Estranho sentir saudade do que não te pertence, sonhar com propriedade com o que ainda não aconteceu. Querer um cheiro conhecido de alguém desconhecido, querer ouvir uma voz familiar do qual não existe intimidade.
Mais estranho ainda é sentir paz nisso apesar da ansiedade. E eu que pensava que minhas borboletas tinham ído embora do meu jardim, eu que pensei que demoraria tanto, eu que me vi louca por atenção antes, hoje consigo esperar tempo após tempo sem temer nada.
Existe uma busca dentro de mim que vai além de querer alguém ao meu lado, eu quero primeiro Deus, depois quero a mim mesma e o imã nasce no coração do outro a partir disso. Louco como tudo pode estar debaixo do nosso nariz, mas o processo é demorado mesmo porque eu precisava crescer, uma menina não cuida de uma família com sucesso, mas uma mulher o faz com exatidão.
Ainda não existe nada, mas uma chama dentro do meu coração parece me dizer que com calma tudo se ajeita no lugar.
Esperar, esperar, esperar... confiar, confiar, confiar... segredos que Deus nos ensina na dor, dores que nos habilitam, habilidades que nos embelezam, beleza interior que transparece, transparência que atraí quem podemos enfim primeiro querer bem e um dia amar.
Ana Vífer
sexta-feira, 29 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Silenciando

Um dia inteiro de silêncio fora da minha cabeça, dentro dela um carnaval de conclusões, nas avenidas do meu cérebro muitas buzinas de decepção, nos bairros afastados estão as boas lembranças, e bem aqui no centro o que há é uma falta de respostas um "não sei" bem grande no maior letreiro dos meus pensamentos.
A verdade é que meu coração não sente mais o que sentia, mas algumas vezes dói um pouco. A verdade é que o descaso fez uma ferida enorme dentro de mim, e minha humanidade me impediu de ficar segurando as lágrimas por muito tempo, por anos de tempos em tempos eu chorei e chorei tanto que as lágrimas secaram.
Agora eu vivo como um barquinho a deriva, enfeitado com cores e sons que nenhum porto vê e quando vê não tem tudo que eu gostaria que tivesse, eu me sinto no direito de escolher.
A espera está me fazendo crescer, mas também anda me silenciando. ww
terça-feira, 5 de junho de 2012
Menina legal x Menina chata
A menina legal acha sua barba crescendo um charme e esfrega o rosto nela. A menina chata não te beija se você não fizer a barba.
A menina legal fica amiga das suas amigas e até as rouba de vez em quando. A menina chata dá chilique e morre de ciúme delas.
A menina legal pode até não saber jogar vídeo game, mas ela aprende ou no mínimo assiste. A menina chata te manda desligar o game e pede atenção o tempo todo.
A menina legal te liga pra te fazer dar risada e no final da conversa dizer que te ama, deixando uma sensação de paz. A menina chata te liga pra falar abobrinha e ainda te deixa intrigado com algumas coisas.
A menina legal te dá uma segurança, mas também não te deixa totalmente à vontade, te faz sentir necessidade. A menina chata fica te fazendo ciúme.
A menina legal quer passar todos os momentos ruins com você, ela descobre o que você gosta de comer e também o que te faz sofrer, te aconselha, fala a verdade e não fica passando a mão na sua cabeça pra te agradar. A menina chata gosta de "momentos fúteis", te conhece superficialmente, só fala idiotisses, diz milhares de coisas pra te agradar.
A menina legal passou por um monte de coisas ruins, foi deixada, às vezes sofreu muito até te encontrar e mesmo assim, por gostar de você demais tentou mais uma vez. A menina chata acha que já amou alguém e se você terminar com ela, amanhã ela já tá colocando no Facebook milhares de indiretas baseadas em textos de Caio F. Abreu e Tati Bernardi (sem generalizar).
A menina legal respeita você, sua família, deixa claro o passado, planeja o futuro, não fica te dando ordens e te aprende, te decora. A menina chata mente sobre coisas bobas e vai criando bolas de neve sobre isso, não gosta de um monte de gente da sua família, pensa só nas datas comemorativas e acha que você é um poodle adestrado que ela pode mandar, não confia em você, não conhece seu íntimo e nem se esforça pra isso.
