Ana Vífer
sábado, 13 de julho de 2019
Eu contigo
Me leva na voz de Ana Carolina, na oração matutina.
Me leva quando sentir medo, quando bater na quina um dedo.
Vou contigo, parceiro, por aqui ou mundo inteiro.
Me leva quando não souber o que fazer, quando quiser desaparecer.
Não solte a minha mão, esquente seu coração.
Vamos mesmo eu aqui e tu ai, vamos viajar para Paraty.
Nem que seja em pensamento, nem que seja por um momento.
Me leva contigo, meu amigo.
Porque eu desisti de tentar entender o seu partir.
Sua vida está boa? Está muito cansado ou à toa?
Me leva com você, não tente me esquecer.
Nenhum elo é mais forte que esse amor, amor de flor.
Amor de amigo é elo eterno, supremo, fraterno.
Me leva contigo, meu amigo.
Me leva no grave de uma canção, nas notas de um violão.
Me leva na garupa das tuas memórias, me personifique nas suas histórias.
Me levou contigo nas tardes, eu pude ver.
Me levou contigo na pétala do bem-querer.
Eu fui contigo nos ciclos da vida, do viver.
Eu estou contigo há muito tempo até morrer.
segunda-feira, 28 de maio de 2018
Mallu
Ela veio numa segunda-feira caótica, a cidade estava deserta. Muitos estavam preocupados com o país, mas ela aproveitou o dia de sol, esticou suas perninhas e fez força. Apressadinha, apressadinha... Porque esperar até a tardezinha se é bem melhor nascer com o delicioso sol das 10h00?
Quase gritou: "Ei, doutor! Sou eu que decido! Já falei com Deus, tô indo!".
Tão pequenina, fazendo corações sentir um amor imenso. Ela é um belo arco-íris, é o "não tenha medo" de Deus ecoando lá do céu. É o raio de sol entre as nuvens, colorindo as antigas lágrimas doridas de sua mãe.
Quem poderia imaginar que um mundo todo colorido de cor-de-rosa seria tão lindo? Tem cheirinho de tranquilidade, de graça de Deus.
Ela acordou a mamãe e lhe deu a experiência daquele parto que ela sonhou.Palpitou o coração do papai que não se aguenta de tanta felicidade, a Mallu é assim, a Mallu acelera corações.
Se o nascer de Mallu tem uma sensação explicável, acho que é de beijinho de mãe, carinho de vó, colinho de pai. O nascer de Mallu é para seus pais o escancarar dos céus, é o bem de Deus manifestado em pequenos dedinhos, em um queixinho tão lindo.
Um desejo enche nossos corações, que as bênçãos sejam incontáveis. Uma oração de gratidão fica pairando em nossos pensamentos: Obrigada, Criador!
Mallu hoje é a dona desse céu azul.
28.05.2018
sexta-feira, 9 de março de 2018
Mania de amar errado
Com todos os argumentos para expulsar o pesar, flutua sobre sua alma a mania de amar errado.
Na sexta-feira as luzes do bar cintilam seu sorriso, o fazem esquecer por um momento os longos cabelos negros que costumavam fazer cócegas em seus braços numa noite de inverno.
Os lábios de tantas morenas passam escorregando perto do seu rosto, mas ele vive aquela história de novo enquanto uma canção de Leoni toca.
Ele costuma experimentar um pequeno terremoto nas palavras ríspidas daquela que o inspirava, o ama bagunçado. Ele só quer poder tê-la tranquilo, num sábado a noite, do jeito certo.
Ele só quer sua índia tecendo seu futuro, só quer um porto-seguro, mas sempre ama errado.
Ele espera por ela vestida de mulher como deve ser, espera que ela deixe as coisas de menina para traz. Em um domingo enquanto fala com Deus, ele refaz os planos. Ele escolhe os nomes para os filhos, as flores da cerimônia em frente ao mar, meia dúzias de insultos velados ele lê numa mensagem e como mágica, uma melodia nova sai de seus dedos com o coração sangrando porque ela também o ama errado.
Às segundas-feiras ele costuma deixar o sentimento suprimi-lo um pouco mais, semi-nu dedilha qualquer canção de Cazuza, o cabelo lavado fazia um pequeno caminho de água em suas costas pálidas, enquanto seu corpo está parcialmente coberto, sua alma está completamente desnuda, em frangalhos, amando novamente errado, compunha mais um grande feito de canção que embalaria amantes em tórridas delícias de paixão.
Conforme o costume, terça-feira ele faz força para deixar um pouco de felicidade entrar, mas como em qualquer carnaval, a quarta-feira sempre é de cinzas e ele não aprendeu como amar sem sentir dor.
Na quinta, suas chaves ficaram sobre a mesa, com elas todas as cartas, ele só quer deixar o tempo fazer seu trabalho. Os olhos negros dela são desafio e resolução, o poeta não sabe realmente como amar. Diante do motivo de seus dias chuvosos que é também a chave para toda a arte que ele sabe produzir as perguntas dançam nos lábios dela e ele não consegue ouvir as palavras saírem. É hipnotizante e ele cantarola bem baixinho "o tempo é rei, mas é inimigo..." numa abstração, num amor, numa solidão.
De novo é sexta-feira e ele cintila mais uma vez seu sorriso banhado pelas luzes do bar, de novo uma morena escorrega os lábios em seu rosto enquanto ele tenta esquecer a pele vermelha que ele costumava beijar, em meio a um gole da melhor bebida do lugar, ele ainda de certo não aprendeu como amar, não aquela mulher chuvosa que nutre e destrói. Não ela que como sol do meio-dia ilumina e queima. Sabemos de fato, ele cultiva a velha mania, a mania sonora de amar errado.
domingo, 21 de janeiro de 2018
ProsseguIR
Dez anos passam voando ao mesmo tempo que escorrem suaves pelas curvas do meu sorriso. Vai levitando em cima das páginas das nossas histórias esse bendito tempo, longo tempo. Eu ainda sinto a brisa da nossa adolescência nos dourados anos de sorrir sem pressa e sinto o peso de ser adulta sem a constante presença de vocês.
Ainda sinto o sabor doce das andanças, das mudanças, da dança dos corações acelerados. Ainda consigo ver as mãos se movendo em um simples "tchau", os braços se encontrando em um "que saudade".
Nada nessa vida vai brilhar tanto quanto os caquinhos de vidro que foram misturados ao asfalto da rua que olhamos por horas conversando sobre a vida. Nenhum céu terá estrelas como aquelas que cintilaram nosso crescer.
Na veia ainda corre a adrenalina da boemia engarrafada e ainda é possível ouvir as canções intermináveis transbordantes de poesia. Em um breve fechar de olhos, eu vejo os olhos de vocês. Permaneço embriagada pelas gargalhadas de vocês.
Eu paro pra pensar e eu estive lá, encontrando cada amor de vocês, amando e odiando as escolhas que fizeram, palpitando em tudo. Eu paro pra recordar e ainda morro de rir.
Ainda sinto medo de perdê-los, ainda celebro o dia em que nos dissemos "oi" a primeira vez.
São dez anos ladrilhando pedra a pedra um caminho de amor, respeito, cumplicidade e profunda intimidade, nos compreendendo mutuamente em olhares. Mudamos cabelos, apelos, desejos, anseios, mas no fundo continuamos os mesmos.
Curamos feridas uns dos outros enquanto outras estavam sendo abertas. Somos todos diferentes cômodos de uma mesma casa.
