Ana Vífer

Ana Vífer

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Meu primeiro amor!

Como é possível uma pessoa tão imerecedora como eu ter nos braços um homem tão maravilhoso. Foi lindo desde o dia que eu o conheci até este presente momento.
Parecia coisa do destino, mas era um traçado perfeito das mãos de Deus, já estava pronto. E enfim, descobri que tudo, tudo, tudo o que eu senti por alguém antes foi pura enganação do meu coração. Amor, o mais perfeito e eterno amor, eu só senti e sinto por você.
Estive lendo textos e declarações antigas que fiz para outras pessoas, todas tão vazias e tristes, todas lamentando, todas equivocadas. Só você me inspira ao mais real sentimento, meu amor por você despertaria alegria em qualquer um só de ler as coisas lindas que você me faz escrever.
Você me direciona à um sentimento novo, um sentimento que ao mesmo tempo faz meu coração acelerar, faz meu mundo girar bem devagar, seu amor me tranquiliza e faz com que o céu fique mais pertinho do topo da minha cabeça. Posso afirmar com certeza que tudo antes de você foi mentira e você é definitivamente meu primeiro e único amor.
É tudo lindo, tudo um sonho, às vezes acho que vou flutuar só de pensar em você. E se algum dia meus pés começarem a tocar o chão de novo, eu sei que você com um simples assopro vai me fazer voar.
Meu pretinho, anjo músico, tudo pra mim... você é tudo pra mim.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Perdoa...

Não quero olhar fotos pra não sentir falta de alguém que me fazia gargalhar e por algum motivo, se cansou de mim. Quero devolver suas roupas pra não sentir que um pedaço do meu coração está inerte, só porque você não soube me tolerar.
Havia tanta coisa pra te contar, tantas coisas pra compartilhar, minha amiga, não sabe o quanto é querida. Depois de meses analisando fatos, relatos, imaginação e realidade, tento saber onde foi que te atingi sem quer... e se eu assim o fiz, me perdoe.
Sou tão diferente de você, mas sempre me alegrei tanto com suas alegrias e todas as vezes que você chorou, meu coração se entristeceu também. 
Tantos dias pra compartilhar, tantas fotos pra tirar, tantas risadas pra dar, eu ainda guardo tudo pra você, o que é seu em meu coração, eu não divido com ninguém.
Amiga que esteve comigo nas estripulias, nas horas de tensão, corri pra sua casa pra curar as mágoas do meu coração, e não sei se você se lembra, mas você me escutou.
Ainda resta tanta gratidão aqui em mim, será que sabe?
Essa é minha forma de me desculpar, ainda que não saiba exatamente o motivo pelo qual você se foi. 
Não quero tomar o seu lugar em nenhuma situação, quero que você tome o seu lugar na minha vida. Não quis te deixar de lado, se assim o fiz, perdoa, não foi porque eu quis.
Espero que um dia, em um dia que você esteja pronta, possamos sorrir uma para outra e pensar que nada aconteceu, espero que um dia você perceba que no meu coração e na minha memória tem um lugar todo seu.
E se por algum motivo quiser mesmo estar bem longe de mim, só não esqueça que pra mim você tem um valor, um valor de amor que não me une a você por sangue, mas por reconhecer o seu significado.

C.F., dedico a você.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Eduardo e Ana


Não imaginei que se amariam até ver sóis brilhando em olhos outrora tão apagados.
Não imaginei que ela diria aos quatro ventos que o ama. Não imaginei que veríamos de novo ele se contorcendo de borboletas no estômago.
Não imaginei que haveria o inesperado pedido da mão dela, não imaginei que ela aceitaria.
Hoje tão loucos e profundos desfrutam do gosto do amor real, desenfreado e bobo, sério e maduro que une um casal.
A moça contrária ao extremo romance ouve canções de Lionel Richie imaginando o rapaz que rima sua donzela com alianças douradas.
O cara furioso com o passado agora fotografa cada movimento de sua amada que pinta seus dias com um pincel feito de sonho.
Os iguais se atraíram em um saltar de pensamentos de Deus, na mescla exata de nuances dos mais estratégicos versos celestiais.
Há de ser como o vinho que encorpa com o tempo e como música que evolui com a sensibilidade de um ouvinte sedento.
Florescerá como os girassóis que seguem o brilho que sai de dentro das nuvens, e como raiz que não solta do solo, fértil será.
E se a turbulência misturar as cores na paleta e as palavras no beat, saberão colher novos tons e novas rimas porque o amor muda o imutável e estabiliza uma metamorfose.