A menina chata quando sai com os seus amigos não consegue socializar, não ri junto, não canta junto, não sorri e quando perguntada sobre a reunião com os seus amigos, diz que foi legal quando no fundo queria ir embora logo. A menina legal tenta pelo menos se ajeitar, conversa e quando alguma coisa a desagrada, com carinho ela expõe aquilo que não gostou, mas não finge.
A menina legal é o que é. A menina chata acha que é melhor do que alguém.
A menina legal sabe que nem sempre é inveja, reconhece que tem gente que não curte ela mesmo. A menina chata acha que o mundo inteiro sente inveja dela.
A menina legal é inteligente. A menina chata acha que é inteligente.
A menina legal ama você. A menina chata só quer você como propriedadezinha, para exibição.
A menina legal não vai tentar te mudar a qualquer custo. A menina chata é CHATA.
Mas sabe o que é pior, é que vocês ainda preferem as meninas chatas.
A menina legal fica amiga das suas amigas e até as rouba de vez em quando. A menina chata dá chilique e morre de ciúme delas.
A menina legal pode até não saber jogar vídeo game, mas ela aprende ou no mínimo assiste. A menina chata te manda desligar o game e pede atenção o tempo todo.
A menina legal te liga pra te fazer dar risada e no final da conversa dizer que te ama, deixando uma sensação de paz. A menina chata te liga pra falar abobrinha e ainda te deixa intrigado com algumas coisas.
A menina legal te dá uma segurança, mas também não te deixa totalmente à vontade, te faz sentir necessidade. A menina chata fica te fazendo ciúme.
A menina legal quer passar todos os momentos ruins com você, ela descobre o que você gosta de comer e também o que te faz sofrer, te aconselha, fala a verdade e não fica passando a mão na sua cabeça pra te agradar. A menina chata gosta de "momentos fúteis", te conhece superficialmente, só fala idiotisses, diz milhares de coisas pra te agradar.
A menina legal passou por um monte de coisas ruins, foi deixada, às vezes sofreu muito até te encontrar e mesmo assim, por gostar de você demais tentou mais uma vez. A menina chata acha que já amou alguém e se você terminar com ela, amanhã ela já tá colocando no Facebook milhares de indiretas baseadas em textos de Caio F. Abreu e Tati Bernardi (sem generalizar).
A menina legal respeita você, sua família, deixa claro o passado, planeja o futuro, não fica te dando ordens e te aprende, te decora. A menina chata mente sobre coisas bobas e vai criando bolas de neve sobre isso, não gosta de um monte de gente da sua família, pensa só nas datas comemorativas e acha que você é um poodle adestrado que ela pode mandar, não confia em você, não conhece seu íntimo e nem se esforça pra isso.
A menina chata quando sai com os seus amigos não consegue socializar, não ri junto, não canta junto, não sorri e quando perguntada sobre a reunião com os seus amigos, diz que foi legal quando no fundo queria ir embora logo. A menina legal tenta pelo menos se ajeitar, conversa e quando alguma coisa a desagrada, com carinho ela expõe aquilo que não gostou, mas não finge.
A menina legal é o que é. A menina chata acha que é melhor do que alguém.
A menina legal sabe que nem sempre é inveja, reconhece que tem gente que não curte ela mesmo. A menina chata acha que o mundo inteiro sente inveja dela.
A menina legal é inteligente. A menina chata acha que é inteligente.
A menina legal ama você. A menina chata só quer você como propriedadezinha, para exibição.
A menina legal não vai tentar te mudar a qualquer custo. A menina chata é CHATA.
Mas sabe o que é pior, é que vocês ainda preferem as meninas chatas.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Vazio.
Existe um tipo de vazio que de tão vazio não tem nome. Não é de espírito, não é nada da alma, com certeza é do coração.