Seguimos caminhos distintos, um amando construir família, outro amando sua música e o outro amando os planos para o futuro.
Mesmo sem saber a data exata do dia em que eu conheci vocês, vocês tornaram minha solidão em eterno andar junto. A minha vida sem vocês não seria tão feliz quanto é. Vocês são meu eterno prosseguIR, meu IR.
Xuxu: Que eu sempre possa te entender de longe e dentre seus mistérios achar sentido para os passos que você dá. Me carrega na mala da sua jornada porque eu te guardo sempre aqui no fundo das minhas mais felizes recordações. Seu complicado sempre será simples charada pra eu resolver. Eu amo e sempre vou amar te decifrar, eu sempre vou amar você.
Xuxuzinho: Eu vou passar a vida te ditando regras, te lendo em voz alta e te escrevendo em negrito. Que ainda existam segredos a serem compartilhados, que sejamos a consciência um do outro, que baguncemos as coisas que acreditamos por causa um do outro. Você é o palavrão que eu mais gosto de falar. Eu amo e sempre vou amar te exclamar, eu sempre vou amar você.
Aos meus amigos mais amados, um texto com mais sentimentos que palavras. Com amor descendo pelos olhos, com gratidão.
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
Meu parto
Na maternidade eu conheci muitas mães, mães de filhos vivos e mortos, mães de gêmeos, mães que tiveram parto normal tranquilo, difícil, induzido como o meu. Mães que tiveram cesáreas agendadas ou de emergência e todas elas tem algo em comum: sofreram de alguma forma para parirem seus filhos. A cesárea não é mais fácil que o parto normal, é um sofrimento e uma dificuldade diferente. Exige repouso, não pode levantar a cabeça, você fica dependente. Não pode tomar o primeiro banho sozinha, sem contar o acesso venoso que não pode ser retirado, então manusear o bebê é um desafio, mas elas fazem tudo por amor aos seus filhos. Às mães e pais que perderam seus bebês por uma fatalidade, eu desejo que o Senhor leve conforto e paz, as mães infectadas por alguma doença, eu peço a Deus saúde e misericórdia, às que quase morreram num parto de emergência, desejo que não fique nenhum trauma. Às que não tiveram acompanhante e permaneceram sozinhas por não ter uma família, desejo que o Deus da família lhes conceda essa graça. À todas as mães que conheci, desejo que Deus as abençoe sempre.
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
Meu primeiro relato da gravidez... 2 de 2
Tem umas coisas que eu ouço que dão nervoso, como o desejo de que meu filho seja peralta. Tem mães frustradas que gostam de colocar pilha em você. Mas tenho sido forte e não tenho dado assunto. Aprendi a falar as coisas mais diretamente, quando não gosto de um comentário, eu respondo com franqueza. Tem muita gente que nunca engravidou que quer te dar dicas, dispense. Tem gente com simpatia pra isso ou aquilo, com crendice, com tudo... não dê ouvidos. Se a gente for levar em conta tudo o que falam pra gente, o momento mais feliz das nossas vidas vira um inferno. Vão falar do seu gato, do seu cachorro, do papagaio. Vão falar do que você come, pra você se agasalhar, vão falar da sua vida sexual (pasmem!), esquecendo que você tem um médico que vai te aconselhar sobre tudo isso. Ignore. Aprendi também a ser mais amável, hoje eu sei que a barriga de uma grávida é "propriedade pública" e que todo mundo quer fazer carinho. Eu deixo (a não ser que eu não conheça a pessoa)... afinal, é amor das pessoas.
A gente começa a entender nossos pais.
Eu aprendi uma coisa muito bacana que é receber pro meu filho. Desde que eu anunciei a gravidez que não ganho nada pra mim, mas sinceramente, não me importo. Não me importo nem se me esquecerem, desde que se lembrem do meu filho. Eu aprendi que o momento é dele e eu só estou ajudando ele a vir ao mundo. Ainda sim, as pessoas ao meu redor tem sido muito queridas comigo, sempre me perguntando da minha saúde e me ajudando na caminhada.
Ainda me sinto estranha, às vezes esqueço que estou grávida e meu bebê me dá um chute pra eu lembrar que ele está aqui. Não fico conversando muito com ele, porque pra mim ainda é muito estranho. Às vezes até bate uma culpa porque eu não sou aquela grávida que eu achei que seria, que fica cantando pro bebê e colocando música todos os dias. Depois eu me lembro que a maternidade pode ter mudado muito em mim, mas eu continuo sendo eu e tem coisas na gente que não mudam.
Dá desejo e desejo NÃO É CONVERSA de grávida. É incontrolável. E no meu caso é meu melhor momento de auto estima, nunca me senti tão bonita mesmo com o nariz inchadinho e uma bochechona. Minha barriga me faz sentir uma força da natureza. Não sei como vai ser depois, mas procuro nem pensar, já que sofro de ansiedade (hoje muito bem controlada), não deixo certas antecipações me preocuparem. Cada dia tem seu mal, disse o apóstolo Mateus (Mt. 6:34).
O nome: No mês de fevereiro eu iniciei com os meus alunos (meus maravilhosos alunos) da escola bíblica o Novo Testamento. Quando eu descobri que estava grávida, estávamos finalizando o livro de Lucas. Eu, como tive que estudar bastante pra conseguir ministrar as aulas, descobri em Lucas eu cara fantástico, apesar da Bíblia relatar muito pouco sobre como ele era. Foi possível entender durante a leitura de Lucas e Atos dos Apóstolos o quão meticuloso ele era. Sua curiosidade por Jesus, sobre os fatos que cercaram Seu nascimento e a ordem da disposição dos escritos, fora sua inteligência e disponibilidade em documentar o início da igreja, acompanhando o apóstolo Paulo me trouxeram fascínio.Um jovem, dito médico, maravilhado pelos milagres de Jesus. Documentando a igreja primitiva e apoiando um dos maiores homens da história da Bíblia, inteligente e persistente no estudo da vida de Cristo... É esse tipo de homem que eu quero que meu filho seja. É um nome simples e até comum, mas que me apareceu no momento que eu soube que seria mãe. Não existe nada que eu queira mais do que um filho que sirva a Deus de todo o seu coração, que ame com a sua vida as Escrituras, que siga Jesus com afinco porque isso, na minha crença, ditará todo o seu caráter. Será um bom amigo, bom filho, bom marido, bom pai, bom em seu ministério se ele seguir as verdades da Palavra, a Palavra que controla tudo, a voz do Altíssimo. Acima de qualquer coisa, eu desejo que meu filho ame ao Senhor. E o Senhor é tão bom que deu um pai a ele que servirá de exemplo de estudo, de curiosidade, de amor pelas Escrituras (eu pago UM PAU pro meu marido em tudo, principalmente nisso).
Lucas quer dizer "luz". E o engraçado é que minha mãe sempre diz a mim e ao meu irmão "luz da minha casa" quando chegamos de algum lugar, ela nos recebe assim.
Eu agora vou experimentar o que é ter uma luz na minha casa. Meu segundo nome é Lúcia, que quer dizer "luz" também e as destrambelhadas da minhas primas me chamam de "Ana Luz". Pra quem teve uma gravidez "no escuro" por causa do atendimento público, tenho bastante luz pra "dar a luz" à luz da minha vida, meu Luquinhas.
Daqui um tempo eu conto mais sobre as aventuras de uma barriguda. That's all folks!
