Ana Vífer

Ana Vífer

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Lelê

Eu fiquei pequenininha assim, para caber na palma da sua mão. Eu fiquei grandona assim, para ocupar todo o espaço da sua vida. Eu fui para a direita, para acompanhar o seu caminhar, fui para esquerda para te ajudar. Fui para cima, para interceder por você, fui para baixo para quebrar meu orgulho e me render ao seu amor. Fui a frente para te ensinar o que sei, mas também fui atrás para seguir os passos da sua sabedoria. Mas de todas as posições que ocupei, a melhor foi a do seu coração. Que lugar quentinho! Aconchegante! E sabe quem eu encontrei lá fazendo a maior arrumação? Jesus, meu grande amigo, seu amigo também. E lá Ele me disse que aprovava a minha permanente estadia em seu coração. Sou inquilina há 5 meses, mas meu contrato é a eternidade. Leny's, eu te amo!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Ele...

Que sentimento é esse que nos embaça a vista para todas as impossibilidades, que nos ensurdece para o tempo, que nos cala para as palavras agressivas? Ciúme, noite de sono perdida imaginando como vai ser o filho, como vai ser a rotina da casa, quais bichos serão adotados e como será acordar ao lado de quem e ama. De repente eu me vi numa outra atmosfera, onde todas as feridas eu eu mantinha abertas estavam fechadas, eu estou feliz. Dizem para não contarmos nossa felicidade aos outros, mas eu prefiro acreditar que estou exemplificando como ser feliz, quem me protege não dorme, não há com o que se preocupar. Como pode o coração ficar tomado com um sentimento tão nobre assim? Me pergunto se existe mais um espacinho dentro de mim para um pouco mais de amor que eu quero sentir por ele... Ele, brilho dos meus dias, homem da minha vida. Me dá o céu sem sair do chão, me elogia, também diz "não". Ele que sonha junto comigo e eu nem consigo escrever todos os adjetivos que o tornam tão meu, tão ideal, minha bênção de Deus que ninguém pode tomar, promessa cumprida na minha vida que vou levar pra sempre. Meu homem, dono da minha semente que perpetuará.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O amor

Talvez o amor esteja mais difícil de ser encontrado hoje em dia porque dá-se pouco valor a ele. Pessoas vivem a vida toda tentando conquistar coisas, mas não dão suporte as pessoas que se dispõe a amá-las. O amor é realmente algo divino, não é uma soma ou uma divisão, não há matéria e nem obra-prima no amor. Mulheres ricas casadas há tantos anos insatisfeitas com a escolha que fizeram que lhes favoreceu somente o bolso. Outras que são procuradas porque quem só tem um interesse nelas que é ter uma vida confortável. Homens idosos sendo cuidados por moças jovens que querem um futuro com estabilidade financeira. Mulheres lindas sendo tratadas como lixo porque só o que elas tem é o que interessa a quem se aproxima delas... Dentro de cada coração existe um vazio de um sentimento genuíno e incorruptível que não morre, talvez adormeça, mas não morre. Uma sede descontrolada por alguém que queira compartilhar o bom e o ruim, a necessidade e a fartura, o prazer e a dor. Sim, o amor não se baseia em beleza, não sabe escrever, não sabe ler, não sabe contar, porque diferente dos outros sentimentos ele não tem um motivo para começar. Não é como a raiva desencadeada por uma frustração, como a felicidade vinda de um ganho, como o ódio vindo de uma dor ou de uma paixão constituída a partir de um desejo físico. O amor ele é como um vento que não tem motivo para estar soprando, ele simplesmente sopra. Por isso é tão difícil de encontrar. Alguns vão tentando a sorte e se machucando até desistirem dele, outros ficam parados esperando que ele sopre e envelhecem suas esperanças. Outros, os sábios, observam onde pode haver uma brisa leve e ali depositam suas esperanças. Ah, o amor... cheio de questões a serem entendidas, mistérios a serem desvendados, no entanto, nada pode calcular ou medir sua extensão quando ele faz parte da vida de alguém. Dizem que o amor faz sofrer, mas não magoe esse sentimento comparando-o com a paixão que é traiçoeira e da mesma maneira que entra em rápida ebulição, esfria. O amor não tem nada a ver com dor, ele é a cura para tudo. O amor é um sentimento transformador e raro. Alguns demorarão anos e anos para encontrá-lo porque não estão prontos ainda a abrir mão de si mesmos. O preço do amor é abandonar-se, apenas preservar uma identidade para que possamos completar alguém, mas convém que deixemos planos singulares quase sempre, que dividamos afazeres e deveres, que suportemos tantas coisas que em nossa vida de solidão não suportaríamos. O amor é caro, alguns não querem pagar por ele, por isso se perdem em si mesmos. Eu prefiro o amor para que meus dias sejam arejados e minha vida tenha fardos leves e não coisas do qual eu não possa carregar como a solidão, a culpa e a falta de esperança.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Do nosso amor, poetizado e vivo.

