas somos incapazes de nos cobrar pela nossa maneira de pensar. Eu mesma, se pudesse, teria pessoas com cérebros funcionando exatamente como o meu funciona, viver rodeada de pessoas parecidas comigo.
Nós somos pequenos e nossa pequenice é expressa na aversão pela diversidade. As pessoas deixam de gostar por discordar de alguém, deixam de amar por não aceitar a criação de alguém, deixam de querer porque não aceitam os pensamentos de alguém. E o pior de tudo, deixam de respeitar os desejos das pessoas simplesmente porque discordam.
É normal discordar daquilo que fere, que é ilícito, que é feio, que é violento, que prejudica os outros... Discordar de coisas assim demonstra bom senso. Mas é ruim que ainda estejamos discordando de personalidades, como elas pudessem ser mudadas pelas nossas mãos. Como se pessoas fossem feitas de massinha de modelar, onde empregamos nosso estilo de vida nelas, fazemos delas androids programados para ser uma cópia de nós.
Por experiência própria descobri que os que mais criticam, são os maiores alvos de críticas porque abrem precedentes pra isso, simplesmente colhem o que plantam. Hoje me policio para criticar menos, para me calar mais, aprender com o silêncio. Deixo minha malícia e minha crueldade serem abafadas e mortas pela minha sensibilidade e compreensão. Aprendi a requerer menos das pessoas, porque elas são o que faz o mundo ser completo. Tem sempre alguém que gosta da pessoa que você não gosta, tem sempre alguém que vê beleza naquele que você não vê, tem sempre um que seja, que é atraído pela personalidade que te irrita e tudo isso porquê ninguém precisa ser igual a ninguém, é justamente o contrário, cada um precisa ser o que realmente é e se auto-aperfeiçoar por si mesmo e não para se moldar a qualquer opinião ignorante (pelo fato de conhecer pouco) que seja.
É nessa perspectiva que chegamos ao princípio de que quem andará com você, andará por gostar de quem você é e mesmo vendo algo que incomode, suportará por gostar de você.
Não sejamos sombrios, não tenhamos tendência a humilhar ninguém, não sejamos críticos demais, não sejamos o tempo todo maliciosos. Vamos desconfiar na medida certa, falar do que vimos e sabemos de fato, e se por acaso surgir uma crítica, que seja sobre quem realmente conhecemos a fundo.
Ninguém sabe com perfeição as intenções de ninguém até conhecer bem. A acidez dos nossos pensamentos deterioram nossa personalidade.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Eu e meus amigos...
Andei pensando sobre essa coisa de amizade, descobri que tenho poucos amigos.
Uns passaram e deixaram um amor enorme dentro do meu coração, outros nem faço questão. Alguns amigos lembram de mim sempre, sabem minha cor preferida, o que me chateia, o que me faz entrar numa briga, mas não estão dispostos a respeitar meu tempo necessário de silêncio.
Outros não sabem muito quem eu sou, só gostam de estar por perto e descobrem fácil quando preciso e quero ficar sozinha.
Amizade é tão relativo. É dolorido quando algum amigo fala nas suas costas algo que você entenderia se fosse falado com amor diretamente pra você. É ruim perceber que deixou escapar segredos pra quem não merecia sua confiança. É difícil continuar a amar pessoas que te decepcionam e mesmo assim, continuar a amar. Não mais admirar, só amar.
A vida foi limpando meus círculos de amizade e foi me dando ciclos de amizade. Amizades vem, duram um tempo, vão embora, mas me sinto bem porque sei que dei o melhor de mim.
Não gosto de ficar grudada, nem gosto de ser muito visitada, também não gosto tanto de visitar. Não tenho assunto o tempo todo, não estou acostumada a bajulação, nem sempre vou bajular.
As pessoas querem fazer da amizade um relacionamento, um compromisso... é como monopolizar um órgão livre e eu não consigo viver dando explicações o tempo todo, não gosto de cobrança de amigo.