Obs: hoje eu consigo fazer o acompanhamento pelo convênio, não se preocupem. E as aspirantes a mães, tentem fazer um convênio antes de engravidar, assim você terá mais tranquilidade. Eu infelizmente não vou conseguir fazer o parto pelo convênio, mas Deus sabe de tudo. Cuide-se para não ficar no escuro.
Meu primeiro relato da gravidez... 1 de 2
Eu sempre quis ser mãe, desde criança eu tive esse desejo. Pensava que mesmo se eu não me casasse nunca, ainda sim eu queria um filho. Eu sei que muitas mulheres não tem a oportunidade de ter um companheiro para gerar, mas hoje eu entendo o quanto isso faz diferença na vida de uma mulher.
Meu marido é a pessoa com quem eu divido todos os momentos da gestação e só ele tem o amor pelo meu filho como eu tenho, pelo menos, o mais próximo do amor que eu já tenho.
A descoberta (4 de maio): Eu sempre tive períodos bagunçados, por isso tomei anticoncepcionais durante 8 anos da minha vida, em janeiro de 2017, depois de um ano e dois meses de casada, eu decidi que seria melhor para a minha saúde parar de tomar remédio e usar outro método anticonceptivo. Por causa do MITO de que quando uma mulher toma remédio por muito tempo, ela demora pra engravidar, eu estava relativamente tranquila. Não acredite nisso! Então usando de um método nada seguro, eu engravidei. Eu estava na casa dos meus pais morrendo de vontade de comer melancia. Não... Não é uma vontade normal, é como se você não pudesse mais viver se não comer uma melancia. Até então eu não estava preocupada com o atraso do meu período, porque antes do anticoncepcional, era desregulado mesmo. Então minha mãe começou e me fazer uma série de perguntas, mas por saber que eu era atrasada, ela achou que as coliquinhas que eu estava sentindo, eram um prenúncio do período. Ela foi dar aula de canto e eu fiquei encucada, mas certa de que EU NÃO ESTAVA GRÁVIDA.
Então pedi para o meu pai que comprasse um teste de farmácia só para desencargo de consciência. Ele comprou e eu fiz. Imediatamente duas fitinhas vermelhas apareceram. Foi um misto de alegria com susto. Eu tive um choro de três segundos, não conseguia acreditar. Contei para os meus pais e no mesmo dia a noite contei para o meu marido que ficou sem ação porque não estava nos nossos planos ter um filho agora, só daqui três anos. Eu ainda não sei em que circunstância eu engravidei, juro! Fico tentando lembrar que dia foi, mas não faço a menor ideia. Me lembro de uma ocasião (8 de abril) que tive um enjoo muito forte, mas como eu tenho gastrite, achei que era obra de uma coxinha, só que não.(fotos tiradas no dia 4 de maio, dia da descoberta)
O primeiro mês pós descoberta: Então eu já estava no fim do primeiro trimestre quando soube da gravidez. Quando você sabe, no meu caso eu fiquei chocada ao ver como nosso corpo acorda para o fato. Eu não tive barriga, não tinha os seios grandes, não tive enjoos, nada. No momento que eu soube uma barriga louca apareceu, os seios ficaram enormes, e eu comecei a ter náuseas constantes. Não sei como isso se dá, se é o cérebro que aceita e confirma, mas acontece.
Eu passei a comer bem menos, já que tudo me enchia, meu humor estabilizou. Na TPM eu sempre tive picos intensos de stress, mas grávida eu fiquei um docinho, uma mansidão. Porém mais isolada e mais caseira. O amor que eu sentia pelo meu marido se intensificou tanto que a ausência dele me causava dor, sim... uma dor no peito, uma falta sem tamanho.
Com 13 semanas eu fui fazer meu primeiro ultrassom. Pare e pense numa coisa que te faz feliz. Agora multiplique essa coisa em um milhão. Não é tão bom quanto ouvir o coração do seu filho. Ver as perninhas se mexendo, a boquinha abrindo é surreal. Porém eu não estava com 13 semanas como a enfermeira tinha contabilizado, eu estava com 14 semanas e 3 dias. Tudo nessa gravidez foi muito tardio pra mim. A dificuldade no atendimento público é absurda. Não tive acompanhamento no início da gravidez, e isso é angustiante. A única coisa que me confortava era a certeza de que Jesus estava comigo o tempo todo e que Ele mesmo estava cuidando do meu bebê. Graças a Deus consegui fazer os exames essenciais, mas com muito custo e muito atraso. Hoje eu entendo porque tantas mães não conseguem saber de doenças pré-existentes, síndromes e outros problemas antes do nascimento da criança, é porque a rede pública, pelo menos no meu caso, não coloca urgência no atendimento das gestantes, elas ficam no escuro. Eu fiquei no escuro.
O sexo do bebê: Desde que eu soube que estava grávida, eu sabia que era um menino. Não conseguia imaginar uma menina. Eu só tinha interesse por coisas de menino, sonhava com ele. No dia do ultrassom, meus pais foram, meu irmão e minha cunhada também, meu marido estava ansioso e todos nós ocupamos a salinha. O médico viu logo o sexo, mas fez um suspense. No momento em que ele falou que era menino, meu coração parecia uma escola de samba. Eu estava com 19 semanas, foi lindo! A família presente torna tudo mais lindo ainda. Apesar de minha cunhada e minha mãe quererem uma menina, elas comemoraram junto. Essas coisas fazem a vida valer a pena.
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Amigo
Deixe-me falar algo sobre amizade.
Eu, graças a Deus, tenho poucos amigos. Sim, porque eu sei que quantidade nesse caso é bobagem.
Sei também que amizade tem graus. Coleguismo, sintonia, simpatia, empatia, carinho, cumplicidade, amor.
A amizade, assim como o amor entre um casal, leva tempo, tem fases. A diferença é que ele pode parar em um estágio e tudo bem se não evoluir, é outro tipo de compromisso.
Amizade quando começa a ficar profunda, acredite, toma certo distanciamento, mas um distanciamento com amor, com ligação, com afeto. As ligações passam a não ser tão necessárias às vezes, a gente sabe que pode se atrasar pra responder uma mensagem ou ficar meses sem ver o amigo, porque já está na vida, entranhado em tudo.
Tem fotos do amigo, tem cheiro do amigo, tem roupa do amigo, tem presentes do amigo em todos os lugares. Tem memórias afetivas em restaurantes, parques e ruas, tem o amigo no sonho, na oração, nas piadas que a gente conta pra outras pessoas. A amizade quando pega um nível que você já não sabe mais o tamanho do amor, não cobra mais, porque entende, porque confia, porque sabe os limites.
A amizade é um compromisso dos mais estranhos traçados na humanidade. Veja, Jesus com Pedro, o repreendia com amor, o ensinou o "beabá" do evangelho, mas também lavou seus pés. É um compromisso sem aliança no dedo, sem envolvimento sexual, e mesmo quando isso aconteceu entre amigos, a amizade genuína consegue com facilidade sobrepôr o passado quando há interesse mútuo de que dê certo, mas acredite, isso é raridade, é preciso ter maturidade.