Eu que andava dura, calada, crítica, sismada. Não ria por bem, sorria como quando um menino vê o tombo de alguém. Eu que ironizava os sentimentos alheios, ainda silenciosa pedia a Deus de joelhos que pudesse me dar freios. Sem onde ir, eu preferia ficar no meu quarto onde eu mandava, mas a verdade é que tão só com meus livros ficava e não sabia sair, mesmo querendo muito ir. Ir procurar novos horizontes, pessoas que riem aos montes, alguém que risse pra mim, só pra mim, simples e ingênua como eu vim. A solidão é a cura para os que precisam desesperadamente sentir o amor, mas também é a dor quando o tratamento acaba, seu mundo desaba e você precisa correr pra se abrigar nos braços de alguém que como ninguém posso te segurar. Corri em círculos, meus circuítos estava começando a pifar, fugia de mim, das noites sem fim que eu ficava a imaginar sua doce loucura, sua ternura ao me elogiar em meio à suas farpas e tapas, nossos beijos estavam pra chegar. Tão lindo, sorrindo, sorria eu também em um piscar. Em um simples cumprimento, meu involuntário movimento sem que você visse era repousar, repousar meus dias maus no seu humor, enfim, inesperadamente recheado de amor. Lutava minha cabeça com cabeçadas, brigava meu coração com argumentos, conversando com meu estômago que vivia a borboletear cada vez que um "boa noite" ficava a ressoar até meu amanhecer, quando eu queria meu acordar suscitado por você. Deus! E como não reconheci? Como sobrevivi sem te deixar encostar na esquina do meu coração, frio, vazio e sem iluminação? Não quis dar o braço a torcer, mas quando sua ausência começou a doer eu me rendi, eu percebi, eu reabri a porta e o sorriso da minha vida até então sem sentido. Meu amigo, quando a madrugada dançava em solidão. Meu querer, quando a indecisão bastou pra eu ver você. Minha entrega, quando eu quebrei todas as regras. Meu amor, quando eu nos fiz esse favor. Então cá estou eu, finalmente desbrutalizada. Quem me olha mal pode crer que sorrio toda vez que falam de você e que ando comovida com declarações puras, me auto-denomino "sua" e daqui não sei voltar, não quero e não vou. Poesias ficam literais, às vezes alguma música se desfaz mediante seu jeito de dizer "meu amor". Eu tinha medo de acordar do sonho, mas é real demais e quando eu olho para trás vi que o pesadelo estava lá e o melhor que vivo hoje é acordada esperando a hora de te encontrar.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Um mês ♥