A amizade é difícil pelo simples fato de que nada o compromete, a única coisa que te move a manter a amizade é o amor.
Sei que quem me ama me aceita do jeito que eu sou e consegue me entender e me ler, me respeitar e entender seu lugar em minha vida, entender a hierarquia dos meus sentimentos, das prioridades que eu já organizei.
Eu sinto falta de amigos que me fizeram mal, mas que nem sabem que eu soube do que me fizeram. Sinto falta de gente que não tive tempo de criar um laço bem forte que ultrapassasse o tempo e a distância. Sinto falta de pessoas que não tem boas influências pra mim e por ordem de prioridades, tive que escolher a minha integridade.
Sinto falta até de quem não conquistei e não vou conseguir conquistar, porque já me rotularam, já me sentenciaram e não querem descobrir além do que criaram em sua imaginação.
Só uma coisa me tranquiliza, os raros amigos que me sobraram estão sempre comigo, sempre e sempre me entendem e sempre vão ver além dos meus T.O.Cs, das minhas críticas, da minha timidez, da meu olhar de menina metida, do meu namoro que está em um ranking alto na minha lista de prioridades, da minha casa humilde, da minha falta de dinheiro, da minha falta de abraços, do meu passado conturbado e de tudo o que poderia estragar um sentimento de amigo.
Conto minhas amizades nos dedos das mãos, talvez de uma mão só. Alguns são do meu sangue, mas não conseguem ter uma amizade verdadeira comigo, outros são amigos dos meus amigos e são obrigados a conviver comigo, eu sei bem de tudo isso.
Mas quando penso em tudo o que os meus verdadeiros amigos fizeram por mim e o quanto me valorizam, eu sei que atingi um patamar absoluto de conquista pessoal.
Por isso, eu aconselho: ame seu amigo, mas deixe-o livre, espere ser solicitado, não seja invasivo. Respeite a educação que ele recebeu, acompanhe ele na caminhada da vida sem ficar tirando todas as pedras que aparecerem no caminho dele. Descubra o que ele quer de você, mas se você não for capaz de dar, converse e diga que não pode. Seja extremamente sincero, mas procure nunca machucar com suas palavras. Se cansar, dê um tempo. Se sentir falta, ligue. Pergunte coisas, esclareça fatos. Amizades verdadeiras são raras, as minhas são.
Uns passaram e deixaram um amor enorme dentro do meu coração, outros nem faço questão. Alguns amigos lembram de mim sempre, sabem minha cor preferida, o que me chateia, o que me faz entrar numa briga, mas não estão dispostos a respeitar meu tempo necessário de silêncio.
Outros não sabem muito quem eu sou, só gostam de estar por perto e descobrem fácil quando preciso e quero ficar sozinha.
Amizade é tão relativo. É dolorido quando algum amigo fala nas suas costas algo que você entenderia se fosse falado com amor diretamente pra você. É ruim perceber que deixou escapar segredos pra quem não merecia sua confiança. É difícil continuar a amar pessoas que te decepcionam e mesmo assim, continuar a amar. Não mais admirar, só amar.
A vida foi limpando meus círculos de amizade e foi me dando ciclos de amizade. Amizades vem, duram um tempo, vão embora, mas me sinto bem porque sei que dei o melhor de mim.
Não gosto de ficar grudada, nem gosto de ser muito visitada, também não gosto tanto de visitar. Não tenho assunto o tempo todo, não estou acostumada a bajulação, nem sempre vou bajular.
As pessoas querem fazer da amizade um relacionamento, um compromisso... é como monopolizar um órgão livre e eu não consigo viver dando explicações o tempo todo, não gosto de cobrança de amigo.
A amizade é difícil pelo simples fato de que nada o compromete, a única coisa que te move a manter a amizade é o amor.