Criamos amizades desde pequenos, somos instruídos a nos enturmar, seja com uma ou mais pessoas. O ser humano normal nasce com essa necessidade de se relacionar. Mas é só com as coisas que acontecem na vida, só com aprendizados e limites, só com crescimento que conseguimos experimentar o sabor delicioso de uma amizade segura. Só amadurecendo que aprendemos que amizade vai muito além de um áudio comprido, ou de contar uma coisa do dia, ou de entender uma piada interna. Amizade é a cura de uma dor, é ensinar o outro e estar humildemente disposto a aprender. É se colocar pequeno perto do amigo, entender sobre as grandezas dele e sobre suas fragilidades também. É entender as prioridades do amigo, e não ter ciúme, porque o amor da amizade pode ser o mais perfeito se soubermos conduzi-lo e isso inclui não cobrar mais do que se pode receber. Saber que não existe "monogamia" na amizade, entender que todos tem mais de um círculo social, é se alegrar por nossos amigos conseguirem se inserir bem no grupo da empresa e se sentir satisfeito do amigo ser querido por todos.
A amizade é o amor mais forte, porque não depende de qualquer atitude ou ligação sexual, sanguínea, religiosa, social ou intelectual pra acontecer. Ele nasce de algo sem nome, de uma empatia, de uma identificação que nosso subconsciente encontra que talvez passemos a vida sem saber exatamente o que é.
Amizade é cuidar, mesmo sem perguntar nada. É entender nos olhos um diário inteiro escrito a mão, é fazer pelo outro sem esperar em troca. É ficar feliz com as conquistas, mesmo que isso signifique distância, mudança. É não invejar nunca, porque prevalece "se você está feliz, eu também estou".
Todos os dias eu noto que vou me modificando por causa das amizades que fiz, aquelas verdadeiras e poderosas. Todos os dias eu lembro de um amigo, nem sempre converso com ele, mas a memória da sua presença me faz sentir melhor. Todos os dias meu coração agradece a Deus porque eu tenho amigos, porque não estou só. Amigos que amam minha família, que entendem meu ministério, que compreendem meu temperamento, que riem das minhas inúmeras chatices. Eu sou grata por amigos que me levam a sério, que ouvem o que eu tenho a dizer, que ganham o dia com um elogio meu e não porque eu sou melhor do que os outros, mas porque sabe que eu não minto pra eles, porque não há como fingir.
A vida trás um montão de gente para o nosso caminho, mas no afunilar da nossa estrada, vão restando poucos e isso não é um fracasso, ao contrário, é a vitória de manter pertinho quem te ama com toda a bagagem que você carrega.
Faça amigos, amigos duradouros, amigos eternos. Cresça pra mantê-los, são raros. Não os deixe escapar, resolva as desavenças olhando nos olhos. Use sempre de sinceridade, tomando cuidado pra não ferir.
"Em todo tempo ama o amigo, porque na hora na angústia nasce o irmão" Provérbios 17:17
sábado, 23 de abril de 2016
Gente que a gente gosta
É porque a risada tem um som delicioso, que faz cócegas nos ouvidos.
É porque a voz cantada tem toque de pelúcia.
É porque os cabelos fazem cachos que são caracóis de Roberto na voz de Caetano.
É porque se comunica com os olhos.
É porque entende todas as caretas.
É porque tem um abraço que envolve toda a alma.
É porque é gentil em meio a crise.
É porque compartilha, porque vive junto, porque não dispensa nunca.
É por causa da firmeza quando fala, porque soa bem.
É por causa da diplomacia, da paz de espírito.
É porque os pés tem dedos redondos.
É porque tem o mesmo sangue, a mesma fé, o mesmo amor.
Existem pessoas que amamos, amamos muito. Amamos "porque sim".
Amamos porque mora longe, mas fez casa dentro do nosso coração.
Amamos porque é tão diferente, mas é tão igual.
Amamos porque não tem explicação a ligação que a vida fez.
Algumas pessoas amamos tanto que fazemos a mágica que não deixar o tempo afastar.
E tem aquela pessoa com quem vamos ao altar e dizemos "sim".
Tem gente que é porque tem problemas que a gente gosta de cuidar.
Fez casinha no topo da nossa árvore da vida.
Existem pessoas que carregamos num patamar de eternidade... sem qualquer explicação detalhada.
Visceral
É o bombear do sangue, glóbulos vermelhos e brancos numa dança flamenca.
É a pupila dilatada, a imagem captada em um zoom, é decifrada em segundos pelo cérebro que aciona tudo, liga tudo, encharca, entumece, faz eriçar.
É o estômago borboleteando, suco gástrico vulcânico.
É o paladar, as papilas gustativas enroscando-se em gosto de quê?
Deveras, amor, é químico. É arma biológica.
O que mais não consigo conter é que além de uma plataforma, eu vou até o cerne.
É o amor.
O amor que contorna os lábios num batom.
O amor continua intacto após tantos cactos que nascem no solo da relação.
O amor que desqualifica o temporário, dá lugar ao eterno sem contar cada dia que passa.
O amor que é novo, mesmo assim, faz 10 meses, 10 anos.
O amor é que é visceral, é ele que arde nas entranhas.
Paixão toma vida como uma planta, qualquer relva mata, qualquer inseto come, qualquer pisada esmaga.
O amor não é isso, o amor é o sol... compreende-se por si só, poderoso e imponente regente.
Por isso não consigo me conter, por isso não posso segurar.
O amor me deu a tão sonhada liberdade de me enclausurar.
O amor contém anticorpos, suporta a febre, reprime a dor, cura.
O amor é como o funcionamento dos rins, é como a sustentação que os ossos dão.
O amor pode parecer fraco com o passar do tempo, mas é realmente como o corpo: parece velho, mas isso é só o desgaste causado pelo tempo, é só experiência, só sabedoria.
O amor vai ainda mais fundo, ele é o fator não detectável, nada microscópico, ele é crença, é decisão, é a ALMA.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Quêqué isso mulher?
Odeia os óculos? Tenta outro modelo! Tenta lentes de contato... mas tente!
Tá cansada da chapinha, enrola! Pare de ter preconceito contra você mesma. Oxi, nega... solta a juba! (tamo junto!). Cansou de ser leoa? Alisa essa "bixiga"! Você não precisa dar satisfação para as ativistas do movimento crespo.
Sabe do que outra mulher gosta? De sinceridade, de amiga de verdade, que não inveja, não fala mal pelas costas, que não cria intriga. Que sorri com o sorriso dela, que chora com a tristeza dela. Amiga de verdade, solidária, gente boa, que aceita, aconselha e que pode confiar.
Chega de falar de doença, da hemorroida de fulano, na "dor nos quarto". Chega de fofocar da vida da vizinha que tá grávida de novo da oitava criança de outro pai, do Datena, do Balanço Geral (kkk até eu ri). Leia! Revista, livro, rótulo de shampoo, bula de remédio mas leia! Ler enriquece. Se atualize e eu não estou falando da alta do dólar ou de Clarice Lispector. Tô falando daquele som legal dos anos 80 que você gosta, daquela história bacana que você aprendeu, do que o rótulo do shampoo de você leu naquela hora natural sobre o que é parabeno. Mude seus hábitos, tenha coragem de ser inteligente! Não estou falando de faculdade e papo de nerd, estou falando de cultura. De sair do mundinho do que todo mundo ouve, todo mundo assiste. Descontamine-se da doença da "maria vai com as outras". Porte-se bem, tenha um pouquinho de etiqueta e se tiver etiqueta demais, seja um pouquinho mais livre, todos precisam ser um pouco favela pra ser feliz (é... favela sim, não há nenhum mal nisso).
PS3.: É um vídeo game.