Inspirado em Ana Freví e Eduardo Santana

terça-feira, 28 de maio de 2013

Garimpeira

Um dia me vi desafortunada de uma preciosidade, caminhando dentre um vale com pouca luz, garimpando em um solo estéril. 
Cansada, avistei um sinal de luz por um fresta estreita e resolvi empurrar as pedras, encontrei um jardim e sorri. Descobri a cor dos meus pés e vi pelo reflexo das águas doces como meu cabelo brilhava e em um complexo narciso me entreguei.
Tão esquecida da preciosidade que procurava, deixei que o vento tirasse a poeira que restava em minhas roupas, adormeci.
Senti no rosto o vapor de uma respiração e um plebeu me acordou, me estendeu a mão e me entregou o que eu tanto procurava, o amor.
Satisfeita, hoje eu sei que só se tem o amor do plebeu depois que se sai do vale do garimpo.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Gostem-se!


Todos os dias vejo pessoas chorando e implorando por amigos, implorando a Deus por um amor de verdade que dure a vida toda. Mas elas não são amigas de si mesmas, não se aceitam, não se gostam e ao ler um texto como esse ainda tem coragem de pensar "ah, linda... eu sou gorda, você não", "você já namora, eu ainda não".
Eu já estive em um lugar igual ao seu, já me senti sozinha, já pensei que o problema estava em mim e estava mesmo, eu estava impaciente e desesperançada. Esperando que de um dia pro outro um homem perfeito viesse do céu. Também já esperei que me notassem, que muitos quisessem ser meus amigos, esperei ser interessante e admirável, referência talvez...
Um dia, quando eu já estava bem cansada, simplesmente esqueci essa história. Comecei a rir de mim mesma, me livrar dos meus complexos (sim, eu tinha e muitos), comecei a ser bem mais eu e a selecionar minhas amizades, porque isso não é ser metida, é ter identidade suficiente para ter ao lado só quem de alguma forma combine direitinho comigo.
Eu parei de chorar e implorar que me vissem e quando eu mais quis ser invisível, foi quando mais resplandeci. Parei de orar como se eu fosse a última no calendário de Deus e comecei a orar sabendo que não adiantava orar que nem uma desesperada, minhas orações sinceras estavam em memorial diante de Deus. Precisamos compreender que Deus marca a data do nosso casamento, precisamos compreender que tudo que acontece conosco é para Ele mesmo e não só para nosso benefício exclusivo. Temos amigos para nos ajudar em nossos ministérios, em nossas curas interiores, em nossa caminhada familiar. Temos amigos para sermos úteis para alguém, para aprendermos a amar aqueles que não tem vínculo sanguíneo conosco, para cuidarmos. E não adianta trocar mil vezes a foto do perfil, copiar textos dos outros, compartilhar foto de carência... Nada disso vai te fazer diferente e notável. Aprenda a fazer coisas com a sua cara, seja notada pelo que realmente é.
Temos namorados, noivos e maridos para sermos virtuosas, para aprendermos o amor que Deus fala sempre como deve ser. O amor, em todas as formas se tornou algo raríssimo e por isso é difícil de ser encontrado e dos mais raros tipos do amor, o que é tão atual, é o amor próprio. A aceitação do cabelo que tem, do tamanho que nasceu, do nariz, da voz, do talento que não tem. Só quando se aceita o que tem, se consegue mudar o que é.
Eu escrevo isso com carinho, na tentativa de ver todos felizes como eu sou hoje em dia. Só tenho os grandes amigos que tenho porque eles me amam chata, faladeira, desconfiada e desocupada que sou. Só tenho o relacionamento que tenho porque ele conheceu o que eu realmente sou e me aceitou.
Gostem-se!