Sei que quem me ama me aceita do jeito que eu sou e consegue me entender e me ler, me respeitar e entender seu lugar em minha vida, entender a hierarquia dos meus sentimentos, das prioridades que eu já organizei.
Eu sinto falta de amigos que me fizeram mal, mas que nem sabem que eu soube do que me fizeram. Sinto falta de gente que não tive tempo de criar um laço bem forte que ultrapassasse o tempo e a distância. Sinto falta de pessoas que não tem boas influências pra mim e por ordem de prioridades, tive que escolher a minha integridade.
Sinto falta até de quem não conquistei e não vou conseguir conquistar, porque já me rotularam, já me sentenciaram e não querem descobrir além do que criaram em sua imaginação.
Só uma coisa me tranquiliza, os raros amigos que me sobraram estão sempre comigo, sempre e sempre me entendem e sempre vão ver além dos meus T.O.Cs, das minhas críticas, da minha timidez, da meu olhar de menina metida, do meu namoro que está em um ranking alto na minha lista de prioridades, da minha casa humilde, da minha falta de dinheiro, da minha falta de abraços, do meu passado conturbado e de tudo o que poderia estragar um sentimento de amigo.
Conto minhas amizades nos dedos das mãos, talvez de uma mão só. Alguns são do meu sangue, mas não conseguem ter uma amizade verdadeira comigo, outros são amigos dos meus amigos e são obrigados a conviver comigo, eu sei bem de tudo isso.
Mas quando penso em tudo o que os meus verdadeiros amigos fizeram por mim e o quanto me valorizam, eu sei que atingi um patamar absoluto de conquista pessoal.
Por isso, eu aconselho: ame seu amigo, mas deixe-o livre, espere ser solicitado, não seja invasivo. Respeite a educação que ele recebeu, acompanhe ele na caminhada da vida sem ficar tirando todas as pedras que aparecerem no caminho dele. Descubra o que ele quer de você, mas se você não for capaz de dar, converse e diga que não pode. Seja extremamente sincero, mas procure nunca machucar com suas palavras. Se cansar, dê um tempo. Se sentir falta, ligue. Pergunte coisas, esclareça fatos. Amizades verdadeiras são raras, as minhas são.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Saudade
Saudade é uma coisa incômoda... é uma ansiedade, é uma carência, é um egoísmo sem fim. Saudade é uma falta, uma amputação, uma deficiência.
Saudade é o retrato de humanidade, é um sentimento sem escalas. Saudade é a projeção de imagens em uma tela imaginária, é a dissolução do tato, a necessidade de um abraço, é o descontentamento e deixa os olhos distantes e parados, saudosos olhos.
Saudade é um princípio de dor aguda, é a pressa.
A saudade aumenta o amor que já é grande, e diminui o espaço entre uma batida e outra que o coração dá.
Saudade se formula em um dia, em segundos ou em anos. Saudade pode confortar ou desesperar. O fato é que a saudade tem um só princípio ativo, ainda que uns não queiram confessar, a matéria prima da saudade é e sempre será o amor.
Saudade é o retrato de humanidade, é um sentimento sem escalas. Saudade é a projeção de imagens em uma tela imaginária, é a dissolução do tato, a necessidade de um abraço, é o descontentamento e deixa os olhos distantes e parados, saudosos olhos.
Saudade é um princípio de dor aguda, é a pressa.
A saudade aumenta o amor que já é grande, e diminui o espaço entre uma batida e outra que o coração dá.
Saudade se formula em um dia, em segundos ou em anos. Saudade pode confortar ou desesperar. O fato é que a saudade tem um só princípio ativo, ainda que uns não queiram confessar, a matéria prima da saudade é e sempre será o amor.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Ser bom é ruim, ser bom é bom.