Seja mulher de si mesma, case-se com você e seja atraente pro mundo, pra tudo, pra sempre...
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Deixa...
Deixa que eu cutuque sua mente, catuque seu samba, futuque seu coração e ache no fim das batidas o início do resto da minha vida. Deixa que eu volte sem ter que ir, deixa que eu afague seu peito no leito em horizontal, amor da minha eternidade. Deixa que eu seja seu quintal, a caixinha de fósforo que swinga cada canção, o sabor de melancia no beijo de limão.
Deixa que eu sujeite meus dias aos seus, deixe que eu entre e invada todos os cômodos sem reserva. Deixa que eu mude o canal e a cor do céu, anoiteça ao meu lado, eu amanhecerei dentro do seu coração. Deixa que eu dê seus medos aos ventos e que enraíze minhas vontades dentro de você.
Deixa eu mexer com seu juízo e que eu dê prejuízo no seu maxilar de tanto rir, rir de se acabar. Deixa eu comer na tua mão, tirar seus pés do chão, deixa eu te mostrar como é fofinha uma nuvem de algodão.
Me permita, só hoje, que eu seja sua marmita de arroz e feijão. Me permita pra sempre ser a semente que dá no seu chão, que cresce regada à olhadas despretensiosas e palavras desejosas, deixa que eu seja seu bem estar, sua sala-de-estar, seu hall, seu avião.
Porque amor, eu gosto de ser tudo o que for seu, desde o Apolo até Prometeu, mitologia sacra dos seus dias, eu gosto de ser alguém se eu for personagem da sua realidade. Deixa eu virar do avesso seus avessos, revelar seus retratos e botar cada um na parede da minha história. Deixa eu esconder nossos diálogos num frasco, deixa eu morder a maçã da sua face, adormecer nos seus braços.
Eu quero ser tudo o que for de você, ter tudo o que for seu, deixa?
Eu... Eu sou sua imaginação pura e primitiva, sua lembrança intuitiva, seu cansaço, seu amasso, seu trabalho e não tenho dó. Sou sua voz emitida, sua risada sentida, seu choro rasgado, seu cartão estourado, seu terno remendado, seu sapato folgado, seu dia ensolarado, seu desejo encarnado. Sou sua loucura, sua noite sem dormir pensando em mim, o choque da fissura, refém e frisson.
Então deixa que eu seja, que eu seja a paz, que eu seja o caos, importa que eu seja sua desde o que se chamou ontem até o que se chamará "para sempre".
quinta-feira, 26 de junho de 2014
A verdade sobre o perdão.
É uma palavra bonita, proveniente de Deus, curadora, e em tese é fácil, mas não é não. Na hora do vamos ver não é, não é mesmo.
Eu inventei muitos "perdões", mil perdões, eu inventei mesmo. Mas não senti realmente.
Eu fingi que apaguei da memória e em alguns dias eu realmente não senti que havia qualquer vestígio de amargura e rancor, mas quando confrontada com o meu eu, eu vi que eu ainda cultivava por puro orgulho as deliciosas sementes da autopiedade e da autoproteção como se eu fosse um ser que não merecesse suportar e perdoar as falhas dos outros, afinal de contas, eu sou ou não sou perfeita? Eu sou... só que não, definitivamente não.
A mágoa tira folga com a vida que levamos, ela tira folga nos momentos de alegria e de preocupação. Em meio a correria ela desaparece, mas basta bater de frente com quem te deixou magoado que tudo vem à tona. Às vezes sutilmente, sorrateiramente em meio a uma brincadeirinha com fundo de verdade, em meio a um passeio pelo facebook, na timeline aquela pessoa te causa aversão ou raiva, sentimento de traição ou uma indiferença mortal.
Para perdoar é necessário primeiro entender que somos todos errantes e que todos um dia magoamos alguém e que não somos seres intocáveis fechados em uma redoma de dózinha... "ai coitadinha de mim, tão boazinha, tão amiga e levei uma facada...". Balela, se ainda não ferimos alguém, talvez, com "mais pra sim do que pra não" faremos alguém ficar triste.
Para perdoar é necessário entender que aquela pessoa talvez jamais se arrependa e como nós ela pode estar se sentindo com razão e atingida.
Para perdoar é necessário deixar de ser implicante, de ver pelo em ovo, de maldar, de xingar, de praguejar, de repelir e principalmente de cultivar aquele ódiozinho gostoso, que faz cócegas no ego deixando aquela frase pairando no ar: "eu tenho direito".
Sim, perdoar é mais do que tudo querer bem a si mesmo, ter coragem de querer bem ao outro de novo mesmo ele não merecendo e mesmo ele podendo fazer a mesma coisa ruim novamente. Será que é possível perdoar?
Não digo que vá pegar na mão e enfiar dentro de casa como se nada tivesse acontecido, isso é amnésia, não é interessante para ninguém se esquecer, mas é interessante para todos decidir por deixar que essa memória cicatrize por inteiro. Como um dedo cortado de fora a fora que teve que ser costurado e enfaixado, que trouxe dor, mas que agora é só mais uma cicatriz que doeu, mas não dói mais.
Eu mesma tenho uma cicatriz no dedão por cortar o leite com uma faca afiada demais para essa tarefa e por não saber manusear a faca... Eu mesma tenho uma cicatriz no coração por ter tido pessoas em minha vida que eu achava que conhecia que eu não soube introduzir na minha história e que me machucaram. Hoje essas pessoas estão suturadas e cicatrizadas, sem trauma, sem dor... só lembranças de um dia que passou e não tem que ficar voltando para despertar em mim sentimentos, comportamentos e conceitos que eu mesma reprovo, que eu não gosto.
Sei, e como sei que ainda há lixo tóxico e entulho para ser retirado da minha vida, há quem perdoar e existem pessoas que eu terei que perdoar todos os dias, da mesma maneira que pode-se amar diferente todos os dias, terei que perdoar com intensidades diferentes todos os dias.
Difícil, né? Também acho... Acho até que seria mais fácil virar um ser duro, frio, de ferro, pronto para revidar cada soco e cada pontapé, mas eu acho que ser assim é ainda mais desprezível do que ter que sofrer um pouco para enfim, aprender a lidar com os meus próprios ferimentos, sará-los e tocar minha vida.
Concluo que o perdão só pode acrescentar em mim, me deixar livre. O perdão é lindo porque ele é conquistado por você, como uma maratona em que se chega por último, mas por fim se chega... às vezes não tem medalha, mas tem honra por conseguir correr até o fim.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
A mãe que um dia eu quero ser.
Quando Deus enviou seu filho a terra, eu imagino a dor que Ele sentiu, mas Ele preferiu que Jesus cumprisse seu propósito. Eu imagino o sofrimento do Deus Todo-Poderoso quando seu filho foi humilhado, espancado, cuspido, ferido em seus sentimentos e em sua moral, mas mesmo assim Ele deixou que fosse cumprido o dever. Jesus não estava sozinho, por diversas vezes Ele recorreu ao Pai para perguntar coisas e para pedir coisas porque é isso que um filho sempre vai fazer, recorrer ao Pai nos momentos difíceis.
Deus continua sendo modelo perfeito de paternidade quando nos trata com justiça e nos dá segundo as nossas obras.
Deus não passa a mão em nossas cabeças, mas também não nos deixa só. Ele sempre está nos tentando fazer amadurecer, crescer, evoluir segundo o que Ele oferece de melhor e modelo de vida através das Escrituras.