Te amo online, te amo off...

Nós mulheres somos viscerais, amamos em secreto e publicamente. Nós gritamos o amor eterno aos quatro ventos e nos damos com toda sorte de literaturas.
Clarice Lispector rola no túmulo com as frases prontas de amor, Caio Fernando comemora seu sucesso e Tati Bernard... nem se fala. Fotos de casais fakes, trechos bíblicos, casais vintage, rap, pagode; o amor está em todos os lugares.
E nós meninas, nos baseamos em qualquer coisa que consiga definir um pouquinho só o que sentimos por nossos príncipes (algumas dizem que os seus usam aba reta, porque é moda, mas quem é que pode discutir o amor?).
Enquanto eles... ah, nossos príncipes! Respondem o básico, não são dados a estardalhaços sentimentais em redes sociais. De vez em quando mandam um mimo ou outro pra não passar batido, pra marcar terreno e não deixar sua gata no vácuo.
Mas cá entre nós... Só nós sabemos como esses que "não dão a mínima" são quando estão com a gente. Ah... todos os olhares que eles nos dão de bandeja, todas as palavras que embaraçam até a mais descontraída das mulheres. Toda aquela proteção, cuidado e sentimento que eles oferecem de graça. Só nós namoradas desesperadas para demonstrar amor sabemos o quanto eles ficam desesperados para demonstrar amor quando falam ao telefone conosco ou quando mandam aquele sms dizendo o tamanho da saudade.
Nossos homens de sentimento misterioso ficam totalmente transparentes quando fazemos coisas que os orgulham, ou quando rimos pra eles que nem bobas. Eles desnudam a alma e perdem a pose quando dizemos "quero ter um filho com a sua cara".
E mais um segredinho, eles leem tudo o que escrevemos. Veem todos os compartilhamentos e indiretas de amor, recador e marcações, e nos amam mais.
Só não devemos esperar que eles sejam como nós, até porque perderia a graça... A grande graça de ser sensível e ter um homem "durão" (pelo menos aos olhos dos outros... rs)
Nós continuaremos sendo as escritoras românticas desembestadas a amar publicamente e eles vão continuar os "anônimos" apaixonados por nós.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Meu amor não é vintage...


Não sou dada àquele tipo de romance colorido, daqueles de comercial de margarina. Não sou chegada àquele romance florido, vintage, surreal. Nas minhas canções de amor não tem violinos. No meu romance não tem passarinhos, vestidos, laços e fitas.
Meu amor é mais forte do que uma taça de cristal ou uma xícara de porcelana. Meu amor não é como "um amor para recordar" e nem "o vento levou". Meu amor não é leve, não é delicado, não é fofo.
Meu amor é barulhento, meu amor é forte, meu amor é filme de ação. Meu amor é grafitado em um muro da cidade, meu amor é comida mexicana, meu amor tem suas expectativas fundadas em tudo o que é real e nem sempre em tudo o que é palpável.
Minhas canções de amor tem um swing, um balanço. Meu amor é como um jarro de bronze milenar ou uma panela de ferro de passou de geração em geração. Meu amor é como um filme com classificação etária. Meu amor é pesado, é recheado, é intenso.
Se meu amor fosse na figura de uma mulher, ela não teria franjinha na testa, não usaria cores leves nas unhas, não sorriria em todas as fotos, não teria uma voz comum. Se meu amor fosse uma mulher, teria curvas, estilo, um corte diferente, olhos bem maquiados e uma voz sussurrada.
Se meu amor fosse na figura de um homem, seduziria fácil qualquer mulher.
Meu amor pode não parecer bonito aos olhos medíocres de quem o vê, mas é poderoso nos nossos corações que o sentimos.