Essa incompletude, essa controversa satisfação estará sempre vinculada à uma saudade de algo que ainda não conheci e que não faço idéia de quando conhecerei. É bom sentir um espaço dentro de mim que causa uma busca, me faz mais apta a conseguir o que sonho. Mas sentir esse vazio também me dá um nó na garganta e dá a dor de uma ausência sem remetente.
É tão estranho esperar por algo desconhecido e me pegar durante os inícios das manhãs idealizando e imaginando, fugindo e relutando, para não criar na cabeça um tipo ideal de pessoa a quando tiver nas mãos o necessário, destrair-me e desperdiçar o amor pelo superficial desejo de ter aquilo que sonhei... Futilidades à parte, ele deve ser para mim e não idealizado por mim.
E quando dizem que tá cedo, que eu não devo me preocupar, vêem em mim uma menina em pleno vôo em destino às oportunidades da vida, pronta para desfrutar de tudo que bons estudos e um bom trabalho podem dar. Pessoas tão vazias quanto eu, vislumbrando para o outro um conforto financeiro, esquecendo-se do amor, relevando a finalidade dos sentimentos de pessoa para pessoa.
Eu me recuso a fazer parte dessa massa, eu preciso do calor de pés quentinhos ao lado dos meus, da esperança de ser somada homogeneamente a uma outra vida, fazer com que minhas mãos tenham passarela de uma face ligeiramente barbada e alvinha para desfilarem em curso terno e passivo.
Ser mãe e ter problemas com o sono por conta do bebê que dá trabalho, pessoas que eu possa alimentar e que me requisitem o tempo inteiro - "Mãããe! Amooor!" - perguntas que irritariam qualquer pessoa, me fariam disseminar um amor fiel - "Onde você colocou aquele comprovante?", "Mãe, fez meu lanche?".
Meu grande objetivo na vida é o amor como um todo, as demais coisas tenho capacidade física e intelectual para conseguir, mas o amor... ah, o amor... Este tem vontade própria, ele mesmo se encarrega de chegar ou de partir. Ainda que pareça longe, carrego essa lacuna a ser preenchida com fidelidade. Esse pedaço aqui, que limpei tão bem ao longo do tempo tem destinatário desconhecido, mas há de ser ocupado não por regra e nem por excessão, mas por vontade e necessidade do amor.
Essa incompletude, essa controversa satisfação estará sempre vinculada à uma saudade de algo que ainda não conheci e que não faço idéia de quando conhecerei. É bom sentir um espaço dentro de mim que causa uma busca, me faz mais apta a conseguir o que sonho. Mas sentir esse vazio também me dá um nó na garganta e dá a dor de uma ausência sem remetente.
É tão estranho esperar por algo desconhecido e me pegar durante os inícios das manhãs idealizando e imaginando, fugindo e relutando, para não criar na cabeça um tipo ideal de pessoa a quando tiver nas mãos o necessário, destrair-me e desperdiçar o amor pelo superficial desejo de ter aquilo que sonhei... Futilidades à parte, ele deve ser para mim e não idealizado por mim.
E quando dizem que tá cedo, que eu não devo me preocupar, vêem em mim uma menina em pleno vôo em destino às oportunidades da vida, pronta para desfrutar de tudo que bons estudos e um bom trabalho podem dar. Pessoas tão vazias quanto eu, vislumbrando para o outro um conforto financeiro, esquecendo-se do amor, relevando a finalidade dos sentimentos de pessoa para pessoa.
Eu me recuso a fazer parte dessa massa, eu preciso do calor de pés quentinhos ao lado dos meus, da esperança de ser somada homogeneamente a uma outra vida, fazer com que minhas mãos tenham passarela de uma face ligeiramente barbada e alvinha para desfilarem em curso terno e passivo.
Ser mãe e ter problemas com o sono por conta do bebê que dá trabalho, pessoas que eu possa alimentar e que me requisitem o tempo inteiro - "Mãããe! Amooor!" - perguntas que irritariam qualquer pessoa, me fariam disseminar um amor fiel - "Onde você colocou aquele comprovante?", "Mãe, fez meu lanche?".