Não quero afirmar de maneira nenhuma que as pessoas boas não cometem erros. Geralmente, elas comentem erros consigo mesmas. Caem no conto do vigário, acreditam em qualquer balela vinda das pessoas que gosta, tentam ser prestativas e saem como intrometidas, ouvem mais a voz da emoção e por isso são sempre as mais atacadas.
Uma pessoa boa se sente mal ao ouvir alguém deduzir coisas ruins sobre outra, pessoas boas lembram de aniversários, deixam de fazer coisas importantes para si mesmas e fazem as coisas para os outros. Pessoas boas gastam com amigos e generalizando, pessoas boas sempre são as mais entristecidas.
Pessoas boas acreditam em um testemunho, e até que provem o contrário, continuarão acreditando.
Geralmente essas pessoas são deixadas de lado, são esquecidas, não são bem-vindas. Desconfiam da sua bondade, e a sua falta de malícia aterroriza as pessoas que tem um coração contaminado.
Essas pessoas só são solicitadas quando precisam delas para preparar um evento, para emprestar dinheiro, para escutar uma queixa, para defender alguém, para fazer um favorzinho. Mas para algo que a faça bem e que a divirta, não.
Pessoas boas tem boa fé. Pessoas boas só querem uma coisa de volta, a bondade. Não por merecimento, mas por acreditar que isso é bom e é o certo a se fazer.
Quando formos analisar alguém, devemos em primeiro lugar descobrir se ela é boa, porque sua bondade inclui uma série de fatores como amor, misericórdia, compaixão, sensibilidade, altruísmo, fé, justiça, coragem e senso de prioridade.
Muitas vezes alguém bom vai ser duro, mas com o propósito de ensinar o que sabe a quem ama. Muitas vezes alguém bom vai parecer injusto por defender alguém, mas ele tem sensibilidade pra detectar a fraqueza de quem errou. Algumas vezes alguém que é bom vai se sentir sozinho e vai esperar uma boa ação de alguém ao seu favor e não vai encontrar. As pessoas boas são constantemente julgadas porque elas tem erros como todo mundo, mas tem traços de bondade, e infelizmente muitas pessoas não sabem separar o que é ser um humano e o que é ser um anjo.
As pessoas boas continuam humanas, continuam se deixando seduzir por um pouco de amor, continuam sendo vítimas de armadilhas do destino, continuam vacilando por possuir pouco cuidado consigo mesmas. E elas vão continuar assim, porque essa é a essência delas.
Tenho refletido muito sobre isso há dias e me permiti ser mais compassiva, mais do que já sou. Eu sou daquelas pessoas que se alguém diz "ela é feia", rebate dizendo "a beleza está nos olhos de quem vê".
É triste que estejamos uns julgando e nomeando as pessoas sem nenhum pouco de bondade. É feio que estejamos classificando ainda pessoas por classe social e nível de cultura.
Eu não era uma pessoa boa, mas um dia alguém foi ruim comigo e eu vi o quanto era triste ser injusta, desconfiada, sarcástica, egocêntrica, irônica, maldosa. E no meio das minhas lições sobre bondade, eu vi que é mais difícil ser bom do que ser ruim. Ser bom dói.
Eu percebi o quanto é ruim se sentir renegado, o quanto é ruim dar e nunca receber em troca. Mas vi também como é compensador para a consciência ser uma pessoa melhor a cada dia.
Ainda estou aprendendo, é mais difícil do que eu imaginava. Existem tantos altos e baixos nisso.
Calar a boca quando está prestes a difamar, fechar os olhos para aquilo que não me diz respeito, repensar um ato, discordar de alguém que tem a língua maldosa e pagar o preço disso.
Descobri nessa jornada que muitas e muitas das pessoas boas não deixam isso transparecer na aparência, ser bom requer modelagem interna e não externa. Algumas pessoas "engomadinhas" vão praticar atos de maldade sempre que tiverem a oportunidade, porque ao olhar no espelho elas se sentem boas demais, mas não olham para dentro de si.