Eu fico observando o Senhor Deus e fico imaginando o dia em que eu tiver o meu filho. A primeira vez que ele comer a bolacha que cair no chão. A primeira vez que ele for pra escolinha, a primeira vez que ele se meter em uma briga, a primeira vez que ele se apaixonar. Em quando ele der o primeiro beijo, em quando ele conhecer as coisas do mundo, em quando ele for pra faculdade, em quando conhecer a primeira namorada séria para casar. Em quando ele for pai e responsável pela casa dele, em quando ele tiver que cuidar da educação dos filhos dele e que mãe melhor eu poderia ser se não aquela que ensina como andar ou invés de quebrar as pernas do meu filho?
Infelizmente existem muitas mães e pais que aprisionam seus filhos, tomam posse das asas dos filhos, dos desejos dos filhos e não ensinam a fazer sozinho, ensinam a depender deles.
Tem mãe que sufoca seu filho. "Meu filho não come isso", "meu filho não vai ter um amigo assim", "meu filho não dorme com esse cobertor", "meu filho pensa assim", "eu quero que meu filho estude isso", "eu quero que meu filho case com fulana ou que não se case com ninguém"... É uma série de "eus" que cortam as asas das pessoas, forma pessoas inúteis, inseguras, incapazes, infelizes e cheia de "ins" durante a sua vida.
"Ela casou com o meu filho, mas ele é meu"... Nisso não há a inteligência de perceber que o que uma mãe dá a um filho nenhuma outra pessoa poderá dar igual ou melhor, e o que a esposa dá ao marido é outro tipo de amor, outro tipo de afeto que ele precisa pra viver bem. Os dois são precisos, cada um ao seu tempo e da maneira certa.
"Ele não é bom o suficiente para a minha filha"... Se você criar sua filha para aprender a escolher um homem bom, você não vai precisar dizer isso. Pais tem criado filhas limitadas emocionalmente, que não sabem discernir o homem bom do ruim. São pais ruins que não dão referências boas e querem que suas filhas escolham o que aos olhos deles é ideal. Como filha e amiga de filhas espalhadas por ai eu digo que se você não é um bom exemplo de esposo, sua filha vai sempre arranjar um homem que seja diferente de você. Isso pode ser bom... mas às vezes pode ser muito ruim.
Os filhos se casam e os pais continuam tratando seus filhos como incompetentes debiloides que não sabem pagar contas, fazer a compra, limpar a casa, educar os filhos, lavar as roupas, cuidar da casa, se divertir a dois... Se não foi ensinado isso antes de casado, não adianta querer ensinar depois, porque depois do casamento temos que saber arcar com todas as responsabilidades que vem no pacote.
Ela vai ser sempre sua menininha, mas você tem que cria-la pra ser uma mulher responsável, que cozinha, que trabalha fora (ou não... isso é escolha dela), que tem opinião, que sabe se comportar, que sabe conversar, que tem ideais e sonhos, que tem metas e que sabe ser esposa e mãe, profissional e amiga. É responsabilidade dos pais formar aquela mulher sábia que edifica a sua casa.
Ele vai ser sempre seu menininho, mas você tem que ensinar ele a ser o homem da casa, estudioso, competente, fiel, educado, vaidoso, carinhoso e romântico, equilibrado e paciente. É da competência dos pais formar um Jacó para uma Raquel... e a Raquel é ele que escolhe e não você.
É importante que os pais ensinem seus filhos a ter casamentos abençoados e desejar que eles se casem porque isso é bom e lindo aos olhos do Senhor, que tenham filhos e que saibam sozinhos a criar esses filhos.
É triste que os pais tenham tanto medo de ver o filho crescer! Crescer é bom! Talvez não tão bom para os pais por ver seu filho partir para a independência, mas é bom pro filho ter independência.
Não... não quero dizer que os filhos devem se esquecer dos pais, serem como o filho pródigo que exigiu sua herança antes da hora e partiu, depois se arrependeu e voltou, mas é importante que sejamos semelhantes ao Deus Pai sabedor de todas as coisas, que mesmo sendo Pai do Salvador da humanidade soube solta-Lo no momento certo e recolhe-Lo no momento certo. Soube protegê-Lo no momento certo e soube deixar que fizesse o que devia sozinho no momento certo.
Eu quero ser uma mãe que respeita a intimidade do meu filho e que lhe dá confiança o suficiente para que ele me conte o que ele precisar contar sem nunca ter medo da minha reação.
Eu quero ser a mãe que incentiva meu filho a crescer sem depender de mim mesmo podendo me requisitar se for necessário.
Eu quero ser a mãe que deixa às vezes meu filho ver para crer, que não mente, não esconde e que não inventa cegonha toda vez que me for feita uma pergunta embaraçosa. Eu quero ser a mãe que sabe como responder baseada na sabedoria do Espírito Santo.
Não quero ser a mãe que se intromete na comida da nora, que fiscaliza a vida do filho casado, que critica a hora que minha nora deixa meus netos acordarem e que fica observando o que minha nora faz. Eu quero criar um filho que saiba escolher a esposa certa e que saiba conduzir seu casamento com sabedoria.
Eu não quero ser a mãe que se enfia todo final de semana na casa do filho e exige um momento com o filho sempre. Eu quero que meu filho sinta falta de mim porque gosta da minha presença e não porque eu a imponho para ele.
Talvez eu esteja tendo um sonho utópico, mas eu sonho em ser uma mãe como a minha. Eu sonho em ser mais leal do que ameaçadora, mais amada do que temida, mais respeitada do que ignorada, mais querida do que imposta. Há quem diga que minha mãe me deu muita liberdade, mas acredite, eu não dei errado.
Há quem diga que minha mãe me protege demais, mas acredite, ela me deixou cair muitas vezes para que depois eu mesma percebesse o que não deveria ser repetido.
Há quem diga que minha mãe é brava, mas ela é uma das pessoas que mais me faz rir. Eu confio nela porque eu sei que posso dizer qualquer coisa que eu esteja passando ou sentindo.
Há quem diga que minha mãe não liga muito para onde eu vou, mas acredite, os joelhos dela estiveram continuamente dobrados por mim e por influência dela, meus joelhos também tem o costume de se dobrar diante de Deus.
Sim, eu como de tudo! Sim, eu sei dizer não! Sim, eu tenho minhas próprias convicções! Não... eu nunca larguei Jesus e tudo isso porque minha mãe nunca buscou ter o maior lugar na minha vida, ela fez sem força alguma que eu a desejasse em minha vida. Ela tem me ensinado a ser esposa, a ser mãe, a ser mulher e tem se deixado aprender pelo que vivi também.
Admiro muito a minha mãe, porque ela não precisou nunca ser autoritária, mas sempre teve autoridade. Ela nunca precisou me prender em casa, eu aprendi onde não ir sozinha e não fui. Ela não precisou me proibir de assistir ou ouvir nada, porque eu aprendi. Ela nunca desejou que eu nunca me casasse pra fazer companhia a ela, ela sempre sonhou com a minha felicidade e sempre deixou claro que ela saberia viver longe de mim depois que eu me casasse. Ela nunca quis escolher com quem eu iria me casar, mas me ensinou como é que um homem bom seria.
Eu sei, ainda não sou mãe... eu ainda não sei como é, o que se sente. Mas se minha mãe foi capaz de tamanho equilíbrio, eu quero essa mesma sabedoria.