Eu lembro do dia que eu te vi pela primeira vez, lembro da sua roupa, de como cantou, o que fez e lembro de ter te visto me olhar. Lembro que no início eu tinha uma resistência enorme com você porque de fato alguma coisa me impressionou de imediato e eu não sabia bem como agir. Lembro que os assuntos fluíam naturalmente e dia após dia a necessidade de falar com você vinha me dizer que eu estava amolecendo, aparentemente sem motivo. Meu amor, cada canção que você escolhia pra me mandar amolecia mais meu coração, cada vez que eu sentia sua atenção toda pra mim, eu me imaginava do seu lado e enfim, não pude evitar te querer. Eu senti você se distanciar e no fundo eu sabia que a culpa era minha, foi ai que eu decidi saber o que estava acontecendo com você e felizmente era só seu coração me dando sinais que eu não conseguia ver. Quando demos por nós, "nós" já não era mais uma palavra, era um sentimento de pertencer, e eu não via a hora de estar com você. Cada hora parecia longa demais e quando eu te vi assim tão de pertinho, eu soube que não era fogo de palha... era você. O beijo fez nossos corações conversarem e a voz fez o medo se calar. Estamos aqui vivendo um sonho e mais do que isso, não temos vontade e nem intenção de acordar. Eu prometo fazer tudo o que alguém vivo pode fazer para ser sempre a pessoa pelo qual você se apaixonou e sei que você fará o mesmo. Um mês e eu não sei mais ficar sem seu sorriso, sem seu olhar, sem sua voz... sem você. Finalmente posso dizer que eu amo você.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Os primeiros passos...

Às vezes parece mentira, sabe? Como alguém pode gostar assim de mim, sabendo quem eu sou? Como alguém pode querer continuar anos e anos comigo até o fim da vida? Me pergunto: será fogo de palha? Ai ele vem e me prova mais uma vez que eu estou errada e que apenas antes não fui valorizada. E me vem uma vontadezinha de chorar, mas não é tristeza. Me pergunto como ele consegue me conquistar todos os dias e peço ao Senhor que isso não acabe, que supere qualquer crise e qualquer dúvida, que supere nossa humanidade, porque sentimentos vem de Deus. Me dá uma angústia, uma agonia, e eu fico querendo saber quanto tempo vai durar e se vai durar... Outra vez ele me surpreende com um carinho que eu NUNCA recebi na vida de nenhuma outra pessoa. Faz planos comigo, me inclui em tudo e me deixa a par da vida dele sem eu ter que perguntar. Compreende meus medos, guarda meus segredos e quando eu quero ficar com medo, ele me faz rir. Ele nem sabe que as vírgulas dele compõem a minha história de um jeito único, ele nem desconfia que eu sonhava com o jeito dele, com o caráter dele, com a música dele e com o jeito dele me abraçar. Eu me perguntava: quando, Senhor? E Deus me deu respostas em ações. Eu sinto medo ainda, como todo ser humano sente quando o que tá no peito transparece fácil no olhar. Dá medo do sentimento do outro acabar, do outro enjoar. Mas basta sentir a atenção que ele me dá e eu não sinto mais nada, só felicidade. Da minha vida inteirinha, cheia de experiências fortes, é a primeira vez que eu me sinto encorajada a continuar. Não por força das circunstancias, mas por tudo que ele é... sem hesitar. São os primeiros passos do nosso amor...

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Meu coração respira aliviado, ele está do meu lado mesmo quando está distante. E eu nem sei explicar bem o que acontece, cada vírgula combina, os pensamentos dançam em conjunto, meu compasso acompanha o dele.
Meu príncipe não tem coroa, tem boné; não usa espada, usa guitarra; não precisou ser encantado... precisou ser ele mesmo.
E parece que faz tanto tempo, quando na verdade mal começou.
Eu fico parada no sorriso dele, no humor dele, na maturidade dele, nele... todo ele para minha dureza, minha esperteza, e eu derreto com o calor da voz dele.
Veio na hora certa, sem atraso e nem adiantamento, veio do jeito certo. Simples como devia ser, doce a ponto de roubar todos os meus sorrisos.
Preto, daqui pra frente eu não vou parar de te olhar...