Quando você não se encaixa em "padrões" você é obrigado a olhar para dentro e descobrir o que há de realmente bom em você.
Ser alguém melhor leva tempo, cansa, fatiga o corpo e a mente. Ser alguém melhor requer experiência com algo mais elevado, ser bom requer lágrimas, perdão, falta de sossego com algo de ruim que fez, requer voz para se desculpar e principalmente, requer recolher o ego e amar mais as pessoas.
Para ser melhor é preciso aprender a dividir, a não amar mais o que tem do que as pessoas. A não ficar morrendo de medo de alguém estragar o que é seu mesmo vendo a necessidade daquela pessoa, e saber que mesmo que alguma coisa dê errado com o que foi emprestado, valeu a pena ajudar.
Como eu pude ter demorado tanto para aprender essas coisas que me foram ensinadas?
Eu mesma tenho a resposta: é mais fácil ser alguém ruim.
Ser ruim não causa culpa, não dá remorso. Ser ruim infla o ego, dá a sensação de superioridade. Ver alguém chorar ou implorar para que você pare de falar, pare de xingar, pare de magoar é como ter poder sobre o sentimento das pessoas, você se sente mandando.
Ser ruim te dá menos escrúpulos, menos cargas no final do dia. Ser ruim dá uma cegueira agradável, uma voz persuasiva, convincente. Exige mais razão, menos emoção, te faz competitivo e malandro.
Mas ser bom é mais compensador. No final da vida, é melhor ver menos amigos e mais amor do que mais amigos e mais falsidade. No final da vida, as mãos estarão limpas e o coração sossegado, sensação de missão cumprida.
Para encerrar, quero ditar um homem cujo nome era Jesus, Ele é o maior exemplo de bondade que já existiu e existe. Sendo quem é, poderia ter dado um rumo diferente para a sua própria história, mas Ele preferiu ser bom, manso e humilde. Nunca serei como Ele, nunca seremos. Jamais conseguiremos imitar seus feitos com exatidão, porque Ele pertence a uma outra classe de ser, que não é humano.
Mas sempre que um de nós for cometer o grande erro de ser ruim, pensemos com a cabeça de Jesus e eu garanto que a primeira coisa que mudará é a nossa maneira de observar alguém que está ao nosso lado.
Lembrando que ser bom não é ser burro, não é se deixar ser enganado, mas é preferir racionalmente ser mais sentimental e mais sensível às deficiências alheias.
Uma pessoa boa se sente mal ao ouvir alguém deduzir coisas ruins sobre outra, pessoas boas lembram de aniversários, deixam de fazer coisas importantes para si mesmas e fazem as coisas para os outros. Pessoas boas gastam com amigos e generalizando, pessoas boas sempre são as mais entristecidas.
Pessoas boas acreditam em um testemunho, e até que provem o contrário, continuarão acreditando.
Geralmente essas pessoas são deixadas de lado, são esquecidas, não são bem-vindas. Desconfiam da sua bondade, e a sua falta de malícia aterroriza as pessoas que tem um coração contaminado.
Essas pessoas só são solicitadas quando precisam delas para preparar um evento, para emprestar dinheiro, para escutar uma queixa, para defender alguém, para fazer um favorzinho. Mas para algo que a faça bem e que a divirta, não.
Pessoas boas tem boa fé. Pessoas boas só querem uma coisa de volta, a bondade. Não por merecimento, mas por acreditar que isso é bom e é o certo a se fazer.
Quando formos analisar alguém, devemos em primeiro lugar descobrir se ela é boa, porque sua bondade inclui uma série de fatores como amor, misericórdia, compaixão, sensibilidade, altruísmo, fé, justiça, coragem e senso de prioridade.