Você pode e deve ajudar seu filho, seu filho pode e deve te dar todo o amor e carinho do mundo, mas que haja sabedoria em tudo, de um para o outro e vice-versa.
Porque acredite ou não... o primeiro a falar mal dos pais, é o próprio filho, mas o primeiro que deve exaltar e honrar o pai é o filho também.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Ele me fez toda feita de amor.
Eu me perguntava como seria quando encontrasse o homem da minha vida, aquele que abalaria minhas estruturas mal feitas e as refaria numa métrica perfeita de medida ou de um rap. Me perguntava se existia mesmo um amor capaz de suportar a chatice matutina, a rotina, as minhas besteiras de menina.
Eu não sabia ao certo e hoje me dá vontade de chorar, chorar de amor mesmo, deixar escorrer pelos olhos toda a gratidão que eu tenho por poder viver isso.
Agora eu sei o que é querer desesperadamente me casar pra olhar naqueles olhos castanhos todos os dias, pra ouvir sempre uma canção na voz dele. Agora eu sei como os dias úteis podem ser longos e como os com ele parecem passar voando. Arrumar as malas e voltar pra casa, deixando com ele tudo que tenho de mais importante e trazendo comigo só o corpo e nada mais.
Se um dia, nos meus sonhos mais vagos eu pudesse compreender o que é exatamente querer um homem pra ser meu porto seguro, eu não teria vagado pelas pedras, jamais teria me ferido nas pedras. Querer e querer tanto que dói, amar e amar tanto que é impossível descrever... Que louco isso!
Ver e conhecer todos os defeitos e pensar "esse menino é impossível", ficar irritada e depois pensar outra vez "esse menino é impossível de não amar".
Meu anjo é tão alto que posso aconchegar minha cabeça em seu peito na vertical de um ônibus cheio e não sentir medo de nada. Meu homem é tão menino que posso rir sem parar até sentir dor de barriga. Meu menino é tão homem que não precisou de princípios de berço pra ter um caráter impecável, pra ser de Deus, pra nos conservar em um cordão com Deus.
No som da voz dele eu consigo ouvir a resposta para os meus pimpolhos dizendo "papai" e ao mesmo tempo ouvir um sussurro dizendo "minha branquinha". Nos olhos dele eu consigo ver a firmeza de um grande homem e a doçura de um sonhador.
Ele é tão admirável... Ele me faz tão bem. Dá pra eu me sentir culpada pelo meu temperamento difícil quando eu vejo no rosto dele toda aquela calma, aquele ar de resolvido, aquele jeito de quem sabe mais do que eu e ele sempre sabe. Minha vida, meu preto, conquistou meu coração de uma maneira que ninguém no passado pôde fazer.
É o amor de tudo em mim, me fez melhor, me fez crescer e me deu oportunidade de ensinar. Ele é tão grande quando é pequeno e melhora depois que erra.
Dizem que um dia a paixão acaba, que só fica o amor, mas todas as vezes que dá saudade e que ela bate forte dentro do peito, a paixão renasce como uma fênix e eu não sei mais quando as teses e estudos sobre sentimentos fazem sentido.
Quando a gente ama, vai além da química, além do plausível e do palpável. Não é um hormônio que determina até onde vai a vontade de estar junto, é só porque você se torna todo feito de amor.
E você fica meloso, como eu estou melosa e fica sonhando e mesmo quando a realidade bate na sua cabeça te lembrando como a vida é difícil, você ainda ama e ainda quer. As perguntas "você quer mesmo casar?" ou "você quer mesmo ser mãe?" ficam parecendo um monte de lixo no canto do quintal e tudo faz sentido depois do culto em uma conversa boa no busão voltando pra casa.
Ah, Leny's... meu amado, meu plebeu encantado, meu bacharel engraçado, meu simples rei, meu futuro marido, meu amor desde o início, é com você que eu quero passar todos os dias até que eu envelheça, até que eu fique chata, até que você tenha cabelos brancos e até que Cristo venha.
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Um amor, só por hoje.
É preciso tomar cuidado com a falta de percepção da tristeza de alguém, com o fato de ignorar a dor de alguém e tentar não deixar a frieza nascer dentro do coração.
As pessoas estão sendo críticas com amor, com demonstração de afeto. Não se pode mais expressar o amor pelos filhos demasiadamente como se o amor fosse mensurável para uma mãe. Não se pode mais demonstrar carinho por um cônjuge como se isso fosse um atentado a ordem pública. Os romances viraram marketing e mero sexo, as crianças viraram seres irritantes que choram e fazem arte e o mundo está sendo populado por robôs sem sentimento e sem sensibilidade.
Não se percebe mais uma florzinha nascendo no asfalto em uma cidade suja, e é assim que o amor está, sendo oprimido pela dureza do concreto da parcialidade emocional.
Maridos não beijam mais suas esposas, filhos não sentem mais falta dos pais (em vida), mães colocam seus filhos em milhões de atividades extracurriculares para terem mais tempo para si e já nem sabem mais qual a cor preferida de sua criança. Pais se separam sem perceber a dor que seus filhos carregarão para a vida, avós são esquecidas. Romance? Pra que? Pra enriquecer lojistas no dia dos namorados?
Homens não compram mais lingeries pras esposas, não se importam mais com manter a harmonia e a funcionalidade do seu lar, sequer trocam a lâmpada que queimou. Esquecem daqueles dias de sono perdido com o coração batendo forte de paixão pela amada e o pior de tudo é que não fazem nada para resgatar o que se perdeu.
Esposas dão tanta importância para a independência que esquecem as vantagens de serem cortejadas, desejadas, e dependente no melhor sentido da palavra.
Filhos se esquecem que a vida dos pais é finita, e que um dia vão sentir profundamente e irremediavelmente a dor da partida de seus pais dessa vida. Ainda não aparentemente não sejam bons pais, no fim, vai doer e o remorso vai aparecer.
Pais se esquecem de ter um papo agradável com seus filhos, sobre os interesses de seus filhos. Sem cobranças sobre escola ou trabalho, só um papo leve sobre aviões, música, esportes ou vídeo games.
Mães se esquecem de dizer às filhas que elas são lindas, que sentem felicidade de tê-las colocado no mundo. Não falam sobre cabelos e esmaltes, meninos e roupas.
Tudo muito vago, muito mecânico. Acorda, criança na escola, trabalho concluído, casa, afazeres domésticos, contas, sono e terminou o dia.
Falta perdão, reconciliação, vontade de voltar atrás. O orgulho anda devorando as pessoas, são ocas. Não amam mais, não desculpam mais, não desejam mais (só dinheiro, isso desejam).
E eu me pergunto se vamos congelar de uma vez, se vamos virar seres dotados de todos os tipos de mecanismos de defesa e ataque possíveis. Me pergunto se vamos encarar sempre o outro como um elemento complementador do andamento sociológico normal e não como os grandes amores de nossas vidas, as pessoas que amamos, nossas famílias, nossos filhos amados, maridos desejados, esposas maravilhosas, e pais muito queridos.
Só por hoje desculpe, perdoe, afague, esqueça a implicância. Só hoje é bom fazer um esforço, não deixar isso para o Natal ou para a morte. Só hoje, como os dependentes químicos em recuperação que fazem a mesma tentativa todos os dias, deixe a frieza de lado, só por hoje ame!
terça-feira, 15 de abril de 2014
Quando uma amizade termina.