Meu grande objetivo na vida é o amor como um todo, as demais coisas tenho capacidade física e intelectual para conseguir, mas o amor... ah, o amor... Este tem vontade própria, ele mesmo se encarrega de chegar ou de partir. Ainda que pareça longe, carrego essa lacuna a ser preenchida com fidelidade. Esse pedaço aqui, que limpei tão bem ao longo do tempo tem destinatário desconhecido, mas há de ser ocupado não por regra e nem por excessão, mas por vontade e necessidade do amor.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Valei-me, Deus!
Ele alí parado, safo, contido
Eu aqui solta, aberta, doce
Quisera eu dizer não, mentido
Devia ele ter me deixado, que fosse
Fosse ele para longe dos anseios apaixonados
Reservando meu coração da dor, de olhos marejados
Não teve dó, nem pesar
Não vi o nó, não pude pensar
Tornou-se simples me machucar
Valei-me, Deus! Deveras as dores hão de larejar
Agora que tenho memórias de um amor morto
Cuide para não ser alvo da flecha deste
Desvie do caminho curto e torto
Porque a misericórdia da vida perdeste
Ao plantar no coração de uma mulher a sina
De não sentir mais amor como uma menina
Vá em paz, me deixe assim
Tenho algo melhor, um sonho, um Deus
Um destino sorrindo pra mim
Um homem, filhos só meus
Ora, que o céu não enegreça como anda o meu
Mas que tenhas êxito, que se endireite
Que compreendas as mazelas ao que o amor se rendeu
E que em seios castos se deleite
Pois o ontem onde fostes rosa não existe mais
Cravo és, maria-sem-vergonha na beira do cais
Lembrarei menos de ti, viverei o porvir
Com gestos de esperança, canto de prazer
Amanhã hei de novamente sorrir
E desse adeus definitivo fatalmente me esquecer.
Eu aqui solta, aberta, doce
Quisera eu dizer não, mentido
Devia ele ter me deixado, que fosse
Fosse ele para longe dos anseios apaixonados
Reservando meu coração da dor, de olhos marejados
Não teve dó, nem pesar
Não vi o nó, não pude pensar
Tornou-se simples me machucar
Valei-me, Deus! Deveras as dores hão de larejar
Agora que tenho memórias de um amor morto
Cuide para não ser alvo da flecha deste
Desvie do caminho curto e torto
Porque a misericórdia da vida perdeste
Ao plantar no coração de uma mulher a sina
De não sentir mais amor como uma menina
Vá em paz, me deixe assim
Tenho algo melhor, um sonho, um Deus
Um destino sorrindo pra mim
Um homem, filhos só meus
Ora, que o céu não enegreça como anda o meu
Mas que tenhas êxito, que se endireite
Que compreendas as mazelas ao que o amor se rendeu
E que em seios castos se deleite
Pois o ontem onde fostes rosa não existe mais
Cravo és, maria-sem-vergonha na beira do cais
Lembrarei menos de ti, viverei o porvir
Com gestos de esperança, canto de prazer
Amanhã hei de novamente sorrir
E desse adeus definitivo fatalmente me esquecer.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Meu adeus
Eu toleraria qualquer não, qualquer desculpa boa, qualquer mentira bem contada, mas ser ignorada me machuca.
Ingratidão, falta de humildade doem.
Não se trata de cobrança e eu sempre soube o meu lugar. Eu não quero reconhecimento e nem aplausos pelo que eu já fiz, mas eu fiz e isso é fato.
Eu sempre estive lá, eu nunca me ausentei de fato, sempre entendi e superei tudo, sempre dei a mão e nunca quis saber se estava certo ou errado. Talvez esse tenha sido meu grande erro, eu nunca saí daqui, deveria ter ido embora.
Foram anos engolindo sapos, passando por cima do meu orgulho, atando grandes nós na minha auto-estima, fazendo comparações que me depreciavam, culpa sua, culpa minha, tanto faz. Nem sei quantas bocas beijei pensando na sua, quantos abraços eu senti idealizando o teu calor, eu me esquivei de quem valia a pena por você, não porque te esperava, mas porque eu respeitava tudo o que havia acontecido entre nós.