Muitas vezes alguém bom vai ser duro, mas com o propósito de ensinar o que sabe a quem ama. Muitas vezes alguém bom vai parecer injusto por defender alguém, mas ele tem sensibilidade pra detectar a fraqueza de quem errou. Algumas vezes alguém que é bom vai se sentir sozinho e vai esperar uma boa ação de alguém ao seu favor e não vai encontrar. As pessoas boas são constantemente julgadas porque elas tem erros como todo mundo, mas tem traços de bondade, e infelizmente muitas pessoas não sabem separar o que é ser um humano e o que é ser um anjo.
As pessoas boas continuam humanas, continuam se deixando seduzir por um pouco de amor, continuam sendo vítimas de armadilhas do destino, continuam vacilando por possuir pouco cuidado consigo mesmas. E elas vão continuar assim, porque essa é a essência delas.
Tenho refletido muito sobre isso há dias e me permiti ser mais compassiva, mais do que já sou. Eu sou daquelas pessoas que se alguém diz "ela é feia", rebate dizendo "a beleza está nos olhos de quem vê".
É triste que estejamos uns julgando e nomeando as pessoas sem nenhum pouco de bondade. É feio que estejamos classificando ainda pessoas por classe social e nível de cultura.
Eu não era uma pessoa boa, mas um dia alguém foi ruim comigo e eu vi o quanto era triste ser injusta, desconfiada, sarcástica, egocêntrica, irônica, maldosa. E no meio das minhas lições sobre bondade, eu vi que é mais difícil ser bom do que ser ruim. Ser bom dói.
Eu percebi o quanto é ruim se sentir renegado, o quanto é ruim dar e nunca receber em troca. Mas vi também como é compensador para a consciência ser uma pessoa melhor a cada dia.
Ainda estou aprendendo, é mais difícil do que eu imaginava. Existem tantos altos e baixos nisso.
Calar a boca quando está prestes a difamar, fechar os olhos para aquilo que não me diz respeito, repensar um ato, discordar de alguém que tem a língua maldosa e pagar o preço disso.
Descobri nessa jornada que muitas e muitas das pessoas boas não deixam isso transparecer na aparência, ser bom requer modelagem interna e não externa. Algumas pessoas "engomadinhas" vão praticar atos de maldade sempre que tiverem a oportunidade, porque ao olhar no espelho elas se sentem boas demais, mas não olham para dentro de si.
Quando você não se encaixa em "padrões" você é obrigado a olhar para dentro e descobrir o que há de realmente bom em você.
Ser alguém melhor leva tempo, cansa, fatiga o corpo e a mente. Ser alguém melhor requer experiência com algo mais elevado, ser bom requer lágrimas, perdão, falta de sossego com algo de ruim que fez, requer voz para se desculpar e principalmente, requer recolher o ego e amar mais as pessoas.
Para ser melhor é preciso aprender a dividir, a não amar mais o que tem do que as pessoas. A não ficar morrendo de medo de alguém estragar o que é seu mesmo vendo a necessidade daquela pessoa, e saber que mesmo que alguma coisa dê errado com o que foi emprestado, valeu a pena ajudar.
Como eu pude ter demorado tanto para aprender essas coisas que me foram ensinadas?
Eu mesma tenho a resposta: é mais fácil ser alguém ruim.
Ser ruim não causa culpa, não dá remorso. Ser ruim infla o ego, dá a sensação de superioridade. Ver alguém chorar ou implorar para que você pare de falar, pare de xingar, pare de magoar é como ter poder sobre o sentimento das pessoas, você se sente mandando.
Ser ruim te dá menos escrúpulos, menos cargas no final do dia. Ser ruim dá uma cegueira agradável, uma voz persuasiva, convincente. Exige mais razão, menos emoção, te faz competitivo e malandro.
Mas ser bom é mais compensador. No final da vida, é melhor ver menos amigos e mais amor do que mais amigos e mais falsidade. No final da vida, as mãos estarão limpas e o coração sossegado, sensação de missão cumprida.