Mas também pode acabar em uma traição, em um descaso, na separação de corpos pela distância, com o desrespeito, por causa do cônjuge, por causa da família, por causa de preconceito, de falta de caráter, de mentira ou preferências. Podem ser coisas sérias ou banais, mas amizades acabam.
O mais engraçado é o efeito que isso pode surtir em uma pessoa. Geralmente no início ficamos sentindo falta, como se algo estivesse muito errado e fora de contexto. A vida muda, os roteiros mudam. Lugares deixam de ser frequentados, colegas deixam de ser cumprimentados, músicas saem de playlists, como uma separação de casais. Ou quem sabe, só não se falam mais, nada muda na rotina, mas por dentro, a casa ficou com cheiro de livro velho e o quintal criou erva daninha.
Se desfazer de uma amizade por defesa ou ver alguém se desfazer de você por capricho é ruim, não importa qual o grau de rompimento, alguma coisa dentro fica oca.
Porém, estar de fora te cura. Ver de outro ângulo ajuda, limpa, acalenta. Desfaz preferências e te renova, te deixa pronto pra novidade.
Quando você já não é mais amigo, você percebe que não fazia tanta falta assim, começa ver os defeitos insuportáveis e entende que se a vida levou embora é porque não acrescentava muita coisa.
Você vê que aquele jeito de falar era mesmo um pouco de arrogância, que aquele hábito era uma mania chata, que a tristezinha era excesso de melancolia e complexo de inferioridade, que aquela desculpa era uma grande mentira. Que você foi paciente, mas que agora consegue lidar com essa distância.
Há quem diga que essa aversão que nasce depois da separação é um mecanismo de defesa, mas eu acredito que isso é um tipo de "óculos" que deixa nossa percepção mais aguçada. Ou talvez a falta de amor verdadeiro nos deixe mais descrentes das qualidades da pessoa que se vai.
É importante só não deixar que essa visão ampla nos deixe raivosos, implicantes a ponto de perder a educação e a racionalidade. Como quem não é mais amigo e acha defeitos em tudo a outra pessoa faz, ou quem começa a fazer coisas e dizer coisas só para contrariar o outro, isso baixa o nível.
Mas eu acredito que no desfazer de uma amizade há uma parte muito boa, que é a devolução do nosso senso crítico e a capacidade de escolher refazer ou não aquela amizade, avaliar se vale o reinvestimento ou se deve realmente ser deixado de lado.
É bom lembrar que sem uma explicação de fácil compreensão, Deus por muitas vezes tira gente boa do nosso caminho simplesmente porque a junção de quem somos com quem elas são não dá um bom resultado. Vale ressaltar também, que todo o tempo nessa vida é insuficiente para conhecer alguém completamente e que temos que saber quem colocamos em nossa casa, em nossa família, em nossas escolhas, em nossa intimidade.
Às vezes por ser diferente da expectativa de um amigo, você vai ser deixado de lado. Por ser mais ou menos conservador, por ser mais ou menos altruísta, por ser mais ou menos inteligente ou por qualquer coisa do gênero. Mas também temos que lembrar que sempre, não importa quando ou como haverá um amigo certo para nós além de Deus que é o melhor amigo que se pode ter por ser multiforme em personalidade e imensurável em compreensão.
Um amigo bom não é necessariamente igual a você e nem pode ser completamente diferente. Uma amizade por ter início e fim ou pode durar uma vida toda. Não dá pra saber ao certo, isso é incalculável. O que dá pra saber é que nenhum investimento é perdido quando se trata de amigos, por mais que eles não mereçam nada do que você fez, existe um crédito que fica pairando no coração de Deus pela sua boa vontade e pelo amor oferecido.
Se um amigo resolver ir embora ou se afastar de você, entenda, Deus está te dando uma oportunidade de entender a ótica dEle, quer que você veja além do sentimentalismo, mas que veja as coisas com clareza e quando você for capaz de distinguir o bom e o ruim que há naquela pessoa, você pode repensar sua amizade e decidir se vale o esforço de reconquistar/reatar ou se é melhor deixar que a vida siga seu curso e você conheça outras pessoas que preencham seus dias.
Não é deixar de amar, sentir raiva ou desprezo, é amar de longe querendo o bem sempre, mas evitando intimidades para não se machucar e nem machucar a outra pessoa.
sábado, 8 de março de 2014
ÀS MULHERES
Feliz dia da mulher para as líderes do lar, para as mães de filhos especiais que quase não tem tempo para si mesmas.
Porque Deus ama muito essas mulheres, sendo elas boas ou não. Não pode existir um "feliz dia da mulher para a mulher que sabe ser mulher", porque isso não é questão de saber, é de ser mesmo.
Que o Senhor alcance-as em lugares que nem imaginamos. Que sejam curadas de suas doenças e que tenham sua autoestima restaurada, que andem em liberdade, que conheçam ao Jesus que impediu uma mulher adúltera de ser apedrejada e que estancou o fluxo de sangue de uma mulher e que foi amigo com uma mulher samaritana. Que conheçam ao Deus que instituiu Eva a progenitora do mundo e fez de Sara mãe de uma grande nação.
Feliz dia da mulher para aquelas que nem queriam ser mulheres, que elas entendam quão bom é ser parte de um projeto do próprio Deus.
Às gordinhas e às magérrimas que sofrem bullyng, às negras que infelizmente ainda tem que lidar com o preconceito de pessoas ignorantes, às menos providas de beleza que tem que enfrentar seu próprio preconceito consigo mesmas, às solteiras que acreditam que existe algo errado com elas e por isso não se casaram, às que receberam uma educação ruim e hoje tem seu caráter distorcido, às mães que estão com depressão pós-parto, às que foram violentadas, às que tem problemas psicológico e/ou espiritual, às que tem dinheiro e não tem paz... enfim, à todas, sem exceção, FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
A velha.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Chá de simancol
Hoje eu percebi que gosto demais de mim e que quando me sinto sozinha, existe quem queira ficar ao meu lado o tempo todo.
Hoje eu acordei gostando mais daquelas pessoas que gostam de mim com minhas opiniões às vezes controversas, com minha simplicidade e que não vê como "errado" ou pobre.
Hoje eu sentei para lembrar da minha infância e de como eu sentava no chão para comer, que tomava chá assistindo desenho na casa da minha avó e não tinha os melhores brinquedos e ainda não tenho as melhores roupas e não frequento os lugares mais caros. Hoje eu assimilei como eu sou feliz sendo quem eu sou, cheia de defeitos, mas com o coração e a consciência limpos.
Parei para ver que às vezes preciso ter um pouco mais de malícia para separar as coisas.
Quem não me visita não precisa da minha visita. Quem não me liga não precisa da minha ligação. Quem não ri para mim não precisa do meu sorriso. Quem não faz por mim não precisa que eu faça por ele.
Jesus nos ensinou a amar quem não nos ama, e por mais que o coração doa, sei que algumas vezes vou amar quem não me ama e isso é dolorido. Talvez eu ame com força e sacrifício quem me ama no mínimo que se pode e isso vai doer também.
O que eu sei é que nunca faltará quem me queira bem, porque quem é sensível consegue entender a sinceridade das minhas atitudes e a clareza que há no meu coração.
É lamentável que ainda nos doemos para quem não sabe devolver e que sejamos amáveis com quem nos trata como a última opção. No fim das contas a canção não mente, além de Deus, o meu melhor amigo é o meu amor.