Eu briguei sozinha, te chinguei alto, trancada no meu quarto desejei que você não estivesse por perto para que eu pudesse descansar. Mas tudo passava e a tua presença trazia de volta aquele velho sentimento que me fazia amolecer e deixar pra lá.
Dessa vez não deu, dessa vez doeu. Talvez porque agora eu sou mais madura, eu consegui enxergar que para você eu valho pouco, tão pouco...
Dessa vez meu coração não aguentou, dessa vez meu coração chorou, dessa vez as lágrimas estão sentidas, doloridas, elas queimam meu rosto. Como você pode ser tão frio assim?
Eu escutei seus problemas e te abriguei nos meus braços quando todos que sabiam da sua conduta te deixaram. Eu tentei te compreender e te dar um consolo que você na verdade não precisava. Eu amei você da forma mais decente que alguém pode amar, eu te respeitei, eu nunca menti pra você, eu nunca te enganei, nunca joguei sujo, nunca te ignorei e em troca você sabe o que me deu, mas doeu.
Se você pudesse ver meu coração agora como Deus está vendo, você se sentiria péssimo. O que você causou dentro de mim ainda nem tem nome, eu nem sou mais tão forte agora, eu desfaleci. Minhas armas estão sem munição, eu não tenho defesa.
Se você me visse agora, não me reconheceria.
Eu só espero que você tenha uma sorte melhor do que a que eu tenho tido, que possa se regenerar, ser alguém que vale a pena.
Só Deus conhece o quanto dói, mas dessa vez vou ter que ir, vou ter que abrir mão de cada um dos sentimentos que me fariam reconsiderar. Não posso mais segurar, não posso mais me deixar levar, eu não quero mais.
Eu vou evitar seu nome, seu endereço, sua voz, seu cheiro, seu sorriso, sua música, seu olhar, tudo seu. Quero me desfazer de tudo que lembre você, que possa me fazer ceder.
Nunca doeu assim, nunca foi tão ruim. De todas as vezes que eu quis me ver livre desse sentimento, essa é a mais sincera.
Esse não é meu "até logo", esse é o meu "adeus".
Ingratidão, falta de humildade doem.
Não se trata de cobrança e eu sempre soube o meu lugar. Eu não quero reconhecimento e nem aplausos pelo que eu já fiz, mas eu fiz e isso é fato.
Eu sempre estive lá, eu nunca me ausentei de fato, sempre entendi e superei tudo, sempre dei a mão e nunca quis saber se estava certo ou errado. Talvez esse tenha sido meu grande erro, eu nunca saí daqui, deveria ter ido embora.
Foram anos engolindo sapos, passando por cima do meu orgulho, atando grandes nós na minha auto-estima, fazendo comparações que me depreciavam, culpa sua, culpa minha, tanto faz. Nem sei quantas bocas beijei pensando na sua, quantos abraços eu senti idealizando o teu calor, eu me esquivei de quem valia a pena por você, não porque te esperava, mas porque eu respeitava tudo o que havia acontecido entre nós.
Eu briguei sozinha, te chinguei alto, trancada no meu quarto desejei que você não estivesse por perto para que eu pudesse descansar. Mas tudo passava e a tua presença trazia de volta aquele velho sentimento que me fazia amolecer e deixar pra lá.
Dessa vez não deu, dessa vez doeu. Talvez porque agora eu sou mais madura, eu consegui enxergar que para você eu valho pouco, tão pouco...
Dessa vez meu coração não aguentou, dessa vez meu coração chorou, dessa vez as lágrimas estão sentidas, doloridas, elas queimam meu rosto. Como você pode ser tão frio assim?
Eu escutei seus problemas e te abriguei nos meus braços quando todos que sabiam da sua conduta te deixaram. Eu tentei te compreender e te dar um consolo que você na verdade não precisava. Eu amei você da forma mais decente que alguém pode amar, eu te respeitei, eu nunca menti pra você, eu nunca te enganei, nunca joguei sujo, nunca te ignorei e em troca você sabe o que me deu, mas doeu.