Para encerrar, quero ditar um homem cujo nome era Jesus, Ele é o maior exemplo de bondade que já existiu e existe. Sendo quem é, poderia ter dado um rumo diferente para a sua própria história, mas Ele preferiu ser bom, manso e humilde. Nunca serei como Ele, nunca seremos. Jamais conseguiremos imitar seus feitos com exatidão, porque Ele pertence a uma outra classe de ser, que não é humano.
Mas sempre que um de nós for cometer o grande erro de ser ruim, pensemos com a cabeça de Jesus e eu garanto que a primeira coisa que mudará é a nossa maneira de observar alguém que está ao nosso lado.
Lembrando que ser bom não é ser burro, não é se deixar ser enganado, mas é preferir racionalmente ser mais sentimental e mais sensível às deficiências alheias.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Dia dos namorados...
Há quem diga que essa é só uma data pra empurrar a economia, há quem diga que os casais traem o ano todo e só são fieis hoje. Há quem diga que é melhor estar solteiro do que mal acompanhado, há quem queira dramatizar tudo.
Mas a verdade é que não importa, pra quem está apaixonado o dia dos namorados é um dia em ser romântico não é estranho, é um dia em que os namorados tímidos dizem em público o tamanho do sentimento que tem pelas suas gatas. É dia de apelido fofo e até bizarro, é dia de risada, beijo e abraço. É dia de presentinho, presentão, viagem, massagem, refeição.
Há quem critique quem expressa seus sentimentos, passa rasteira no amor para um dia ser derrubado por amor. Há quem fique bravo, passado, arrasado, incomodado... mas a verdade é que é muito bom amar.
É bom receber uma mensagem logo de manhã, rebeber flores, bombons numa caixa de coração, é bom ganhar uma cartinha, declarações de amor nas redes sociais. Pra sair da rotina, reacender o que estava apagado, comemorar o que aconteceu no passado.
É gostosa a expectativa do presente, não exatamente pelo que vai ganhar, mas pelo sentimento de ser lembrado e ter seu relacionamento comemorado. É bom ouvir coisas incomuns, aquele "eu te amo" perdido em meio as correrias do dia-a-dia, é bom saber que seu amor economizou pra te levar naquele lugarzinho charmoso pra jantar.
Falem os solteiros o que quiserem, riam da gente, briguem conosco, achem meloso demais, fiquem com nojo, nos desprezem, nos ridicularizem... Hoje criticas ao amor estão invisíveis aos olhos de quem ama.
Mas a verdade é que não importa, pra quem está apaixonado o dia dos namorados é um dia em ser romântico não é estranho, é um dia em que os namorados tímidos dizem em público o tamanho do sentimento que tem pelas suas gatas. É dia de apelido fofo e até bizarro, é dia de risada, beijo e abraço. É dia de presentinho, presentão, viagem, massagem, refeição.
Há quem critique quem expressa seus sentimentos, passa rasteira no amor para um dia ser derrubado por amor. Há quem fique bravo, passado, arrasado, incomodado... mas a verdade é que é muito bom amar.
É bom receber uma mensagem logo de manhã, rebeber flores, bombons numa caixa de coração, é bom ganhar uma cartinha, declarações de amor nas redes sociais. Pra sair da rotina, reacender o que estava apagado, comemorar o que aconteceu no passado.
É gostosa a expectativa do presente, não exatamente pelo que vai ganhar, mas pelo sentimento de ser lembrado e ter seu relacionamento comemorado. É bom ouvir coisas incomuns, aquele "eu te amo" perdido em meio as correrias do dia-a-dia, é bom saber que seu amor economizou pra te levar naquele lugarzinho charmoso pra jantar.
Falem os solteiros o que quiserem, riam da gente, briguem conosco, achem meloso demais, fiquem com nojo, nos desprezem, nos ridicularizem... Hoje criticas ao amor estão invisíveis aos olhos de quem ama.
Assinar:
Postagens (Atom)