Se você pudesse ver meu coração agora como Deus está vendo, você se sentiria péssimo. O que você causou dentro de mim ainda nem tem nome, eu nem sou mais tão forte agora, eu desfaleci. Minhas armas estão sem munição, eu não tenho defesa.
Se você me visse agora, não me reconheceria.
Eu só espero que você tenha uma sorte melhor do que a que eu tenho tido, que possa se regenerar, ser alguém que vale a pena.
Só Deus conhece o quanto dói, mas dessa vez vou ter que ir, vou ter que abrir mão de cada um dos sentimentos que me fariam reconsiderar. Não posso mais segurar, não posso mais me deixar levar, eu não quero mais.
Eu vou evitar seu nome, seu endereço, sua voz, seu cheiro, seu sorriso, sua música, seu olhar, tudo seu. Quero me desfazer de tudo que lembre você, que possa me fazer ceder.
Nunca doeu assim, nunca foi tão ruim. De todas as vezes que eu quis me ver livre desse sentimento, essa é a mais sincera.
Esse não é meu "até logo", esse é o meu "adeus".
domingo, 1 de abril de 2012
Uma forma nova de amor
Eu quando juro amor eterno, eu cumpro. Certamente todos os amores que jurei um dia mudaram de forma. Alguns assumiram um nome forte e importante de "admiração", outros basearam-se em "respeito", outros são hoje "amizade".
A questão é que não importa, meu amor, que rumos nossas vidas tomaram e nem importa quais rumos ainda vão tomar. Não te desejo mais, não se trata de pele e nem se resume também em uma simples amizade, isso que ficou ainda não tem nome e possivelmente nunca tenha.
Não existe mais beijo, mas existe um entendimento em um olhar. Não existe mais toque, mas existem diálogos extensos e sinceros, entendimentos e conclusões. Não existe mais divir o mesmo cobertor, mas existe dividir a saudade que dá de tudo o que nós somos agora e a percepção de que é bem mais gostoso assim, de verdade agora juntos e separados nós somos felizes.
O que ficou foi tudo o que a paixão nos roubava, ficaram as verdadeiras alianças que estabelecemos ao longo do tempo, ficou o amor... O amor genuíno e verdadeiro que vai nos acompanhar durante toda uma vida.
Ainda nos casaremos com pessoas boas, teremos filhos amigos, nos visitaremos e oraremos pela família um do outro, porque nós sim soubemos preservar aquilo de bom que ficou.
Hoje parece patético, ontem era nostáugico e anteontem era paixão, paixão que deu errado, graças a vida, graças a Deus.
Eu me sinto agraciada, nossos corações estão cruzados em uma linha sem dor porque com você eu descobri uma forma nova de amor que não tem nome, mas é amor.
A questão é que não importa, meu amor, que rumos nossas vidas tomaram e nem importa quais rumos ainda vão tomar. Não te desejo mais, não se trata de pele e nem se resume também em uma simples amizade, isso que ficou ainda não tem nome e possivelmente nunca tenha.
Não existe mais beijo, mas existe um entendimento em um olhar. Não existe mais toque, mas existem diálogos extensos e sinceros, entendimentos e conclusões. Não existe mais divir o mesmo cobertor, mas existe dividir a saudade que dá de tudo o que nós somos agora e a percepção de que é bem mais gostoso assim, de verdade agora juntos e separados nós somos felizes.
O que ficou foi tudo o que a paixão nos roubava, ficaram as verdadeiras alianças que estabelecemos ao longo do tempo, ficou o amor... O amor genuíno e verdadeiro que vai nos acompanhar durante toda uma vida.
Ainda nos casaremos com pessoas boas, teremos filhos amigos, nos visitaremos e oraremos pela família um do outro, porque nós sim soubemos preservar aquilo de bom que ficou.
Hoje parece patético, ontem era nostáugico e anteontem era paixão, paixão que deu errado, graças a vida, graças a Deus.
Eu me sinto agraciada, nossos corações estão cruzados em uma linha sem dor porque com você eu descobri uma forma nova de amor que não tem nome, mas é amor.
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